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2014_20 – Fechado para balanço

dezembro 30th, 2014

Mais um ano se aproxima do fim. Em poucas horas, estaremos tomando espumante e assistindo aos fogos de artifício que celebram a chegada do novo ano.

O ano novo é um momento ideal para refletir sobre o ano que se passou e fazer novos planos para o ano que se inicia. Não é diferente com as nossas finanças.

Eu costumo sempre dar uma olhada nos meus resultados em relação ao ano anterior e também em relação às metas de curto prazo que foram estabelecidas no início do ano. Um dos indicadores que eu uso é a fórmula do orçamento equilibrado, a tabela abaixo apresenta a distribuição sugerida pela fórmula e os dados efetivos das nossas finanças em 2014 e 2013.

tabela1a

Ainda estou longe de atingir a distribuição sugerida pela fórmula, mas tivemos uma melhora no volume de recursos destinado a poupança. Um ponto de contenda em casa é a classificação dos pagamentos de financiamento imobiliário que eu arbitrariamente classifico como necessidade da mesma forma que classificava o aluguel no passado e, na opinião do meu marido, trata-se de um investimento/poupança.

Também monitoramos a distribuição dos gastos por categoria:

tabela2

De forma geral a distribuição dos nossos gastos é semelhante aos anos anteriores. Em 2014 focamos em reduzir os gastos com Alimentação, principalmente restaurantes, mas os gastos com saúde por outro lado subiram acima do esperado. Na maioria dos casos conseguimos manter os gastos no mesmo  valor absoluto do ano anterior ou acompanhando a inflação sem um esforço significativo.

Outro indicador que costumo acompanhar é o crescimento real da renda. Ou seja, quanto aumentou a renda no ano, descontado o efeito da inflação no período.

tabela3

Nesse ano, a minha renda aumento menos que em períodos anteriores principalmente devido aos efeitos da atual conjuntura econômica sobre a empresa que eu trabalho. No entanto, meu marido foi promovido o que salvou a variação do ano.

Por fim, acompanho o crescimento do nosso patrimônio líquido no ano e o nosso grau de endividamento (total de dívidas sobre o total de ativos).

tabela4

 

Acho que esse é o meu resultado favorito do ano. Como foi o seu ano?

Feliz Ano Novo!

 

2014.17 – Para relembrar: regras de ouro em finanças pessoais

julho 6th, 2014

Já falei nisso várias vezes, mas não custa relembrar. Precisamos nos educar a cerca de finanças, para que as gerações futuras possam conversar sobre dinheiro com naturalidade e escapar das armadilhas de consumo e estilo de vida.

Além de conversar sobre o tema, é preciso colocar em prática. Então vamos relembrar as regras de ouro.

1. Gaste menos do que ganha

O nosso estilo de vida é o que determina a nossa necessidade de recursos. Assim manter um estilo de vida dentro das nossas possibilidades, ou em outras, palavras sustentável é essencial para organizar nossas finanças. É esse estilo de vida que vai determinar se seremos capazes de manter nossa qualidade de vida e criar patrimônio para aproveitar a vida durante todas as suas fases ou se vamos viver de um contracheque até o outro trabalhando até o último suspiro.

Em termos práticos, isso significa manter os gastos mensais abaixo da nossa renda, de modo que exista sobra capaz de ser investida para sonhos e projetos familiares de curto, médio e longo prazo.

Viagens, casa própria, um carro novo, cursar um MBA, dentre outras realizações, são exemplos de decisões que precisam ser pensadas de acordo com o estilo de vida, e não o contrário (muita gente compra para só depois ver como vai conseguir pagar).

Uma referência para começar a planejar um orçamento é a fórmula do equilíbrio financeiro.

Converse com a família e faça um orçamento por escrito. Comprometa-se com ele, ajuste o seu estilo de vida à sua restrição de renda.

2. Cuidados com as dívidas

É preciso entender as implicações de viver em um país com uma das taxas de juros mais elevadas do mundo. Por aqui, os juros do cartão de crédito são, em média, de 238% ao ano. No Peru, os juros são de 55%; no Chile, 54,24%; na Argentina, 50%. Nos EUA, a taxa média é de 17% ao ano.

Isso significa que uma dívida não paga no cartão de crédito pode dobrar em pouco mais de seis meses aqui no Brasil. O cheque especial também é perigoso na medida em que juros elevados (130% ao ano) e é muito fácil de usar. Tenha em mente que crédito fácil é crédito caro.

É prudente, portanto controlar o nível de endividamento familiar para não permitir que os juros cobrados criem o famoso efeito “bola de neve”. É consenso entre especialistas que o nível máximo de dívidas ou compras parceladas não ultrapasse 30% do orçamento familiar mensal. Eu particularmente prefiro buscar viver totalmente livre de dívidas a exceção do financiamento imobiliário.

3. Tenha uma reserva para emergências

Já gastei o meu latim falando sobre a importância de termos um fundo de emergência. E se você perdesse o emprego hoje, por quanto tempo suas economias manteriam seu padrão de vida atual? O que acontece com o orçamento familiar se um dos membros da família parar de trabalhar? Como lidar financeiramente com uma emergência grave de saúde?

As perguntas são fortes, mas representam situações cotidianas. Embora não queiramos vivenciar momentos assim, é preciso considera-los e aceitar que eles podem ocorrer a qualquer hora e com qualquer um (e isso inclui você e sua família!).

O fundo de emergência consiste em um ter um dinheiro guardado em uma aplicação financeira livre de risco para ajudar nos momentos de estresse e falta de recursos. É como se você fosse seu próprio banco, emprestando dinheiro para resolver problemas graves, mas sem cobrar juros. Para determinar o valor necessário no seu fundo de emergência é necessário conhecer as suas necessidades. A recomendação geral é um valor entre 3 a 6 meses das suas despesas fixas mas é preciso adaptar o valor para a sua realidade.

 

2013.23 Ações

junho 27th, 2013

Ação é um valor mobiliário, emitido por sociedades anônimas, que representa uma parcela do seu capital social.

O proprietário de ações emitidas por uma companhia é chamado de acionista e tem status de sócio, tendo direitos e deveres perante a sociedade, no limite das ações adquiridas.

Apesar de todas as sociedades anônimas terem o seu capital dividido em ações, somente as ações que forem emitidas por companhias de capital aberto, as quais possuem registro na CVM, poderão ser negociadas publicamente.

A propriedade da ação é representada por um “Certificado de Ações” ou pelo “Extrato de Posição Acionária” emitidos, respectivamente, pela companhia e por uma instituição contratada pela sociedade para o atendimento aos acionistas. Em qualquer caso, no documento deverá constar, dentre outras informações, o número de ações possuídas e o nome do acionista.

Observação: Atualmente, as ações são predominantemente escriturais, isto é, sua propriedade é comprovada por extratos e não mais por cautelas.

O investimento em ações é considerado de renda variável.

Fonte: site Primeiro Milhão UOL

2013.22 CDBs e RDBs

junho 25th, 2013

CDB – Certificado de Depósito Bancário

RDB – Recibos de Depósito Bancário

O CDB e o RDB são títulos de renda fixa, representativos de depósitos a prazo, utilizados pelos bancos comerciais como mecanismos de captação de recursos.

Estes tipos de investimento envolvem uma promessa de pagamento futuro do valor investido, acrescido da taxa pactuada no momento da transação.

Ao comprar um CDB, você está emprestando dinheiro para o Banco e recebendo juros em troca. Ao final do prazo contratado, o banco deve lhe pagar o valor aplicado (principal), acrescido da remuneração prevista quando da aplicação.

Esta remuneração nunca é negativa. A diferença entre os CDBs e os RDBs é que os CDBs podem ser negociados antes do vencimento, enquanto os RDBs são inegociáveis e intransferíveis.

Porém, no caso do CDB, negociar o título antes do prazo mínimo implica em perda de parte da remuneração (devolução com deságio).

É importante lembrar que tanto o CDB quanto o RDB podem ser resgatados junto à instituição emissora, antes do prazo contratado, desde que decorrido o prazo mínimo de aplicação. Antes do prazo mínimo não são auferidos rendimentos.

Fonte: Site Primeiro Milhão Uol

2013.21 Fundos de investimento

junho 23rd, 2013

Definição: Fundo de Investimento é um conjunto de recursos, captados de pessoas físicas ou jurídicas, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aplicação em títulos e valores mobiliários. Em outras palavras: os recursos de todos os investidores de um fundo de investimento são usados para comprar bens (títulos) que são de todos os investidores, na proporção de seus investimentos.

Organização: um fundo é organizado sob a forma de condomínio e seu patrimônio é dividido em cotas, cujo valor é calculado diariamente por meio da divisão do patrimônio líquido pelo número de cotas em circulação.

O patrimônio líquido é calculado pela soma do valor de todos os títulos e do valor em caixa, menos as obrigações do fundo, inclusive aquelas relativas à sua administração. As cotas são frações do valor do patrimônio do fundo.

Funcionamento: o funcionamento dos fundos obedece a normas da CVM e a um regulamento próprio, que só pode ser alterado por decisão dos cotistas (ou, nos casos de necessidade de adequação à legislação vigente, por determinação da CVM).

O regulamento é o principal documento que regula o fundo de investimento e nele estão descritas as regras relativas ao objetivo, à política de investimento, aos tipos de ativo negociados, aos riscos envolvidos nas operações, às taxas de administração e outras despesas do fundo, bem como ao seu regime de tributação e outras informações relevantes.

Quais os Fundos de Investimento

No Brasil, além da classificação estabelecida pela CVM, existe uma subclassificação feita pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID), entidade representante de instituições que atuam na gestão e administração de fundos de investimento e outros serviços relacionados ao mercado de capitais.

A classificação da CVM para os fundos mais ofertados ao público está descrita na Instrução CVM nº 409/2004. O resumo abaixo, cujo propósito é meramente informativo, foi produzido com o intuito de tornar as informações sobre fundos de investimento mais acessíveis ao investidor não qualificado, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Classificação da CVM

Principais classes de fundos de investimento (regulamentados pela instrução CVM 409/04):

Fundos de Curto Prazo

Devem investir seus recursos, exclusivamente, em títulos públicos federais ou privados de baixo risco de crédito com prazo máximo de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.

São fundos cuja rentabilidade geralmente está associada às taxas SELIC ou CDI e considerados mais conservadores quanto ao risco, sendo compatíveis com objetivos de investimento de curto prazo, pois suas cotas são menos sensíveis às oscilações das taxas de juros. O crédito do resgate costuma se dar no mesmo dia da solicitação.

Fundos Referenciados

Devem acompanhar a variação do indicador de desempenho (benchmark) definido em seu objetivo, mantendo, no mínimo, 95% de sua carteira composta por ativos que acompanhem referido indicador. Podem utilizar derivativos apenas com o objetivo exclusivo de proteção (hedge), sem permitir alavancagem.

Dentre os referenciados, o fundo mais popular é o DI, cujo objetivo de investimento é acompanhar a variação diária das taxas de juros no mercado interbancário (CDI). Como este tipo de fundo procura acompanhar a variação das taxas de juros, pode se beneficiar de um cenário de alta dessas taxas. Geralmente o crédito do resgate se dá no mesmo dia da solicitação.

Fundos de Renda Fixa

Devem aplicar pelo menos 80% de seus recursos em títulos de renda fixa – públicos ou privados, pré ou pós-fixados – e ter como principal fator de risco a variação da taxa de juros e/ou de índice de preços. Podem utilizar derivativos tanto para proteção da carteira quanto para alavancagem. Nos fundos de Renda Fixa a rentabilidade pode ser beneficiada pela inclusão, em carteira, de títulos que apresentem maior risco de crédito, como os títulos privados. Geralmente o crédito do resgate se dá no mesmo dia da solicitação.

Fundos de Ações

São também chamados de fundos de renda variável e devem investir, no mínimo, 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa ou mercado de balcão organizado. Alguns fundos deste tipo têm como objetivo de investimento acompanhar ou superar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o IBOVESPA ou o IBX.

Como seu principal fator de risco é a variação nos preços das ações que compõem sua carteira, podem ser compatíveis com objetivos de investimento de longo prazo e que suportem uma maior exposição a riscos em troca de uma expectativa de rentabilidade mais elevada. Geralmente o crédito do resgate se dá quatro dias após a solicitação.

Fundos Cambiais

Devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, direta ou indiretamente (via derivativos), à variação de preços de uma moeda estrangeira, ou a uma taxa de juros denominada cupom cambial. Os mais conhecidos são os chamados Fundos Cambiais Dólar, que buscam acompanhar a variação de cotação da moeda americana. Geralmente o crédito do resgate se dá no dia seguinte ao da solicitação.

Fundos de Dívida Externa

Devem aplicar, no mínimo, 80% de seu patrimônio em títulos brasileiros negociados no mercado internacional e podem utilizar derivativos, negociados no Brasil ou não, com o objetivo exclusivo de proteção. Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito transacionados no exterior.

Os títulos componentes de sua carteira são mantidos fora do país. Para o investidor no Brasil, este fundo é uma forma ágil e de baixo custo operacional para aplicar em papéis do governo brasileiro negociados no exterior.

Fundos Multimercado

Devem apresentar política de investimento que envolva vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial, podendo investir em ativos de diferentes mercados – como renda fixa, câmbio e ações – e utilizar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira.

Considerados os fundos com maior liberdade de gestão, buscam rendimento mais elevado em relação aos demais, mas também apresentam maior risco, sendo, portanto, compatíveis com objetivos de investimento que, além de procurar diversificação, tolerem uma grande exposição a riscos na expectativa de obter uma rentabilidade mais elevada. Nestes fundos, o crédito do resgate nem sempre se dá no mesmo dia da solicitação.

O Ranking dos fundos da Infomoney pode ajudar a identificar o fundo de investimento adequado para você.

2013.18 – Quanto eu deveria ter em investimentos na minha idade?

maio 8th, 2013

Se você quer alcançar independência financeira você precisa implementar uma rotina de investimentos. Eu não quero ouvir desculpas sobre como é impossível investir com o pouco que você ganha. Se você ainda está na fase da negação, vá ler outra coisa. Caso contrário, a tabela adaptada do Financial Samurai que apresento a seguir é um bom parâmetro para avaliar o seu progresso.

Sua taxa de poupança deveria aumentar a medida que você ganha mais. Para que isso aconteça, seu consumo precisa crescer a uma taxa menor que a sua renda. O avô de um conhecido meu costumava dizer que uma pessoa bem sucedida vivia com apenas metade do que ganha. Não vou ser tão extremista aqui. Eu tenho adotado a fórmula do equilíbrio financeiro que prevê destinar 20% da renda líquida de impostos para investimentos.

O quanto você investe todo mês é importante, mas quando o objetivo final é a independência financeira, o mais importante é a taxa de cobertura das despesas já que cada um tem o seu próprio estilo de vida. Em outras palavras, quantos anos (ou meses) seus recursos acumulados em investimentos durariam?  Já que ninguém pode trabalhar para sempre, é preciso aumentar essa taxa de cobertura a medida que envelhecemos até o ponto onde começaremos a utilizar essa reserva.

Se você não tem idéia do quanto pode investir, comece com 10% da renda líquida e vá aumentando em 1% até que comece a doer.  Mantenha o investimento constante até que não doa mais, e então aumente em 1% novamente.

TAXA RECOMENDADA DE COBERTURA DE DESPESAS POR IDADE

A tabela abaixo foi adaptada do blog Financial Samurai, eu não incluí os valores pois o padrão de investimentos e o poder de compra do dólar para o real apresentam diferenças significativas. Mas a cobertura e as faixas etárias me pareceram bastante razoáveis e considera uma idade de aposentadoria entre 62 e 67 anos.

Taxa de cobertura de despesas = Investimentos / Despesas Anuais

Idade Categoria Taxa de cobertura de despesas
22-25 Acumulação 0,0 – 0,3
26-30 Acumulação 0,5 – 1,5
31-35 Acumulação 1,0 – 4,0
36-40 Exploração 3,0 – 6,0
41-45 Crise da meia idade 4,0 – 8,0
46-50 Exploração 6,0 – 10,0
51-55 Reta final 7,0 – 12,0
56-60 Reta final 8,0 – 15,0
61-65 Período de Sonho 10,0 – 20+
66-70 Período de Consumo 10,0 – 13,0
71-100 Período de Consumo 0,0 – 3,0

Aos 20 anos: Você está na fase de acumulação da sua vida. Você provavelmente está procurando por um bom empress que te trará uma renda razoável. Nem todo mundo encontra o seu emprego dos sonhos de cara. Na verdade, a maioria das pessoas troca de emprego algumas vezes até encontrar a sua “vocação”.  Você provavelmente comprou o seu primeiro carro financiado. Qualquer que seja o caso, você deveria estar poupando entre 10 e 25% da sua renda líquida de impostos. Se você puder investir esses 10 a 25% da renda líquida depois dos impostos e contribuir para um fundo de pensão até o limite da contribuição do seu empregador, melhor!

Aos 30 anos: Você ainda está na fase de acumulação, mas com um pouco de sorte e trabalho duro você já encontrou o que quer fazer para viver. Qualquer que seja o caso, você deveria ter pelo menos 1 ano de despesas coberto com os seus investimentos quando chegar aos 31 anos. Se você vive dentro das suas possibilidades e economizou 25% da sua renda, você provavelmente atingiu  meta de 1 ano de cobertura.

Aos 40 anos: Você está começando a se cansar de fazer a mesma coisa todo o tempo. Mas os seus dependentes estão contando com você para sustentar a casa. O que você pode fazer? Se você acumulou entre 3 a 10 vezes suas despesas anuais até os 40 anos, você está próximo de atingir a independência financeira.  Você possivelmente construiu algumas fontes de renda passivas ao longo do caminho, e seus recursos investido também estão gerando alguma renda.

Aos 50 anos: Se você continuou no plano terá acumulado entre 7 a 13 vezes suas despesas anuais e já começa  a ver a luz no final do túnel. Dependendo de como você passou a crise da meia idade (sem porsches ou 1000 pares de sapatos), você está no caminho certo para economizar ainda mais. Você já 100% alinhado com os seus hábitos de consumo e provavelmente poderia aumentar em 10% os seus investimentos para ajudar a última fase de acumulação.

Aos 60 anos: Parabéns! Se você acumulou entre 10-20 vezes as suas despesas anuais, pode começar a pensar em não trabalhar. Seu fundo acumulado já produz renda suficiente para viabilizar a aposentadoria ainda que o INSS possa levar mais algum tempo. Até porque se você realmente levou a sério o projeto de independência financeira, nunca contou com a previdência social mesmo. Você provavelmente não tem mais hipoteca para pagar. Por outro lado, os custos com saúde são cada vez mais altos com o avanço da idade.

Aos 70 anos e além: Claro, você provavelmente viveu com 65 a 80% da sua renda anual desde que começou a trabalhar. Agora você começa a viver com 100% e aproveitar a vida que lhe sobra. A expectativa média de vida do brasileiro é de 74 anos para homens e 78 anos para mulheres. Mas vamos ser conservadores e esperar que você viva até os 100. Assim você pode calcular a renda anual dividindo o valor acumulado, por exemplo, R$1.000.000,00 por 30 o que te dará R$33.000 por ano além da aposentadoria do INSS e do rendimento dos investimentos.

Nota importante: Obviamente ninguém pode prever o que vai acontecer para melhorar ou piorar as suas finanças. Talvez você tenha sorte e receba uma proposta de emprego fabulosa ou invista na próxima inovação da Apple. Ou talvez você seja demitido aos 40 anos e não consiga encontrar emprego por um certo tempo. A tabela acima é só uma orientação para estabelecer metas intermediárias no seu propósito de independência financeira.

2013.09 – O que não fazer

março 2nd, 2013

Há bastante tempo tenho escrito sobre o que fazer. Hoje resolvi salientar o que não fazer. A lista vem do livro “Investimentos Inteligentes”, do Gustavo Gerbasi.

  1. Ter uma única fonte de renda. O princípio básico da diversificação para administrar o risco de perda abrupta do rendimento familiar em caso de desemprego repentino do provedor. Esse risco também pode também ser mitigado pela criação de um fundo de emergência que garanta o cumprimento das obrigações da família por um período de 6 a 8 meses.
  2. Esperar sobrar dinheiro. Não adianta esperar que a sua renda se ajuste. A renda é a restrição, o que precisa ser ajustado é o seu padrão de consumo. Também vale lembrar que quanto mais cedo você começar mais o seu dinheiro trabalhará por você, esse é o milagre dos juros compostos, onde o tempo faz o bolo crescer.
  3. Trabalhar com muitas instituições financeiras. Se você espalhar muito o seu dinheiro, duas coisas podem acontecer no mínimo, um maior volume de taxas pagas às instituições financeiras e um custo de oportunidade pela escala nas negociações com os bancos. Um volume maior de recursos provavelmente lhe renderá melhores opções de investimento.
  4. Trabalhar apenas com uma instituição financeira. Você está limitado ao portfolio dessa instituição e sujeito ao seu risco de continuidade. Fique de olho. Aqui em casa trabalhamos com dois bancos, um público e um privado, ambos de grande porte.
  5. Querer começar grande. Quando se trata de dinheiro, o tempo é um fator tanto ou mais relevante que o montante.
  6. Poupar, ao invés de investir. Poupar é o primeiro passo, o segundo é encontrar o melhor uso dos seus recursos para obter o melhor rendimento possível, ou seja, é preciso investir.
  7. Ter um único investimento. É preciso diversificar para administrar o risco e também para buscar o melhor rendimento. Em tempos de juros baixos é preciso buscar alternativas.
  8. Sonegar impostos. A receita está cada vez mais equipada e as multas para os sonegadores são altíssimas. Faça a coisa certa!
  9. Contribuir desnecessariamente para o INSS. Se você é autonômo, provavelmente vale mais a pena investir o valor da contribuição por conta própria, do que dar dinheiro para o governo financiar a aposentadoria de outro.
  10. Manter o FGTS intocável. O FGTS rende menos que a poupança, qualquer alternativa é melhor. Avalie as oportunidades de saque permitidos.
  11. Não aproveitar as vantagens de um PGBL. É uma alternativa para a contribuição ao INSS e uma forma de planejar a sua aposentadoria.
  12. Hiperatividade ou giro excessivo nos investimentos. Cuidado com o impacto das taxas e dos impostos sobre a rentabilidade. Lembrem-se que alguns consultores de investimentos, especialmente em corretoras, ganham uma taxa a cada transação e seu interesse principal é estimular o maior número de operações possíveis.
  13. Paralisia nos investimentos. O mercado está sempre em evolução, o que era uma boa opção no ano passado pode não ser mais.
  14. Alavancagem com possibilidade de perda. Nunca tome dinheiro emprestado para investir com risco alto. A perda pode te pegar de surpresa.