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2014.17 – Para relembrar: regras de ouro em finanças pessoais

julho 6th, 2014

Já falei nisso várias vezes, mas não custa relembrar. Precisamos nos educar a cerca de finanças, para que as gerações futuras possam conversar sobre dinheiro com naturalidade e escapar das armadilhas de consumo e estilo de vida.

Além de conversar sobre o tema, é preciso colocar em prática. Então vamos relembrar as regras de ouro.

1. Gaste menos do que ganha

O nosso estilo de vida é o que determina a nossa necessidade de recursos. Assim manter um estilo de vida dentro das nossas possibilidades, ou em outras, palavras sustentável é essencial para organizar nossas finanças. É esse estilo de vida que vai determinar se seremos capazes de manter nossa qualidade de vida e criar patrimônio para aproveitar a vida durante todas as suas fases ou se vamos viver de um contracheque até o outro trabalhando até o último suspiro.

Em termos práticos, isso significa manter os gastos mensais abaixo da nossa renda, de modo que exista sobra capaz de ser investida para sonhos e projetos familiares de curto, médio e longo prazo.

Viagens, casa própria, um carro novo, cursar um MBA, dentre outras realizações, são exemplos de decisões que precisam ser pensadas de acordo com o estilo de vida, e não o contrário (muita gente compra para só depois ver como vai conseguir pagar).

Uma referência para começar a planejar um orçamento é a fórmula do equilíbrio financeiro.

Converse com a família e faça um orçamento por escrito. Comprometa-se com ele, ajuste o seu estilo de vida à sua restrição de renda.

2. Cuidados com as dívidas

É preciso entender as implicações de viver em um país com uma das taxas de juros mais elevadas do mundo. Por aqui, os juros do cartão de crédito são, em média, de 238% ao ano. No Peru, os juros são de 55%; no Chile, 54,24%; na Argentina, 50%. Nos EUA, a taxa média é de 17% ao ano.

Isso significa que uma dívida não paga no cartão de crédito pode dobrar em pouco mais de seis meses aqui no Brasil. O cheque especial também é perigoso na medida em que juros elevados (130% ao ano) e é muito fácil de usar. Tenha em mente que crédito fácil é crédito caro.

É prudente, portanto controlar o nível de endividamento familiar para não permitir que os juros cobrados criem o famoso efeito “bola de neve”. É consenso entre especialistas que o nível máximo de dívidas ou compras parceladas não ultrapasse 30% do orçamento familiar mensal. Eu particularmente prefiro buscar viver totalmente livre de dívidas a exceção do financiamento imobiliário.

3. Tenha uma reserva para emergências

Já gastei o meu latim falando sobre a importância de termos um fundo de emergência. E se você perdesse o emprego hoje, por quanto tempo suas economias manteriam seu padrão de vida atual? O que acontece com o orçamento familiar se um dos membros da família parar de trabalhar? Como lidar financeiramente com uma emergência grave de saúde?

As perguntas são fortes, mas representam situações cotidianas. Embora não queiramos vivenciar momentos assim, é preciso considera-los e aceitar que eles podem ocorrer a qualquer hora e com qualquer um (e isso inclui você e sua família!).

O fundo de emergência consiste em um ter um dinheiro guardado em uma aplicação financeira livre de risco para ajudar nos momentos de estresse e falta de recursos. É como se você fosse seu próprio banco, emprestando dinheiro para resolver problemas graves, mas sem cobrar juros. Para determinar o valor necessário no seu fundo de emergência é necessário conhecer as suas necessidades. A recomendação geral é um valor entre 3 a 6 meses das suas despesas fixas mas é preciso adaptar o valor para a sua realidade.

 

2013.31 – Quanto você deveria separar para cobrir emergências?

dezembro 26th, 2013

A pergunta é quanto custa a sua tranquilidade? Idealmente o fundo de emergência deve cobrir gastos imprevistos como a franquia do seguro do carro em caso de sinistro, o conserto do aquecedor do apartamento e, em situações mais adversas, segurar as pontas em caso de desemprego.

Se te fizer sentir-se melhor chame de fundo para incertezas ao invés de fundo de emergência. Esse recurso tem que estar num aplicação de liquidez imediata e livre de risco como por exemplo a velha e boa caderneta de poupança.

Dependendo do autor, a recomendação para o montante do fundo varia entre 3 a 8 meses de despesas fixas ou da remuneração líquida. Mas será que essa regra vale para todo mundo? O risco de cada um não deveria ter um impacto nesse cálculo?

Li um artigo interessante do Carl Richards no blog do NY Times esses dias. Basicamente, Carl recomenda que façamos as seguintes considerações:

  1. Qual o nível de incerteza da sua vida? A carreira que você escolheu é arriscada? Vamos exemplificar em opostos um empreendedor começando um negócio tem um risco maior do que um funcionário público com estabilidade. Também se deve considerar outras incertezas financeiras que te causam preocupação como pais que possam se tornar dependentes ao envelhecer, filhos que precisarão de auxílio para pagar o estudo universitário.
  2. Como vou lidar com os riscos caso eles se materializem? Aqui é preciso avaliar os recursos à sua disposição. Alguns de nós podem decidir que economizar ao máximo para ter uma reserva para a tormenta é a melhor saída. Outros podem estar numa situação tão apertada que economizar talvez não seja uma meta realista e precisam ser mais criativos: um emprego para o cônjuge caso este não trabalhe, fontes alternativas de renda, recursos acumulados para aposentadoria, etc.

O ponto é que um fundo para incertezas não precisa necessariamente ser R$100 mil parados numa caderneta de poupança. Mas é importante ter algum plano preparado para enfrentar os desequilíbrios financeiros.

 

 

Tarefa 26: Fortaleça as suas economias

agosto 5th, 2012

Fortaleça sua poupança.

Uma coisa sobre a qual ainda não falamos é a necessidade de poupar. As decisões que tomamos acerca de dinheiro não devem considera apenas as receitas e despesas correntes. É importante projetar os ganhos futuros e antecipar as despesas bem como eventuais mudanças no cenário. Dessa forma, é imperativo se preparar o melhor possível imediatamente. Uma boa ideia é manter um fundo de emergência com o valor equivalente as despesas essenciais por 4 a 6 meses, caso você repentinamente perca o emprego ou tenha uma emergência. Se você já tem o fundo de emergência, simplesmente continue a poupar uma parcela da renda a cada mês, por menor que seja. Isso é especialmente importante se você vive de um contracheque para o outro. Se você automaticamente transfere os fundos para um investimento ou conta de poupança, você provavelmente se acostumará a não contar com esse valor. Essa poupança vai ajudá-lo a atingir os seus sonhos de consumo quando o momento chegar, como investir num carro ou casa. Além disso, poupar para aposentadoria é extremamente importante, e provavelmente você encontrará uma opção com diferimento de imposto. Lembre-se, você não ganha o bastante e você não poupa o bastante. Comece hoje!

 

Controle a paranóia com um Plano B (porque tudo sempre pode piorar)

outubro 24th, 2011

Eu tenho uma confissão: sou paranóica. especialmente no que diz respeito a minha própria vida. Mas também sou otimista. Então apesar te ter um milhão de planos e estar constantemente preocupada com o resultado, no fundo eu sempre acredito que vai dar certo.

Alguns autores, como o psicólogo Martin Seligman, acreditam que os pessimistas são mais precisos ao avaliar a realidade, mas os otimistas possuem melhor saúde física e mental. Em outras palavras os otimistas podem estar iludidos, então apesar de me considerar otimista, não custa nada manter um Plano B na manga. Para o caso de Andy Groove estar certo: só os paranóicos sobrevivem. Para quem não conhece, Andrew Groove escapou da Hungria comunista e se tornou co-fundador da Intel sempre repetindo esse mantra. (Ele também publicou um livro com o mesmo nome, tenho para emprestar se alguém tiver interesse).

Não, isso não significa que você deve viver constantemente em desconfiança, mas existe um certo valor em adotar uma atitute defensiva. Nos últimos 10 anos, tivemos quebradeiras no mercado de capitais, várias crises econômicas globais, demissões em massa, me parece que tudo isso justifica um pouco de paranóia em relação as finanças. Tanto do ponto de vista financeiro como pessoal, essa minha paranóia otimista me ensinou a ter sempre um plano em mente. E uma alternativa, como quais despesas cortar no caso de eu perder meu emprego e que outras alternativas profissionais eu poderia perseguir. Felizmente, nunca precisei colocar meu Plano B em ação, mas a sua existência sempre me trouxe uma certa paz de espírito.

Ultimamente, tenho pensado muito em como atualizar o meu Plano B. Algumas das razões são pessoais (quero melhorar minha qualidade de vida) e outras são globais, por assim dizer, como a crise financeira que parece ter vindo para ficar por um bom tempo. Não é preciso ser paranóico para se preocupar com o destino das minhas aplicações financeiras nesse ambiente hostil.

Se tudo isso te causa preocupação, talvez seja a hora de pensar no seu Plano B.

Renda Interrompida

Você já tem um Plano A – está vivendo ele. Não importa se é um documento escrito ou não. Mas seu Plano A começa com a sua renda atual, que determina o quanto pode gastar, quanto pode economizar, e quanto tempo vai levar para atingir as suas metas financeiras. Plano B é o que você fará no caso de acontecer uma interrupção na sua fonte de renda atual, seja a perda do emprego (se é colaborador de uma empresa) ou no rendimento dos seus investimentos (se é aposentado). As ações no seu Plano B precisam ter alguns componentes: ações que você pode tomar imediatamente para prevenir uma emergência ou aumentar suas chances de que recursos adicionais estejam disponíveis caso os necessite. Ações que você tomará caso a interrupção de renda ocorra — basicamente, uma estratégia pensada que você possa implementar imediatamente. Considere como essa estratégia pode afetar suas metas financeiras de longo prazo

Aqui estão alguns candidatos para seu Plano B:

  • Fique atento ao seu desempenho profissional. Não importa que tipo de emprego você tenha, avalie-se como se fosse autônomo e precisasse continuamente impressionar seus clientes para convencê-los de que gastar dinheiro com você é uma boa coisa. Consolide sua posição com a Companhia em que trabalha ou com seus clientes. Tenha uma lista de outros empregadores, ou tipos de emprego que você gostaria de perseguir caso aconteça alguma coisa com o seu trabalho corrente. Também se torne ativo em sua rede de contatos. Charles Purdy, editor sênior de empregos do site Monster.com, disse ao Wall Street Journal que “O erro que muitas pessoas cometem é apenas entrar em contato com a sua rede quando tem um favor para pedir. Eles não pensam sobre como ajudar as pessoas de sua rede de contatos e criar um espírito de cooperação e boa vontade.” Como indica o artigo, muitas oportunidades nem chegam a ser anunciadas e são preenchidas com indicações de funcionários da própria Empresa. Manter contato com pessoas aumenta sua chance de ficar sabendo dessas oportunidades.
  • Ter um colchão financeiro. Outra maneira de se referir ao fundo de emergência, ou melhor ainda, de replicar o mantra: viva com menos do que ganha. Manter seus gastos abaixo da sua renda tem benefícios defensivos: quanto menor seu padrão de consumo, menos será necessário em caso de emergência e você poder aceitar soluções temporárias que resultem em uma renda menor do que a atual.
  • Estabeleça prioridades nas despesas. Avalie cada linha do seu orçamento e você encontrará várias categorias que podem ser eliminadas em caso de necessidade: entretenimento, viagem, restaurantes, academia, e até mesmo o investimento, caso necessário. Nos acostumamos com algumas coisas que as consideramos necessárias mas na verdade tratam-se de luxos como a TV a cabo e o plano de dados do smartphone, entre outros. Quais são os itens do seu orçamento que você cortaria imediatamente em caso de aperto?
  • Venda alguma Coisa. Sempre é possível vender o carro ou colocar as jóias no prego se tudo o mais der errado. Dê uma olhada em volta, você possui um monte de Coisas em sua casa e provavelmente uma boa parte delas tem valor e pode ser vendida em caso de emergência.
  • Ajuste suas metas de longo prazo. Suas necessidades financeiras futuras – como renda da aposentadoria, dependem da taxa de retorno, do valor acumulado em ativos e da passagem do tempo. Se perdeu o emprego, talvez seja preciso ajustar o seu portfolio e reavaliar a sua meta de aposentadoria..

E no fim das contas, seja feliz

Viver com medo do azar não é a melhor forma de passar o tempo.  Seligman (e outros) provavelmente estão certos quando dizem que o pessimismo e a paranóia não são saudáveis. No livro “Zebras não tem úlceras”, o professor de neurologia de Stanford Robert Sapolsky explica que quando viviamos na natureza selvagem fugindo de leões, nossos corpos reagiam bem melhor ao stress.  Hoje, nosso stress é de baixa intensidade porém duradouro – um zunido constante em nosso cérebro que pode causar desde depressão até doenças cardíacas. Sapolsky aconselha a encontrarmos maneiras de ver mesmo a situação mais estressante como uma oportunidade de melhoria, mas não nos enganarmos com o otimismo cego. Equilibrar essas duas tendências opostas cuidadosamente. Esperar pelo melhor e dominar nossas emoções,mas ao mesmo tempo deixar uma pequena parte de nosso cérebro se preparar para o pior. Ter um Plano B pode ser essa pequena parte; uma vez que você o tem – e está preparado para implementá-lo – você pode aproveitar os bons tempos… enquanto durarem.

Como lidar com fracassos financeiros

setembro 5th, 2011

Ninguém é perfeito. Isso deveria ser óbvio, mas tendemos a esquecer esse fato – frequentemente.  Julgamos as outras pessoas mais pelos seus erros dos que pelos seus acertos, e somos ainda mais críticos em relação aos próprios erros. Faço isso o tempo todo. Quando faço alguma coisa que sei que está errada (ou é apenas fútil), me arrependo e critico as minhas ações o que as vezes me leva a cometer mais erros.

Ultimamente, por exemplo, tenho me debatido com a reeducação alimentar e o programa de exercícios. Claro que sempre há um fator externo para culpar, como a fratura do pulso que me impediu de continuar com os exercícios por um tempo ou a correria de um prazo que me fez pular as refeições e comer qualquer coisa. A verdade é que fiz escolhas ruins. Felizmente não há danos permanentes. Na última semana, já retomei a caminhada e estou revendo a alimentação mais uma vez.

Nos anos que passaram, muitas vezes eu me debati com erros financeiros. De fato, eu ainda cometo alguns erros de tempos em tempos. Tenho certeza que não sou a única.

Ninguém atravessa a vida sem alguns erros. Ninguém enriquece sem tropeçar de vez em quando pelo caminho. Quando você faz algo idiota (ou quando algo estúpido acontece com você), é fácil sentir-se desencorajado.  Você pode desperdiçar muito tempo reagindo aos problemas  – reparos de emergência no carro ou na casa, gastos inesperados com a saúde ou outras coisas. A melhor forma de lidar com os imprevistos financeiros é se preparar para eles.

Na minha experiência, existem duas formas essenciais de se proteger de forma pró-ativa dos perigos financeiros:

    • Educação. Quanto mais você sabe, melhor pode lidar com os problemas. Leia livros de finanças pessoais, revistas, e blogs. Conheça pessoas que controlam suas finanças e busque conselhos. Aprenda como os outros lidam com experiências comuns. Um efeito colateral da educação é que reduz o stress; quando algo der errado, e acredite algo vai dar errado, você saberá que outros já encontraram uma forma de lidar com isso e que você também conseguirá.
    • Preparação. Educação sozinha não é suficiente. você também precisa dar os passos necessários para se preparar para erros e imprevistos financeiros. Uma das melhores formas de fazê-lo é criar um fundo de emergência, uma reserva de dinheiro para ser usada somente quando algo de errado ou imprevisto acontecer. Separar R$500, R$1000 ou R$10.000 numa conta de poupança ou outro investimento livre de risco é um seguro barato; com esse colchão, seus planos financeiros não podem ser derrubados por uma crise isolada (a menos que seja um tsunami, é claro). Outra forma, é ter certeza que a sua coberta de seguro (vida, saúde, carro e casa, por exemplo) é adequada para enfrentar eventuais problemas.

Mesmo que você esteja preparado e educado, você ainda vai cometer erros de vez em quando. A despeito da minha constante vigilância, eu ainda saio da livraria com meia dúzia de livros de vez em quando. Ou volta para casa com um carro novo uma vez por ano.

É importante saber como se recuperar quando as coisas ruírem. Algumas das minhas estratégias para minimizar os danos:

    • Não entre em pânico. Relaxe e não surte. Depois de cometer um erro, dê um tempo a si mesmo (sem gastar mais dinheiro ainda, é claro) para avaliar a extensão dos danos. Como o ditado, não adianta chorar o leite derramado. Algumas vezes, apenas deixando passar alguns dias, é possível encontrar a perspectiva necessária para solucionar o problema.
    • Se possível, desfaça o erro. Alguns erros são reversíveis. Se for possível devolver o que comprou, devolva. Se não for, avalie se é possível vender algo para cobrir o rombo..
    • Não se enterre mais ainda. Dinheiro gasto é dinheiro gasto. Mas só porque você gastou R$600 no plano da academia que você não vai frequentar não precisa se iludir e gastar mais ainda com roupas para exercício ou um tênis novo. Não use o seu erro para justificar outros gastos desnecessários só para esconder a sua culpa.
    • Mantenha as suas metas em foco. Um erro é só um atraso no processo: um bloqueio no caminho para algo mais importante. Aceite o passado e foque no futuro.

Erros podem ser desencorajadores – eu sei – mas lembrem-se que erros podem ser um aprendizado disfarçado.

Existe um ditado japonês sobre perseverânça que traduz como “caí 7 vezes, me levantei 8”. Eu gosto da idéia, profissionalmente, costumo dizer que as pessoas bem sucedidas na carreira que escolhi foram aquelas que não desistiram nos momentos de dificuldade.  Acho que se pode dizer que os bem sucedidos caíram tantas vezes quanto os mal sucedidos, a única diferença é que os bem sucedidos aprenderam com os seus erros, levantaram e continuaram marchando na direção de suas metas.

A importância do fundo de emergência – testemunho

julho 30th, 2011

Já falei várias vezes sobre a importância de termos uma reserva financeira para os dias difíceis. Bom, na última quinta-feira, caí e quebrei o pulso em uma cidade no interior do Estado. Apesar de possuir 2 planos de saúde, o especialista disponível na emergência do hospital local não atendia por nenhum e precisei pagar o procedimento para colocar o osso no lugar.

Essa foi a primeira vez que precisei do meu fundo de emergência desde que ele foi constituído. Graças a ele, não precisei me preocupar com outras coisas além da fratura e do transtorno.

Como quebrei o pulso direito e sou destra, escrever com a mão esquerda, ainda que no computador, se tornou um processo bastante lento. Assim se alguém quiser compartilhar sua experiência durante a minha recuperação, é só me mandar a sua história para o email: tatianaleal@terra.com.br

Carpe diem, quam minimum credula postero

junho 26th, 2011

Perdoem o meu latin, mas a maioria das pessoas está familiarizada com a primeira parte dessa expressão atribuída a Horácio. Carpe diem ou “aproveite o dia” foi utilizada em 1989 no filme Sociedade dos Poetas Mortos onde o professor interpretado por Robin Williams incentivava seus alunos a aproveitarem o dia e tornarem suas vidas maravilhosas.

Eu não tenho idéia do que Horácio tinha em mente nessa expressão, mas uma tradução para a citação completa seria algo na linha de “aproveite o dia, deixe o mínimo possível para amanhã”. Na minha leitura a recomendação é clara: não procrastine.

Esse conselho serve para tudo, desde cuidar de suas finanças até cuidar de sua saúde. Recentemente eu venho me debatendo com a preguiça e a procrastinação no que diz respeito ao cuidado com a minha saúde. Ou melhor a minha incapacidade de manter um regime de exercícios físicos e boa alimentação. Sempre há uma desculpa, aquela inflamação no ombro recorrente, ou o meu vício em coca-cola, que sempre me desviam do caminho.

Em finanças pessoais não é muito diferente. É preciso estar sempre alerta para não se desviar dos planos e atingir suas metas. É preciso se concentrar no que é importante antes de mais nada. Assim, vamos recapitular:

  • Investa o quanto puder o mais cedo possível. O fator mais importante para determinar quanto você terá poupado para a sua aposentadoria é exatamente esse, o quanto você é capaz de poupar. Quanto mais cedo você começa a poupar, mais o poder extraordinário dos juros compostos trabalhará para você. Não importa se você só consegue poupar R$50 ou R$10, qualquer valor é melhor que nenhum valor.
  • Construa o seu fundo de emergência assim que possível. Coisas ruins acontecem. Pessoas adoecem, coisas quebram, e o destino é uma incógnita. Um fundo de emergência é como um auto-seguro: é um modo de amenizar as coisas negativas que acontecem ao nosso redor. Construa uma poupança de emergência o mais rápido possível, e  no maior valor que puder.
  • Pague suas contas assim que as receber. Pode parecer sem significado. Mas se você deixa para pagar as contas no último minuto, é possível que caia em tentação e use os recursos para outro fim. E adivinhe só, vais ter que pagar as contas de qualquer forma e isso só te levará ao endividamento. Tire as contas do caminho, se possível automatize o processo. Concentre-se em reduzir as contas e não em adiar o pagamento.
  • Elimine o endividamento assim que puder. A essas alturas, acho que isso é meio óbvio. O endividamento suga a sua alma e a sua conta bancária. Ao eliminar as dívidas, você elimina o pagamento de juros, liberando esses recursos para outros usos.
  • Resumo da ópera: NÃO PROCRASTINE. Comece a cuidar das suas finanças hoje mesmo.

    E como disse o professor, torne a sua vida extraordinária!