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2014.13 – Pague as dívidas antes de poupar para a aposentadoria

março 26th, 2014

A sabedoria convencional diz que você deve começar a investir para aposentadoria o mais cedo possível, tendo ou não dívidas ou um fundo de emergência. Afinal, quanto mais cedo você começar a poupar para a aposentadoria mais tempo os seus recursos tem para crescer. Além disso, em algumas empresas o empregador contribui de forma equivalente a contribuição mínima (matching) então você teria 100% de retorno de cara nessa situação. Para ilustrar o impacto do tempo sobre o dinheiro a tabela abaixo demonstra o valor acumulado ao final de um prazo em anos considerando um rendimento de 0,5% ao mês.

Valor futuro do capital (anos)
Investimento   (R$/mês) 1 5 10 15 20 25 30
100      1.234      6.977      16.388      29.082      46.204      69.299       100.452
500      6.168    34.885      81.940    145.409    231.020    346.497       502.258
1000    12.336    69.770    163.879    290.819    462.041    692.994    1.004.515

Enquanto tudo isso é verdade, a recomendação de investir para a aposentadoria o mais cedo possível não leva em consideração que ao enfrentar tempos difíceis (demissão, problemas de saúde, etc) as pessoas talvez não tenham outra opção a não ser usar os recursos da aposentadoria e, dependendo de como esses recursos estiverem aplicados, talvez as restrições ao seu uso antecipado, a tributação ou até mesmo o desempenho do mercado gerem perdas significativas.

É exatamente por isso, que alguns autores recomendam adiar o investimento para aposentadoria até que você já tenha pago as suas dívidas e tenha estabelecido um fundo de emergência. Uma sugestão de trajeto para seguir se você começou a pensar nas suas finanças e já tem uma boa idéia da sua realidade financeira e um orçamento seria a seguinte:

Passo 1 – Acumule um valor mínimo em um investimento livre de risco (poupança, por exemplo) – pode ser o valor da franquia do seu seguro do carro por exemplo, ou 1 mês das contas fixas (aluguel, condomínio, etc).

Passo 2 – Revise o seu orçamento para o mínimo possível (Comida, abrigo, e outras necessidades básicas) e coloque todos os recursos disponíveis para pagar as dívidas exceto pelo financiamento da casa própria.

Passo 3 – Aumente o seu investimento livre de risco para o equivalente a pelo menos 3 meses de despesas fixas (eu particulamente tenho uma meta de 12 meses) como fundo de emergência. O valor necessário para os eu fundo de emergência deve levar em consideração o tempo de recolocação na sua atividade e as fontes de renda da família.

Passo 4 – Comece a investir para a sua aposentadoria, você pode usar uma das diversas calculadoras disponíveis para determinar o montante necessário para a renda esperada futura. Alguns autores indicam um mínimo de 15% da sua renda líquida (depois das retenções de impostos).

Se você seguir o método do Dave Ramsey, haverá mais 3 passos no processo. Ainda não cheguei lá então vamos deixar essa conversa para mais adiante.

Tarefa 26: Fortaleça as suas economias

agosto 5th, 2012

Fortaleça sua poupança.

Uma coisa sobre a qual ainda não falamos é a necessidade de poupar. As decisões que tomamos acerca de dinheiro não devem considera apenas as receitas e despesas correntes. É importante projetar os ganhos futuros e antecipar as despesas bem como eventuais mudanças no cenário. Dessa forma, é imperativo se preparar o melhor possível imediatamente. Uma boa ideia é manter um fundo de emergência com o valor equivalente as despesas essenciais por 4 a 6 meses, caso você repentinamente perca o emprego ou tenha uma emergência. Se você já tem o fundo de emergência, simplesmente continue a poupar uma parcela da renda a cada mês, por menor que seja. Isso é especialmente importante se você vive de um contracheque para o outro. Se você automaticamente transfere os fundos para um investimento ou conta de poupança, você provavelmente se acostumará a não contar com esse valor. Essa poupança vai ajudá-lo a atingir os seus sonhos de consumo quando o momento chegar, como investir num carro ou casa. Além disso, poupar para aposentadoria é extremamente importante, e provavelmente você encontrará uma opção com diferimento de imposto. Lembre-se, você não ganha o bastante e você não poupa o bastante. Comece hoje!

 

Como lidar com fracassos financeiros

setembro 5th, 2011

Ninguém é perfeito. Isso deveria ser óbvio, mas tendemos a esquecer esse fato – frequentemente.  Julgamos as outras pessoas mais pelos seus erros dos que pelos seus acertos, e somos ainda mais críticos em relação aos próprios erros. Faço isso o tempo todo. Quando faço alguma coisa que sei que está errada (ou é apenas fútil), me arrependo e critico as minhas ações o que as vezes me leva a cometer mais erros.

Ultimamente, por exemplo, tenho me debatido com a reeducação alimentar e o programa de exercícios. Claro que sempre há um fator externo para culpar, como a fratura do pulso que me impediu de continuar com os exercícios por um tempo ou a correria de um prazo que me fez pular as refeições e comer qualquer coisa. A verdade é que fiz escolhas ruins. Felizmente não há danos permanentes. Na última semana, já retomei a caminhada e estou revendo a alimentação mais uma vez.

Nos anos que passaram, muitas vezes eu me debati com erros financeiros. De fato, eu ainda cometo alguns erros de tempos em tempos. Tenho certeza que não sou a única.

Ninguém atravessa a vida sem alguns erros. Ninguém enriquece sem tropeçar de vez em quando pelo caminho. Quando você faz algo idiota (ou quando algo estúpido acontece com você), é fácil sentir-se desencorajado.  Você pode desperdiçar muito tempo reagindo aos problemas  – reparos de emergência no carro ou na casa, gastos inesperados com a saúde ou outras coisas. A melhor forma de lidar com os imprevistos financeiros é se preparar para eles.

Na minha experiência, existem duas formas essenciais de se proteger de forma pró-ativa dos perigos financeiros:

    • Educação. Quanto mais você sabe, melhor pode lidar com os problemas. Leia livros de finanças pessoais, revistas, e blogs. Conheça pessoas que controlam suas finanças e busque conselhos. Aprenda como os outros lidam com experiências comuns. Um efeito colateral da educação é que reduz o stress; quando algo der errado, e acredite algo vai dar errado, você saberá que outros já encontraram uma forma de lidar com isso e que você também conseguirá.
    • Preparação. Educação sozinha não é suficiente. você também precisa dar os passos necessários para se preparar para erros e imprevistos financeiros. Uma das melhores formas de fazê-lo é criar um fundo de emergência, uma reserva de dinheiro para ser usada somente quando algo de errado ou imprevisto acontecer. Separar R$500, R$1000 ou R$10.000 numa conta de poupança ou outro investimento livre de risco é um seguro barato; com esse colchão, seus planos financeiros não podem ser derrubados por uma crise isolada (a menos que seja um tsunami, é claro). Outra forma, é ter certeza que a sua coberta de seguro (vida, saúde, carro e casa, por exemplo) é adequada para enfrentar eventuais problemas.

Mesmo que você esteja preparado e educado, você ainda vai cometer erros de vez em quando. A despeito da minha constante vigilância, eu ainda saio da livraria com meia dúzia de livros de vez em quando. Ou volta para casa com um carro novo uma vez por ano.

É importante saber como se recuperar quando as coisas ruírem. Algumas das minhas estratégias para minimizar os danos:

    • Não entre em pânico. Relaxe e não surte. Depois de cometer um erro, dê um tempo a si mesmo (sem gastar mais dinheiro ainda, é claro) para avaliar a extensão dos danos. Como o ditado, não adianta chorar o leite derramado. Algumas vezes, apenas deixando passar alguns dias, é possível encontrar a perspectiva necessária para solucionar o problema.
    • Se possível, desfaça o erro. Alguns erros são reversíveis. Se for possível devolver o que comprou, devolva. Se não for, avalie se é possível vender algo para cobrir o rombo..
    • Não se enterre mais ainda. Dinheiro gasto é dinheiro gasto. Mas só porque você gastou R$600 no plano da academia que você não vai frequentar não precisa se iludir e gastar mais ainda com roupas para exercício ou um tênis novo. Não use o seu erro para justificar outros gastos desnecessários só para esconder a sua culpa.
    • Mantenha as suas metas em foco. Um erro é só um atraso no processo: um bloqueio no caminho para algo mais importante. Aceite o passado e foque no futuro.

Erros podem ser desencorajadores – eu sei – mas lembrem-se que erros podem ser um aprendizado disfarçado.

Existe um ditado japonês sobre perseverânça que traduz como “caí 7 vezes, me levantei 8”. Eu gosto da idéia, profissionalmente, costumo dizer que as pessoas bem sucedidas na carreira que escolhi foram aquelas que não desistiram nos momentos de dificuldade.  Acho que se pode dizer que os bem sucedidos caíram tantas vezes quanto os mal sucedidos, a única diferença é que os bem sucedidos aprenderam com os seus erros, levantaram e continuaram marchando na direção de suas metas.

Em tempos de crise..

agosto 14th, 2011

A ciranda dos mercados anda, no mínimo, emocionante nos últimos tempos. Em tempos de crise, toda a cautela é bem vinda e vale a pena rever todas as bases:

Na bolsa

Se você tem ações ou fundos de investimento de renda variável e não vai precisar dos recursos durante o próximo ano, é melhor deixar o dinheiro investido na esperança de uma recuperação e não realizar a perda. Se você vai precisar do dinheiro, é bom conversar com o seu corretor e monitorar o mercado para tentar acertar a saída em dias de alta como foram a última terça e quinta.

Se você quer entrar na bolsa, a maioria dos especialistas concorda que o  melhor é entrar na baixa. Mas sempre é bom lembrar que não devemos investir em renda variável recursos com prazo para resgate curto e é preciso ter estômago para emoções fortes.  E mesmo aproveitando a baixa da crise é preciso estabelecer uma estratégia para investimento, não saia por aí comprando ações só porque estão baratas.

No bolso

Em tempos de instabilidade é bom ter cautela. Se você já tem um fundo de emergência, ou se você já poupou o necessário para comprar à vista o carro, a casa ou aquele aparelho eletrônico que estavas esperando não vejo motivos para a adiar a compra. Já quem planeja um financiamento deve rever as suas prioridades. Se a crise se agravar é possível que os juros sejam reduzidos, o que significa um financiamento pode sair mais barato no futuro próximo.

Se você não tem um fundo de emergência, comece imediatamente. Tempos de crise podem trazer desemprego.

Preços

É difícil de prever o comportamento dos preços em tempos de crise. Por um lado existe uma tendência de buscar a segurança dos ativos reais o que pode elevar os preços do mercado imobiliário por exemplo.  No  entanto, considerando a alta significativa observada nos últimos anos no Brasil, é possível que o ajuste de preços seja para baixo.

Dada imprevisibilidade, se o seu orçamento ainda não está equilibrado, melhor revisar o seu comportamento imediatamente.

A importância do fundo de emergência – testemunho

julho 30th, 2011

Já falei várias vezes sobre a importância de termos uma reserva financeira para os dias difíceis. Bom, na última quinta-feira, caí e quebrei o pulso em uma cidade no interior do Estado. Apesar de possuir 2 planos de saúde, o especialista disponível na emergência do hospital local não atendia por nenhum e precisei pagar o procedimento para colocar o osso no lugar.

Essa foi a primeira vez que precisei do meu fundo de emergência desde que ele foi constituído. Graças a ele, não precisei me preocupar com outras coisas além da fratura e do transtorno.

Como quebrei o pulso direito e sou destra, escrever com a mão esquerda, ainda que no computador, se tornou um processo bastante lento. Assim se alguém quiser compartilhar sua experiência durante a minha recuperação, é só me mandar a sua história para o email: tatianaleal@terra.com.br

Carpe diem, quam minimum credula postero

junho 26th, 2011

Perdoem o meu latin, mas a maioria das pessoas está familiarizada com a primeira parte dessa expressão atribuída a Horácio. Carpe diem ou “aproveite o dia” foi utilizada em 1989 no filme Sociedade dos Poetas Mortos onde o professor interpretado por Robin Williams incentivava seus alunos a aproveitarem o dia e tornarem suas vidas maravilhosas.

Eu não tenho idéia do que Horácio tinha em mente nessa expressão, mas uma tradução para a citação completa seria algo na linha de “aproveite o dia, deixe o mínimo possível para amanhã”. Na minha leitura a recomendação é clara: não procrastine.

Esse conselho serve para tudo, desde cuidar de suas finanças até cuidar de sua saúde. Recentemente eu venho me debatendo com a preguiça e a procrastinação no que diz respeito ao cuidado com a minha saúde. Ou melhor a minha incapacidade de manter um regime de exercícios físicos e boa alimentação. Sempre há uma desculpa, aquela inflamação no ombro recorrente, ou o meu vício em coca-cola, que sempre me desviam do caminho.

Em finanças pessoais não é muito diferente. É preciso estar sempre alerta para não se desviar dos planos e atingir suas metas. É preciso se concentrar no que é importante antes de mais nada. Assim, vamos recapitular:

  • Investa o quanto puder o mais cedo possível. O fator mais importante para determinar quanto você terá poupado para a sua aposentadoria é exatamente esse, o quanto você é capaz de poupar. Quanto mais cedo você começa a poupar, mais o poder extraordinário dos juros compostos trabalhará para você. Não importa se você só consegue poupar R$50 ou R$10, qualquer valor é melhor que nenhum valor.
  • Construa o seu fundo de emergência assim que possível. Coisas ruins acontecem. Pessoas adoecem, coisas quebram, e o destino é uma incógnita. Um fundo de emergência é como um auto-seguro: é um modo de amenizar as coisas negativas que acontecem ao nosso redor. Construa uma poupança de emergência o mais rápido possível, e  no maior valor que puder.
  • Pague suas contas assim que as receber. Pode parecer sem significado. Mas se você deixa para pagar as contas no último minuto, é possível que caia em tentação e use os recursos para outro fim. E adivinhe só, vais ter que pagar as contas de qualquer forma e isso só te levará ao endividamento. Tire as contas do caminho, se possível automatize o processo. Concentre-se em reduzir as contas e não em adiar o pagamento.
  • Elimine o endividamento assim que puder. A essas alturas, acho que isso é meio óbvio. O endividamento suga a sua alma e a sua conta bancária. Ao eliminar as dívidas, você elimina o pagamento de juros, liberando esses recursos para outros usos.
  • Resumo da ópera: NÃO PROCRASTINE. Comece a cuidar das suas finanças hoje mesmo.

    E como disse o professor, torne a sua vida extraordinária!

    Construindo os seus “equipamentos de segurança” financeira

    junho 6th, 2011

    Como ficaria a sua situação financeira se você perdesse o seu emprego amanhã? Existem ferramentas ou boas práticas financeiras que podem ajudar a prepará-lo para enfrentar uma tragédia ou apenas um percalço pelo caminho.

    Seu fundo de emergência

    A ferramenta que vem imediatamente a minha cabeça, sem dúvida, é o fundo de emergência. O colchão de dinheiro que suportará a queda repentina em nossa renda ou um aumento inesperado dos nossos gastos seja qual for o evento que nos atinja: uma doença, a perda do emprego, um problema na casa ou no carro. É a rede de segurança que amortecerá a queda repentina. Um fundo de emergência ideal deveria cobrir entre três a seis meses das despesas fixas, mesmo as pessoas que ainda estão lutando para sair do endividamento deveriam ter algum recurso guardado para protegê-las das repercussões financeiras desde um pneu furado até uma doença.

    Ter um fundo de emergência sólido é essencial para absorver o choque de uma queda nas finanças. Sua meta, no entanto, é nunca precisar dele. Um fundo de emergência não é a primeira linha de defesa – é a última. É o que vai amortecer a queda. Idealmente, deveríamos ser capazes de evitar essas quedas. Para isso, precisamos de outros “equipamentos de seguranca”.

    “Equipamentos de Segurança” Financeira
    Nenhum valor de renda vai protegê-lo de problemas financeiros se você não administrar os recursos bem. Você pode receber um salário de seis dígitos por ano e ainda assim só se afundar em dívidas. Em termos contábeis, para você garantir a sua segurança deveria ter um bom balanço patrimonial e não apenas uma boa demonstração de resultado. Em outras palavras, você precisa ter um sólido patrimônio líquido. E para alcançá-lo, você precisa desenvolver bons hábitos financeiros.

    Mais do que um fundo de emergência, são os bons hábitos financeiros que você desenvolve que vão te proteger dos percalços no caminho. Pense nesses hábitos como a corda para o alpinista. Esses hábitos são o equipamento de segurança que te impedem de cair e não os que amortecem a queda. Diferente de um fundo de emergência que se aproxima mais da rede de segurança de um trapezista, essas estratégias tem o propósito de te segurar no ar de forma que você possa recuperar o passo rapidamente. São as ferramentas que você pode contar todo dia enquanto administra seu dinheiro.  Faça a coisa certa e elas sempre estarão a sua disposição.

    As estratégias financeiras essenciais incluem:

    • Gastar menos do que ganha. Esse é o conceito básico em finanças pessoais. Se você se tornar mestre nisso, já estará a frente do jogo. Sem isso, todos os truques disponíveis nos livros de finanças não vão te proteger. Você simplesmente precisa gastar menos do que ganha. Desenvolver esse hábito simples não é fácil para muitos de nós. Como qualquer outra coisa, você precisa construir gradualmente essa habilidade. Uma vez que você tenha desenvolvido um hábito firme de  gastar menos do que ganha e poupar o resto, você estará numa posição financeira muito melhor. Mesmo que não faça mais coisa alguma. Quando você habitualmente gasta menos do que ganha, você estará preparado para absorver gastos não usuais sem tocar no seu fundo de emergência. Melhor ainda, você será capaz de incrementar constantemente suas economias.
    •  

    • Monitorar o seu consumo. Monitorar cada centavo que você gasta e ganha é uma das ferramentas mais poderosas para assumir responsabilidade  sobre os seus hábitos de consumo. Quando você vê onde o dinheiro está indo, você pode agir para reduzir custos tanto em grande como em pequena escala. Sem esse monitoramento, você muitas vezes gasta sem cuidado em coisas que não estão contribuindo para as suas metas financeiras. Você pode monitorar seus gastos com uma variedade de produtos financeiros. Eu particularmente uso uma planilha de excel mas uma agenda e caneta também dão conta do trabalho. Faça o que funcionar para você.

     

    • Desenvolver um orçamento ou plano de consumo. Um plano de consumo, um orçamento, um budget – chame como quiser. Ter uma clara intenção articulada de como você gastará seu dinheiro vai te ajudar a evitar jogar os recursos fora em pequenos luxos quando você realmente gostaria de estar poupando para algo maior. Seu plano de consumo também vai ajudá-lo a prever as despesas futuras, e separar o dinheiro necessário para as despesas anuais (IPVA, IPTU, seguros) e compras maiores. Um plano de consumo seria o lado B (referência ao tempo dos LPs) dos seus registros de gastos. Enquanto monitorar o seu consumo te mostra onde o dinheiro foi parar, seu orçamento mostra onde o dinheiro será gasto. Ambos são essenciais para ser bem sucedido em viver dentro de suas possibilidades e administrar seus recursos de forma positiva.

    Mente sobre dinheiro
    Cultivar práticas financeiras positivas não é tão fácil como escolher o que vestir pela manhã. Desenvolver esses hábitos é um trabalho árduo. Vai desafiar a sua resistência, flexibilidade e força de vontade especialmente se você está tentando sair do endividamento.

    Se você esteve ou está endividado, você provavelmente tinha hábitos de consumo que excediam sua renda em algum momento. Mesmo se esse não é o seu caso, se foi uma catástrofe como uma doença grave ou perda do emprego que te levou ao endividamento, sair dele é difícil. É preciso resistência e força de vontade para continuar quando o desafio parece impossível. Também exige flexibilidade para cortar despesas para um mínimo, e força de vontade para manter as estratégias financeiras essenciais.

    Encontrar essas qualidades em si pode ser um desafio. É por isso que além de desenvolver as práticas financeiras mencionadas acima, é importante fazer algo para cultivar a força de vontade, o pensamento flexível, e a resistência.  Não precisa estar relacionado diretamente ao dinheiro. Algo como yoga ou outro hobby ou esporte podem ajudar. Eu particularmente escrevo esse blog. Encontrar uma atividade que possa ajudá-lo nesse processo é um presente.

    Você não precisa gastar muito dinheiro nisso – na verdade não precisa gastar dinheiro algum. Comece a correr, medite, escreva. Mais uma vez, faça o que funciona para você mas faça alguma coisa.