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Como utilizar orçamento pode melhorar sua vida

julho 29th, 2009

No site About.com, um artigo indica porque utilizar orçamento melhora a nossa vida:

  1. O orçamento serve de guia para sabermos se estamos indo na direção certa. Ajuda a identificar quando nos desviamos das metas traçadas.
  2. Ajuda você a controlar o seu dinheiro, ao invés do dinheiro controlar você.
  3. Nos faz pensar se estamos vivendo dentro de nossas reais possibilidades.
  4. Pode indicar se atingiremos nossas metas de poupança.
  5. Seguir um orçamento realista faz você destinar o dinheiro ao que realmente importa.
  6. Permite a família inteira a visualizar metas comuns.
  7. Permite se preparar para emergências e para aquelas despesas de maior valor que acontecem anualmente (IPVA, IPTU).
  8. Serve de meio de comunicação entre o casal.
  9. Revela onde gastamos demais permitindo redirecionar nosso foco para o que é realmente importante.
  10. Pode te manter longe do endividament0 ou te ajudar a eliminar o endividamento.

Eu comecei a desenvolver um orçamento anual e me surpreendi com os resultados. O mais motivador de trabalhar com o orçamento tem sido realmente ver que as metas que estabelecemos são viáveis e que nossos esforços para reduzir os gastos tem trazido resultados positivos.

Força de vontade

julho 27th, 2009

Assim como tudo na vida, o sucesso em termos de finanças pessoais depende principalmente de força de vontade..

Se pensarmos friamente até a menor das rendas (considerando um patamar acima da linha de pobreza, é claro) tem potencial de poupança. Na maioria das vezes, o que torna uma pessoa mais bem sucedida que outra em finanças pessoais é a sua força de vontade e não a sua renda.

Um exemplo que sempre me perseguiu nesse sentido, foi a da minha melhor amiga.. Essa minha amiga é um exemplo de sucesso e também de inspiração. Sua capacidade de poupança sempre foi uma prova de que o mais importante são as escolhas e a força de vontade de perseguir as próprias metas que fazem a diferença e não exatamente o quanto ganhamos por mês.

Só existe uma forma de acumular riqueza, gastar menos do que se ganha. E se o que ganhamos é relativamente fixo (salário, por exemplo, que depende de reajuste anual) a única forma de aumentar a nossa capacidade de poupança é gastar menos. E para isso, uma certa quantidade de autocontrole e de força de vontade para nos abstermos de saciar um desejo imediatamente em prol de um benefício futuro são essenciais.

Para mim, me abster de consumir é um sacríficio e um esforço que exige vigilância constante. Na última semana mesmo não resisti às tentações das liquidações das minhas marcas prediletas e acabei comprando por impulso 2 calças e 1 sapato. Mesmo assim, acredito que tenho tido um certo sucesso em controlar o meu lado consumista.

O mantra que tenho seguido para limitar o meu consumo é o seguinte:

  1. Comprar apenas coisas que eu preciso ou realmente quero.
  2. Comprar apenas coisas que eu efetivamente uso.
  3. Comprar apenas coisas de qualidade.
  4. Comprar coisas com desconto.
  5. Comprar coisas que eu posso pagar a vista.

Considerando essas condições, eu e meu marido temos nos debatido para estabelecer objetivos de consumo de curto e médio prazos. No longo, me parece claro que buscamos independência financeira. O que é mais inteligente, trocar de carro ou viajar para o exterior? Adiar a independência financeira para fazer os dois?

Estágios da vida financeira

julho 15th, 2009

Retomando o tema iniciado alguns artigos atrás, os esforços e resultados do planejamento financeiro podem ser separados em 3 estágios:

  1. Educar-se, aprender a controlar o consumo e eliminar o endividamento;
  2. Começar a poupar e escolher alternativas melhores de investimento; e
  3. Aproveitar a vida ao mesmo tempo que caminhamos em direção à Independência financeira.

Claro que poderíamos dizer que existe um estágio 0, onde estamos consumindo sem controle e acumulando dívidas. Eu acredito estar entrando no estágio 2, eliminamos todo o endividamento de curto prazo, restando apenas o financiamento do carro e do apartamento, e já começamos a poupar. No momento, estou contribuindo para o fundo de pensão patrocinado pelo meu empregador e investindo num fundo de renda fixa.

No entanto, é preciso admitir que mudar o comportamento em relação ao consumo é um desafio diário. Já reduzimos significamente vários items do orçamento que sempre foram de grande importância como livros e revistas, equipamentos para a cozinha (somos entusiastas da gastronomia) e adiamos indefinidamente a compra de novo mobiliário e equipamentos para o apartamento. Agora estamos atacando o gasto com restaurantes que é significativo em nosso orçamento. Mesmo assim, tem sido difícil manter o momentum e a regularidade dos nossos investimentos.

Fico me perguntando se esse processo melhora com o tempo ou é sempre frustrante.. Sempre com a sensação de estarmos nos privando de alguma coisa imediatamente sem garantia de sucesso no futuro.

Na tentativa de superar essa frustração e não sabotar o nosso progresso resolvi montar a planilha sugerida pelo Gustavo Gerbasi no livro “Como organizar a sua vida financeira” que ando lendo por esses dias. A planilha pode ser chamada de Objetivos de consumo e tem a seguinte estrutura:


Ao colocar informações dessa forma, é possível estabelecer qual o melhor investimento para cada objetivo e tentar alocar a sua capacidade de poupança entre eles de forma a atingí-los dentro do prazo. Por exemplo, se tenho 25 anos para acumular R$1,5 milhões e consigo um investimento que me dê um retorno de 8% a.a. precisaria economizar R$1.650 ao mês, de forma que a capacidade de poupança adicional poderia ser destinada ao próximo objetivo de consumo.

Olhando para os objetivos de consumo dessa forma também nos permite criar expectativas mais realistas e evitar a frustração quando no final do ano não atingimos uma meta que já era impossível desde a largada.

Vilão do Orçamento: Alimentação

julho 14th, 2009

Desde que me casei, mas mais seriamente nesse ano, estou fazendo um esforço muito grande para controlar os gastos e alavancar a minha capacidade de investimento. Tudo em busca da tão sonhada independência financeira.

Apesar das diversas mudanças em nosso comportamento, mais no meu do que no do meu marido, estamos tendo muita dificuldade em reduzir o gasto com Alimentação que inclui tanto o gastamos em restaurantes como o que gastamos no supermercado. Apesar do valor que eu recebo a título de vale refeição e vale alimentação do meu empregador, ainda estamos gastando 6% de nossa renda líquida com alimentação.

A maior parte dos nossos gastos com alimentação referem-se a idas a restaurantes. Fazemos a maior parte das refeições na rua durante a semana e nos finais de semana, os eventos sociais, quase sempre embalados por algum tipo de extravagância gastronômica, comprometem o já prejudicado orçamento.

A última edição da Você S.A. traz um artigo sobre como economizar no supermercado que sugere alguns cuidados na hora das compras: (i) preparar uma lista de compras e seguí-la a lista; (ii) limitar as idas ao supermercado concentrando as compras; e (iii) pesquisar preços e reavaliar preferências por marcas específicas. Os produtos de marcas próprias das grandes redes tem na maioria das vezes o mesmo padrão de qualidade as marcas líderes.

Eu e o Henrique estamos tentando reduzir o gasto com restaurantes, minha primeira atitude foi começar a anotar todos os gastos na agenda. Também reduzimos as tele-entregas a noite e começamos a preparar um jantar leve. Em algumas semanas, vamos conseguir mensurar o resultado dessas medidas.

Racionalizando as compras

julho 9th, 2009

Esse artigo foi escrito pelo meu marido como convidado:

Nos Estados Unidos existe a tradição dos “Bazares de Jardim ou Garagem”, em geral as famílias de classe média, após grande esforço para se desapegar emocionalmente de objetos que não têm mais uso e ficam apenas estocados em um canto da casa ocupando espaço, são juntados no jardim ou garagem onde se reúnem familiares e vizinhos interessados em adquirir uma guitarra, um ursinho de pelúcia, uma antiguidade, um casaco, etc..

Lá eles se desfazem dos pertences e ainda angariam algum dinheiro, infelizmente aqui essa prática seria de difícil introdução, pois culturalmente não temos este hábito, por outro lado, tais objetos não podem ficar apenas atrapalhando quando poderiam muito bem satisfazer interesses de outras pessoas.

Desde 2006 quase perdi as contas de quantos objetos doamos, foram mais de 30 pares de calçados, aproximadamente 15 casacos, 15 pares de calça, 1 guarda-roupas, 1 sofá, panelas, enfim, uma série de objetos que para nós não eram mais úteis, mas que com certeza pelo seu bom estado de conservação estão fazendo a felicidades de muitas pessoas.

Realizando essas doações, suprimindo o supérfluo, racionalizando as prioridades, passamos a enxergar com outros olhos nossas reais necessidades e as nossas futuras aquisições.

A dica de economia reside exatamente aí, antes de realizar compras, faça uma revisão em seus estoques, para ver se não estarão repedindo erros do passado e comprando coisas que serão abandonadas em um canto sem uso.

12 dicas para mulheres

julho 8th, 2009

Dana Bratch criou uma lista de 12 dicas financeiras para mulheres. Apesar de eu não acreditar que o gênero seja decisivo quando se trata de finanças pessoais, temos que admitir que as mulheres tem uma certa desvantagem pois em geral ganham menos que seus pares do sexo masculino. Independente disso, a maioria das dicas sugeridas por Bratch serve para os dois sexos:

  1. Estabeleça uma meta financeira. Seja diligente sobre as suas finanças como é sobre beleza, carreira, filhos ou qualquer outra coisa.
  2. Treine a si mesma para ser independente financeiramente. Não se acomode deixando todas as decisões para o seu companheiro(a). Envolva-se com o planejamento de longo prazo.
  3. Compre a casa própria. Não fique esperando pelo Princípe Encantado aparecer e comprá-la para você.
  4. Poupe para a aposentadoria. É um ponto importante para todos, não apenas para mulheres.
  5. Opte por administração a longo prazo e não admistração de crises. Comece a planejar a sua vida financeira agora, não espere a próxima catástrofe.
  6. Comece a investir. Comece agora e não tenha medo de errar.
  7. Não tema o risco. As mulheres são mais propensas a escolher investimentos conservadores. Esteja aberta a oportunidades de investimentos com maior retorno e, consequentemente, risco.
  8. Não faça tudo sozinha. Consulte ajuda profissional se necessário. Eduque-se.
  9. Busque suporte emocional, se necessário. Forme uma parceria com alguém que você confie. Discuta suas decisões. Entre para um clube de investimento se julgar necessário.
  10. Seja mais confiante nas negociações salariais. Seja mais assertiva ao apresentar o seu valor.
  11. Saia da sua zona de conforto. Decisões financeiras importantes – como investir em ações, por exemplo – causam desconforto.
  12. Saiba que nunca é tarde demais. Todos podemos começar tarde e terminar ricos!

Organização da Vida Financeira

julho 7th, 2009

Um dos primeiros passos em qualquer programa de finanças pessoais recomenda: organize e monitore seus gastos. Alguns recomendam que guarde todos os comprovantes em um arquivo ou uma caixa de sapatos. E de tempos em tempos faça uma limpa, mas quanto tempo temos que guardar os comprovantes para a nossa segurança?

Gustavo Gerbasi, em seu livro “Como organizar sua vida financeira”, sugere os seguintes prazos:

  • Documentos do seguro – 1 ano
  • Extratos bancários – 1 ano
  • Contas públicas – 2 anos
  • Recibos de aluguel – 3 anos
  • Faturas de cartão de créidto – 5 anos
  • Impostos municipais – 5 anos
  • Condomínios – 5 anos
  • Mensalidade Escolar – 5 anos
  • Contratos de serviço – 5 anos
  • Declaração de Imposto de renda – 6 anos
  • Impostos federais – 10 anos

Na maioria dos bancos é possível imprimir comprovantes de pagamentos de um certo período o que, na minha opinião, substitui a guarda do comprovante em papel. Lá em casa, temos um gaveteiro onde separamos os comprovantes em pastas arquivo conforme a natureza.

Isso ajuda a se preparar para a declaração de imposto de renda, pois acumulamos os comprovantes de despesas com médicos, terapeutas, educação em um só local.