Posts Tagged ‘poupança’

2013.28 – 7 regras financeiras para considerar

setembro 29th, 2013
  1. Controle as coisas que você pode controlar. Você é capaz de controlar quanto ganha? Pode tentar, mas não sempre. Você é capaz de controlar o resultado dos seus investimentos? Nem sempre. Você pode controlar quanto poupa e quanto gasta? Sim e sim. Você tem uma chance muito maior de administrar sua poupança e seus gastos mais do que o resto de sua vida financeira. Foque nisso.
  2. Emergências acontecem. O carro vai quebrar, uma goteira aparecerá no telhado, ou outras milhares de coisas podem dar errado. E você precisa ter dinheiro quando acontecer.
  3. Se você não pedir por mais dinheiro, a resposta será sempre “Não”. Aqui vai uma informação chocante, as mulheres ainda ganham em média 30% a menos do que os homens segundo os dados do IBGE. A diferença tende a ser atribuída as mulheres serem menos assertivas na negociação de salários. “Se você não pedir, a respostas será sempre não”.
  4. Tenha alguma independência financeira. Só porque você se casou com alguém (ou ama alguém o suficiente para viver com ele) não significa que vocês dois são a mesma pessoa. Você precisa de algum dinheiro para si de forma que você possa tomar decisões financeiras pequenas  – como comer fora, comprar aquele vestido – sem pedir permissão.
  5. Mesmo dívida boa não é de graça. O custo real de uma dívida são as oportunidades perdidas. Quando você assume um novo pagamento mensal (mesmo que com uma taxa de juros baixa), você está fazendo um compromisso contra sua renda futura – as vezes por um longo período de tempo. O que você poderia estar fazendo com R$1000 por mês que está pagando pelo carro novo. Em 3 anos é R$36000. Comprometer-se com uma dívida impede as pessoas de aproveitar oportunidades. Gostaria de reduzir sua carga de trabalho? Infelizmente não dá por causa das prestações.
  6. Sua aposentadoria deve vir na frete na escola das crianças.  Sabe quando você está num avião e o comissário diz para colocar a sua máscara de oxigênio antes de ajudar uma criança em caso de despressurização? Poupar para as suas necessidades financeiras de longo prazo funciona da mesma forma. Há mais alternativas para financiar a faculdade das crianças do que há para a aposentadoria. Não sinta culpa por isso.
  7. Mantenha seus interesses associados ao seu dinheiro. Pense em como uma criança gasta dinheiro. Se é o dinheiro dos pais, não há hesitação em entregar o dinheiro ao caixa. Mas se o dinheiro foi “suado”, ele será mais hesitante, a compra terá que valer a pena. Use a mesma regra para si. Não compre no crédito se não pode pagar imediatamente. Poupe, e quando tiver todo o recurso, pergunte a si mesmo – novamente – o quanto você realmente deseja.

2013.24 Poupança

junho 29th, 2013

A caderneta de poupança é um investimento tradicional, conservador e muito popular entre investidores de menor renda.

Quase todos os bancos comerciais possuem esse tipo de investimento e não é preciso ser correntista para investir. Basta apenas comparecer uma agência bancária portando CPF, documento de identidade e comprovantes de renda e residência.

A caderneta de poupança é, provavelmente, o investimento mais popular no Brasil.

Até maio de 2012 rentabilidade é calculada a partir de uma taxa de juros de 0,5% ao mês, aplicada sobre os valores atualizados pela TR (Taxa Referencial), creditada mensalmente na data de aniversário da aplicação. A partir da medida provisória 567/2012, o rendimento passou de 6,17% ao ano (que é os 0,5% ao mês acumulados no período de um ano), mais a Taxa Referencial – TR, para 70% da taxa básica de juros (Taxa Selic), mas somente quando a Selic for igual ou menor que 8,5% ao ano. Para os clientes de cadernetas já existentes, que realizaram depósitos depois do dia 04.05.2012, os bancos abriram duas contas de poupança: uma com os depósitos feitos até o dia 03.05.2012 e outra com os novos ingressos de dinheiro – ambas sob o mesmo CPF.

Vantagens

– Liquidez imediata

– Não há prazos, mas valores mantidos por menos de um mês não recebem remuneração.

– Transação de baixo risco. Aliás, investimentos de até R$ 60 mil em uma conta poupança são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito. O que significa que em caso de falência ou liquidação de uma instituição financeira este valor não será perdido.

– Para Pessoas Físicas há isenção de Imposto de Renda. Pessoas Jurídicas sofrem incidência de IR sobre os rendimentos com as seguintes alíquotas:

Aplicações até 180 dias: 22,5%
Aplicações de 181 a 360 dias: 20%
Aplicações de 361 a 720 dias:17,5%
Aplicações acima de 720 dias: 15%

Desvantagem

Por ser uma aplicação altamente conservadora, seu rendimento pode ser menor até mesmo do que outras aplicações conservadoras.

Algumas dicas para controlar o consumo

setembro 10th, 2012

Como eu já disse várias vezes, não tenho muita dificuldade em ganhar dinheiro e tenho menos ainda em gastá-lo. Infelizmente, a regra de ouro das finanças pessoais ainda é a mesma. É preciso gastar menos do que se ganha para acumular riqueza e atingir os seus objetivos.

Ganhar mais dinheiro é uma opçào, mas é preciso lembrar que para cada real de aumento é na verdade  apenas R$0,72 a mais já que o imposto de renda vai ficar com uma fatia. Por outro lado cada real que se economiza reduzindo os gastos é efetivamente R$1 a mais. Aqui vão algumas dicas que estou empregando para manter o consumo sob controle. Escolha as que melhor se aplicarem a você.

1. Monitore as despesas

Quando os R$50 que você sacou ontem desaparecem e você não sabe onde foram parar, você tem um problema. Monitar o seu consumo identifica onde os vazamentos estão. Documente cada centavo gasto, onde foi gasto e porque. Quanto dessas despesas poderiam ser consideradas “necessidades”?

2. Mudando os pequenos hábitos

A chave para ser bem sucedido eliminando as despesas desnecessárias é dar um passo de cada vez. Se o seu controle de despesas revelar que você gasta 30% da renda com almoços, você provavelmente não será capaz de trocar os restaurantes pela marmita da noite para o dia. Mas talvez seja possível rever as opções de almoço. Se você é como eu que sempre compra o café da manhã no caminho do escritório (por café entenda-se coca cola, já que não bebo nada quente) pode tentar trazer de casa. No caso da coca cola, o preço na frente do escritório é pelo 3 vezes o preço do supermercado.

Identifique um novo alvo por mês, e ataque! Não vai demorar muito para encontrar um equilíbrio no orçamento que você pode aceitar.

3. Use dinheiro em espécie

Foi uma das experiências mais bem sucedidas que empreendi nos últimos tempos. Por algumas semanas, eu deixei os cartões de crédito e débito em casa e paguei em dinheiro. O efeito nos gastos foi imediato, mas trouxe uma certa dificuldade de controle. Usar o cartão facilita o controle das despesas. Alguns bloggers de finanças argumentam que ao usar dinheiro em espécie ou cheques, tomamos mais cuidados com o destino do dinheiro.

4. Dê a si uma mesada

Defina um valor mensal ou semanal para gastar como quiser. Assim você evita a crise de abstinência de consumo e tem mais chance de se manter fiel a sua rotina frugal. Pense numa dieta, sempre tem aquele dia que a sobremesa está liberada, não é verdade?

5. Compras de viagem em dinheiro

Eu viajo bastante a trabalho. Esse ano apenas, já estive 3 vezes nos Estados Unidos e 1 no México. Especialmente nos Estados Unidos, onde os preços são muito melhores do que no Brasil, é difícil controlar o consumo. Na última viagem, levei uma quantidade de dólares e adivinhem, sobrou dinheiro… Estou pensando em começar a comprar uma quantia de dólares por mês para limitar os meus gastos nas futuras viagens.

6. Listas de supermercado realmente funcionam

Faça uma lista, e se atenha a ela. Evite as compras de impulso. Não compre mais comida, especialmente as frescas, do que vai consumir em um dia ou dois. Eu adoro cerejas, mas é bem comum, esquecê-las no refrigerador até que estraguem. Planeje o cardápio da semana.

7. Estabeleça uma meta

Porque você está economizando? Você está tentando constituir um fundo de emergência, eliminar as dívidas ou trocar de carro? Qualquer que seja a sua motivação, estabeleça uma meta clara para perseguir. Se te ajudar, abra uma conta de poupança ou outro tipo de investimento específica para a sua meta. Monitore o progresso e permaneça motivado.

 

Tarefa 26: Fortaleça as suas economias

agosto 5th, 2012

Fortaleça sua poupança.

Uma coisa sobre a qual ainda não falamos é a necessidade de poupar. As decisões que tomamos acerca de dinheiro não devem considera apenas as receitas e despesas correntes. É importante projetar os ganhos futuros e antecipar as despesas bem como eventuais mudanças no cenário. Dessa forma, é imperativo se preparar o melhor possível imediatamente. Uma boa ideia é manter um fundo de emergência com o valor equivalente as despesas essenciais por 4 a 6 meses, caso você repentinamente perca o emprego ou tenha uma emergência. Se você já tem o fundo de emergência, simplesmente continue a poupar uma parcela da renda a cada mês, por menor que seja. Isso é especialmente importante se você vive de um contracheque para o outro. Se você automaticamente transfere os fundos para um investimento ou conta de poupança, você provavelmente se acostumará a não contar com esse valor. Essa poupança vai ajudá-lo a atingir os seus sonhos de consumo quando o momento chegar, como investir num carro ou casa. Além disso, poupar para aposentadoria é extremamente importante, e provavelmente você encontrará uma opção com diferimento de imposto. Lembre-se, você não ganha o bastante e você não poupa o bastante. Comece hoje!

 

Tarifa número 11: Faça um plano para pagar as suas dívidas

março 26th, 2012

O que é pior do que ter nenhum dinheiro? Estar devendo dinheiro, ou seja, ter dinheiro negativo. Esse é o motivo para evitar ao máximo acumular dívidas e fazer o possível para eliminar as existentes o mais rapidamente possível. Dependendo de quanta dívida e de qual o tipo de dívida que você tem, eliminá-las pode levar algum tempo. Mas se a sua papelada estiver em ordem, já estás no caminho certo. Existem diferentes escolas de pensamento no que diz respeito a pagar dívidas recomendando concentrar esforços dependendo do saldo, das taxas de juro e até mesmo da natureza da dívida.

Você pode começar pagando a dívida com a taxa de juros mais alta de forma a minimizar o juro total pago. Ou começar pagando os saldos menores primeiro para criar momentum e confiança e eliminar algumas dívidas. Aqui vão algumas dicas para ajudar a atacar esses saldos.

  • Se você tem um cartão de crédito que nunca consegue zerar, corte-o ou congele-o, literalmente. Escolha uma data para liquidar essa dívida e calcule o valor mensal que precisa ser pago.
  • Para não acumular novas dívidas, se mantiver o cartão de crédito, pague sempre o valor total da fatura.
  • O avô de um amigo meu, que começou a vida carregando fardos, e chegou a terceira idade com tranquilidade financeira de sobra costumava dizer que se deve viver com apenas metade do que se ganha. Se não é possível reduzir os gastos, procure evitar a todo custo o crescimento destes quando tiver um aumento de renda. Use o aumento de renda para atacar as dívidas, investir para o futuro, ou realizar o sonho que tiver.

O que vai ser de você quando se aposentar?

julho 4th, 2011

A maioria das pessoas que eu conheço, tem dificuldade em poupar recursos para atender metas de curto e médio prazo como comprar um carro ou uma casa, falar em aposentadoria pode parecer um pouco sem propósito. Mas a realidade é brutal, não estamos ficando mais novos. É preciso encarar o fato de que vamos envelhecer e eventualmente teremos que parar de trabalhar. Além disso, a previdência pública (INSS) está falida, nosso sistema onde os ativos financiam os inativos já nasceu condenado ao insucesso se olharmos rapidamente a estrutura etária da população. Isso para não falar em desvio de recursos, corrupção, etc. Não me parece razoável contar com a ajuda do governo em 25, 30, 40 anos.

Existem diversas formas de financiar a sua aposentadoria:

Auto-financiamento

Você pode economizar os recursos e investí-los por conta própria da forma que achar mais adequada. Há diversas calculadoras na internet (Você SA,  UOL,  que lhe indicarão quanto você precisa investir no prazo da aposentadoria para atingir a renda esperada. No entanto, ao decidir pelo auto-financiamento você precisa estar atento a todas as variáveis envolvidas:

  • Expectativa de vida: Você imagina se aposentar aos 65 anos de idade e viver até os 80, se você viver até os 85 anos precisará de ajuda financeira nos últimos 5 anos.
  • Retorno dos investimentos: o retorno dos investimentos normalmente é proporcional ao risco assumido e varia dependendo das condições de mercado. Ao se auto-financiar você precisa estar atento a essas flutuações e rever suas projeções periodicamente para não faltar dinheiro lá na frente.
  • Exposição ao risco: a medida que a aposentadoria se aproxima menor deveria ser a exposição ao risco. A regra geral seria se você tem uma data próxima para usar os recursos investidos, melhor contar com um rendimento menor (renda fixa) do que estar sujeito a desvalorização (renda variável) e consequente indisponibilidade  de recursos na data prevista. Nos Estados Unidos, os consultores financeiros recomendam uma regra simples para administrar a sua exposição: 100 – sua idade. Ou seja, se você tem 30 anos, poderia investir até 70% (100 – 30) dos seus recursos em renda variável. No Brasil, alguns autores recomendam reduzir o 100 para 70 em função da maior instabilidade e também da imaturidade de nosso mercado de capitais. Dessa forma, a conta ficaria em 40% de recursos em renda variável para alguém com 30 anos. Não me perguntem qual a lógica sobre esse racional, não faço idéia. Mas me parece uma forma razoável de ajustar a exposição ao risco a medida que envelhecemos.

Fundo de pensão patrocinada pela empresa

Um número cada vez maior de empresas oferece aos seus funcionários a opção de aderir a um fundo de pensão patrocinado. Nesses casos, normalmente existe uma tabela de contribuição básica com percentuais estabelecidos por faixa de salários para as quais a Empresa faz uma contribuição equivalente a do participante. Por exemplo, na Empresa que eu trabalho a contribuição básica para a minha faixa salarial é de 2%. Todo mês eu tenho um desconto de 2% na folha que é investido em uma conta individual para a qual a firma contribuiu com a mesma quantia.

Também é costumeiro que o participante possa fazer contribuições adicionais voluntárias. Eu, por exemplo, faço uma contribuição adicional de 2% todo mês.

O benefício será determinado com base no fundo acumulado no momento da aposentadoria. É o que chamamos de contribuição definida. O participante decide o quanto quer contribuir hoje.

Nessa modalidade o fundo vai decidir o portfolio de investimento de recursos. Podem existir restrições para a mobilidade dos recursos, especialmente a parte correspondente às contribuições da Empresa (Patrocinadora). No meu caso, depois de 5 anos de Empresa, o participante leva com ele os recursos contribuídos pela Empresa para outro fundo ou os resgata em caso de desligamento.

Normalmente, os fundos de pensão patrocinados por empresas possuem taxas de administração e carregamento mais baixas que os produtos de previdência individuais disponíveis (PGBL e VGBL).

VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre

Disponibilizado pela maioria das instituições financeiras. O VGBL é indicado para quem declara o Imposto de Renda (IR) no formulário simplificado ou isento, pois os aportes ou contribuições não podem ser abatidos da declaração do IR, ou para clientes que já possuem o PGBL e que desejam investir em previdência complementar. Uma característica do VGBL que muitas vezes é considerada uma vantagem em relação às demais opções é a questão sucessória: facilidade de transferir os recursos aos dependentes em caso de morte do participante sem inventário ou burocracia e fora do alcance do Governo. Nesse sentido, o VGBL tem uma característica de seguro de vida.

Nesse tipo de plano, assim como no PGBL e no Fundo de Pensão patrocinado, é preciso ficar atento a:

  • Taxa de carregamento : É uma taxa que pode ser cobrada pela seguradora em cada aporte, ou no resgate do plano sobre o valor acumulado. É possível negociar a diminuição até zerá-la no longo prazo. Os percentuais variam até 5%.
  • Taxa de administração : Incide anualmente sobre a rentabilidade dos fundos. Existe uma enorme diferença entre os valores praticados pelo mercado. As taxas variam de 0,5% a 3,7%.

PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre

O PGBL é indicado para aqueles que preparam a declaração do Imposto de Renda (IR) no formulário completo. Os aportes, caso o participante opte pelo regime de tributação progressiva, podem ser deduzidos da base de cãlculo do IR até o limite de 12% da renda bruta anual tributável.

O PGBL, assim como os fundos de pensão patrocinados, possuem duas opções de tributação:

  • Tributação Regressiva: Quanto maior o prazo do plano de aposentadoria, mais vantajosa é a tabela regressiva, que diminui o imposto ao longo dos anos. Ele cai de 35%, até dois anos de contribuição, para 10%, após 10 anos. Lembrando que a tributação incidirá apenas sobre o rendimento nesse caso.
  • Tributação Progressiva: Se a intenção for o resgate no curto prazo ou se o valor do beneficio projetado for menor do que o teto de isenção da tabela progressiva, esta é a escolha certa. Nesse caso o participante pode diferir ou adiar o imposto para o momento do resgate do benefício compensando até o limite de 12% da renda bruta anual mencionado acima. É preciso lembrar que no momento do resgate, a tributação será efetuada pela tabela de IR retido na fonte para salários que hoje pode chegar a 27,5% sobre o total do valor resgatado.

O conselho é o mesmo de sempre, não há certo ou errado, faço o que funcionar melhor para você, mas faça alguma coisa a respeito imediatamente.

Construindo os seus “equipamentos de segurança” financeira

junho 6th, 2011

Como ficaria a sua situação financeira se você perdesse o seu emprego amanhã? Existem ferramentas ou boas práticas financeiras que podem ajudar a prepará-lo para enfrentar uma tragédia ou apenas um percalço pelo caminho.

Seu fundo de emergência

A ferramenta que vem imediatamente a minha cabeça, sem dúvida, é o fundo de emergência. O colchão de dinheiro que suportará a queda repentina em nossa renda ou um aumento inesperado dos nossos gastos seja qual for o evento que nos atinja: uma doença, a perda do emprego, um problema na casa ou no carro. É a rede de segurança que amortecerá a queda repentina. Um fundo de emergência ideal deveria cobrir entre três a seis meses das despesas fixas, mesmo as pessoas que ainda estão lutando para sair do endividamento deveriam ter algum recurso guardado para protegê-las das repercussões financeiras desde um pneu furado até uma doença.

Ter um fundo de emergência sólido é essencial para absorver o choque de uma queda nas finanças. Sua meta, no entanto, é nunca precisar dele. Um fundo de emergência não é a primeira linha de defesa – é a última. É o que vai amortecer a queda. Idealmente, deveríamos ser capazes de evitar essas quedas. Para isso, precisamos de outros “equipamentos de seguranca”.

“Equipamentos de Segurança” Financeira
Nenhum valor de renda vai protegê-lo de problemas financeiros se você não administrar os recursos bem. Você pode receber um salário de seis dígitos por ano e ainda assim só se afundar em dívidas. Em termos contábeis, para você garantir a sua segurança deveria ter um bom balanço patrimonial e não apenas uma boa demonstração de resultado. Em outras palavras, você precisa ter um sólido patrimônio líquido. E para alcançá-lo, você precisa desenvolver bons hábitos financeiros.

Mais do que um fundo de emergência, são os bons hábitos financeiros que você desenvolve que vão te proteger dos percalços no caminho. Pense nesses hábitos como a corda para o alpinista. Esses hábitos são o equipamento de segurança que te impedem de cair e não os que amortecem a queda. Diferente de um fundo de emergência que se aproxima mais da rede de segurança de um trapezista, essas estratégias tem o propósito de te segurar no ar de forma que você possa recuperar o passo rapidamente. São as ferramentas que você pode contar todo dia enquanto administra seu dinheiro.  Faça a coisa certa e elas sempre estarão a sua disposição.

As estratégias financeiras essenciais incluem:

  • Gastar menos do que ganha. Esse é o conceito básico em finanças pessoais. Se você se tornar mestre nisso, já estará a frente do jogo. Sem isso, todos os truques disponíveis nos livros de finanças não vão te proteger. Você simplesmente precisa gastar menos do que ganha. Desenvolver esse hábito simples não é fácil para muitos de nós. Como qualquer outra coisa, você precisa construir gradualmente essa habilidade. Uma vez que você tenha desenvolvido um hábito firme de  gastar menos do que ganha e poupar o resto, você estará numa posição financeira muito melhor. Mesmo que não faça mais coisa alguma. Quando você habitualmente gasta menos do que ganha, você estará preparado para absorver gastos não usuais sem tocar no seu fundo de emergência. Melhor ainda, você será capaz de incrementar constantemente suas economias.
  •  

  • Monitorar o seu consumo. Monitorar cada centavo que você gasta e ganha é uma das ferramentas mais poderosas para assumir responsabilidade  sobre os seus hábitos de consumo. Quando você vê onde o dinheiro está indo, você pode agir para reduzir custos tanto em grande como em pequena escala. Sem esse monitoramento, você muitas vezes gasta sem cuidado em coisas que não estão contribuindo para as suas metas financeiras. Você pode monitorar seus gastos com uma variedade de produtos financeiros. Eu particularmente uso uma planilha de excel mas uma agenda e caneta também dão conta do trabalho. Faça o que funcionar para você.

 

  • Desenvolver um orçamento ou plano de consumo. Um plano de consumo, um orçamento, um budget – chame como quiser. Ter uma clara intenção articulada de como você gastará seu dinheiro vai te ajudar a evitar jogar os recursos fora em pequenos luxos quando você realmente gostaria de estar poupando para algo maior. Seu plano de consumo também vai ajudá-lo a prever as despesas futuras, e separar o dinheiro necessário para as despesas anuais (IPVA, IPTU, seguros) e compras maiores. Um plano de consumo seria o lado B (referência ao tempo dos LPs) dos seus registros de gastos. Enquanto monitorar o seu consumo te mostra onde o dinheiro foi parar, seu orçamento mostra onde o dinheiro será gasto. Ambos são essenciais para ser bem sucedido em viver dentro de suas possibilidades e administrar seus recursos de forma positiva.

Mente sobre dinheiro
Cultivar práticas financeiras positivas não é tão fácil como escolher o que vestir pela manhã. Desenvolver esses hábitos é um trabalho árduo. Vai desafiar a sua resistência, flexibilidade e força de vontade especialmente se você está tentando sair do endividamento.

Se você esteve ou está endividado, você provavelmente tinha hábitos de consumo que excediam sua renda em algum momento. Mesmo se esse não é o seu caso, se foi uma catástrofe como uma doença grave ou perda do emprego que te levou ao endividamento, sair dele é difícil. É preciso resistência e força de vontade para continuar quando o desafio parece impossível. Também exige flexibilidade para cortar despesas para um mínimo, e força de vontade para manter as estratégias financeiras essenciais.

Encontrar essas qualidades em si pode ser um desafio. É por isso que além de desenvolver as práticas financeiras mencionadas acima, é importante fazer algo para cultivar a força de vontade, o pensamento flexível, e a resistência.  Não precisa estar relacionado diretamente ao dinheiro. Algo como yoga ou outro hobby ou esporte podem ajudar. Eu particularmente escrevo esse blog. Encontrar uma atividade que possa ajudá-lo nesse processo é um presente.

Você não precisa gastar muito dinheiro nisso – na verdade não precisa gastar dinheiro algum. Comece a correr, medite, escreva. Mais uma vez, faça o que funciona para você mas faça alguma coisa.