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Aluguel: Um binômio quase perfeito

junho 4th, 2010

Há quem goste e há quem odeie o aluguel, em geral quem tem a obrigação de pagá-lo não gosta. Encontro-me atualmente pesquisando imóveis para alugar, o trabalho é árduo, quando gosto da localização, não gosto do prédio, quando gosto do prédio e da localização não gosto do preço, e há ainda a necessidade de adequar tudo isso ao gosto da minha esposa.

Quem acompanha o blog sabe da minha opinião, aluguel não é uma opção, é uma necessidade e para fazer que eu aceite a idéia é preciso apresentar-me as vantagens, mesmo que elas sejam efêmeras.

Ainda não vi unanimidade entre locador e locatário, ambos nunca estão simultaneamente satisfeitos, quem paga acha que paga muito, quem recebe acha que recebe pouco, eis aí o motivo pelo qual atribuí ao título aluguel um binômio quase perfeito, pois a regra é que ambos estejam insatisfeitos e para que um esteja sentindo-se realizado, o outro necessariamente estará sentindo-se prejudicado.

Se havia alguma dúvida em mim quanto ao aluguel ser um bom negócio para o inquilino, esta dúvida deixou de existir após a aquisição do nosso primeiro apartamento, pois foi a partir dele, adquirido por um valor baixo e revendendo-o por um valor superior, que passamos ao segundo estágio em direção a tão desejada independência financeira.

Habitação: Aluguel versus Compra

junho 2nd, 2009

Devemos comprar a casa própria ou morar de aluguel? Essa é uma dúvida que todos enfrentamos em algum momento da vida.Custo da aquisição

Entrada 2.000
FGTS 65.000
Financiamento 172.646
Total 239.646

Valor de Mercado do imóvel (150.000)
Juros pagos 89.646
Aluguel por 20 anos 192.000

Nem sempre a resposta certa é comprar. Dependendo da sua localização, estado civil, nível de renda, quanto tempo você pretende permanecer em determinado lugar, e um conjunto de outras variáveis, alugar pode fazer mais sentido do que comprar uma casa.

Meu caso por exemplo, há cerca de um ano e meio atrás alugávamos um apartamento de 1 dormitório sem garagem há cerca de 200 metros do meu escritório. O apartamento era amplo, tinha um terraço bastante agradável e atendia todas as nossas necessidades. O aluguel representava cerca de 22% da minha renda líquida.

Eu sempre fui do time a favor do aluguel. Mais pela idéia de não estar presa ao compromisso de uma dívida de longo prazo do que por qualquer outro motivo mais sincero. Meu marido, por outro lado, sempre foi a favor de ter a casa própria. Para ele, é um marco importante na vida de uma pessoa e traz tranqüilidade para o espírito.

Em abril de 2008, finalmente finalizamos a compra do nosso atual apartamento. É um apartamento maior que o que morávamos anteriormente, porém fica há 11 quadras do meu escritório o que ainda me permite evitar dirigir todos os dias o que é muito importante para mim. Na aquisição utilizamos o FGTS como entrada o que representou 55% do valor do imóvel adquirido e ficamos com uma prestação de 14% da minha renda líquida por um prazo de 20 anos.

Mas o que é melhor do ponto de vista financeiro estritamente?

Para ilustrar vamos efetuar a seguinte comparação:

 

 

O cálculo acima é simplista, desconsidera por exemplo, o reajuste do aluguel pela inflação e a valorização do imóvel ao longo do tempo. Nesse caso claramente a decisão de comprar parece mais acertada. O desembolso inicial foi apenas R$2.000 e viabilizou a utilização do FGTS recurso cujo acesso é restrito. Além disso, a prestação ficou muito próxima ao valor do aluguel e considerando que a renda aumenta consistentemente ao longo do tempo vai perdendo representatividade no orçamento da família e não compromete a capacidade de poupança.

Mas e no caso de você ter todo o recurso e não utilizar o financiamento. Adquirir o imóvel compensa o rendimento da aplicação financeira que deixamos de receber? A resposta seria algo do tipo:

Valor do imóvel 150.000
Rendimento mensal 1.401
Aluguel 800

Nesse caso, claramente deixar o dinheiro investido paga o custo de viver de aluguel e ainda gera um superávit que pode ser utilizado para outros fins.

Outra discussão que temos com freqüência aqui em casa é se devo considerar o valor da prestação do financiamento imobiliário como uma forma de poupança ou como uma despesa fixa.. Claramente estamos contribuindo para a criação de um ativo, no entanto, esse ativo não gera nenhuma renda até o dia em que será vendido de fato.

Qual a sua opinião? De que lado da discussão você está? Alugar ou comprar? No caso da compra, considera a prestação como um investimento?