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Tarefa 27: Encontre uma fonte de renda adicional

agosto 6th, 2012

Encontre uma fonte de renda adicional. Tenha um plano “B”.

Eu adoro o que faço e tenho dificuldade de me imaginar fazendo outra coisa. Também me pagam bem para eu fazer o que gosto, mais de 10 vezes o PIB per capita brasileiro que foi de aproximadamente R$21 mil ao ano em 2011. Tendo dito isso, tem sido bem difícil identificar outras oportunidades de gerar renda.
Mesmo assim, a regra para acumular riqueza é básica: é preciso ganhar mais do que se gasta. Só duas variáveis aqui envolvidas. Ou reduzimos o gasto ou aumentamos o quanto ganhamos. Já falamos extensivamente sobre controlar despesas e manter orçamento. Hoje a tarefa é explorar possibilidades de aumentar a renda.
Minha idéia inicial era assumir uma atividade docente. Fiz isso por um semestre, mas o esforço superou em muito a renda adicional gerada pela atividade. Ainda participo como palestrante em cursos de atualização da classe esporádicos mas desisti de manter uma atividade docente regular.
Durante a minha primeira faculdade (educação física) eu tinha diversas atividades para me manter: dava aulas na academia, atuava como árbitro de volleyball junto a Federação Gaúcha, entre outras coisas.
Na minha rotina atual, tenho muito pouco tempo para dedicar a uma outra atividade. Mas estou atenta as oportunidades que possam aparecer. No momento, a idéia é recapitalizar nossas reservas e retomar o investimento em imóveis.

Endividamento do Porto-alegrense

julho 22nd, 2012

A Zero Hora de hoje traz o perfil do inadimplente porto-alegrense traçado pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC):

  • 52,7% são homens;
  • 55% solteiros;
  • 35,2% têm de 21 a 30 anos;
  • 51,6% têm o Ensino Médio completo ou Superior incompleto;
  • 62,8% têm renda familiar de R$1.201 a R$3.000;
  • 64,2% procuraram o SCPC de forma espontânea;
  • 64,7% procuraram a empresa para renegociar a dívida;
  • 41,% conseguiram renegociar;

O Banco Central considera inadimplência a falta de pagamento acima de 90 dias. Esse foi o conceito base na pesquisa do SCPC. A pesquisa também apontou como causas principais para a inadimplência: (i) desemprego; (ii) descontrole nas contas; (iii) emprestar o nome para terceiros; (iv) atraso de salário; e (v) doença na família. Pelo menos 3 dessas causas apontadas podem ter o efeito minimizado por uma medida de segurança básica: mantenha um fundo de emergência.

Segundo a reportagem, a inadimplência do consumidor aumentou 19,1% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2011 de acordo com a última pesquisa da Serasa Experian. O aumento da inadimplência é um sintoma do endividamento progressivo do brasileiro, a expansão do crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) tanto para pessoas como para empresas, cresceu de 23% para 50%, desde 2003.

Segundo a pesquisa da Fecomércio de São Paulo que calculou o comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas, em 2011, Porto Alegre é a líder da região Sul. Os porto-alegrenses tinham em 2011, 31,2% da renda comprometida com pagamento de dívidas, em comparação com 26,3% em Florianópolis e 26,4% em Curitiba. Os consumidores endividados, segundo a reportagem da Zero Hora, elegeram os cartões de crédito como o maior dos vilões para o descontrole das finanças pessoais.

O nosso endividamento ainda está longe do quadro norte-americano, mas já é um entrave para a economia, pois dificulta os programas de incentivo federal para aumentar o consumo como estratégia para retomar a atividade industrial.

Se você já está endividado, seguem as dicas do educador financeiro Edward Claudio Junior publicadas na Zero Hora de hoje:

  1. Primeiro, não adquira novas dívidas. Somente se for algo realmente necessário e urgente, que não possa esperar.
  2. Guarde o cartão de crédito em casa, para evitar compras por impulso.
  3. Faça um diagnóstico financeiro da sua vida. Anote todos os gastos mensais (não deixe escapar nada, real por real) e verifique quais deles você pode reduzir ou eliminar por determinado tempo, para poder voltar ao equilíbrio e encontrar recursos para quitar as suas dívidas.
  4. Ainda dentro do diagnóstico, anote todas as dívidas de forma precisa: quem é o credor, o valor, as parcelas em atraso, as parcelas a pagar, a taxa de juros. Também se a dívida tem algum tipo de garantia, ou se é essencial, como água e luz.
  5. Analise quais são as dívidas que devem ter prioridade para negociar, de referência as essenciais, aquelas com algum bem em garantia e as de maior taxas de juros.
  6. Coloque dentro do seu orçamento a parcela que será utilizada para quitar as dividas e respeite esse valor.
  7. Só depois de retomar o controle da sua vida financeira, seguindo os passos anteriores, procure os credores e renegocie de forma que possa honrar o compromisso assumido.
  8. Durante a negociação, se o valor ofertado pelo credor for superior ao que você tem capacidade de pagar, não aceite a negociação. No entanto, seja proativo e comece a guardar a parcela que tem capacidade de assumir, para futura negociação com o credor. Com o dinheiro reservado, terá boas chances de realizar uma negociação satisfatória.
  9. Depois de quitar as dívidas e reassumir o controle de suas contas, planeje melhor as compras. Reserve uma parcela mensal para realizar os desejos de consumo, comprando à vista e com desconto. Mas, para isso ocorrer, o valor a ser poupado deve estar dentro do seu orçamento.
  10. Não tenha ansiedade. Não será de um dia para o outro que tudo estará resolvido, mas dê o primeiro passo para retomar o controle financeiro. O quanto antes começar, mais rápido e menos sofrido será o percurso. Não deixe para depois o que pode fazer agora.

Eu acredito que uma parte da explicação para o aumento do endividamento brasileiro, passa pelo despreparo da maioria das pessoas para lidar com a abertura do crédito nos últimos anos. Num intervalo relativamente curto de tempo, saímos de uma realidade onde o acesso ao crédito era praticamento restrito a financiamentos imobiliários para os dias de hoje, onde até a bodega da esquina vende parcelado no cartão. Além disso, estamos engatinhando numa cultura de pensar no futuro e fazer planejamento financeiro de longo prazo.

A reportagem é muito oportuna e clara no recado: cuidado, gaste apenas o que pode pagar!

Dilema de orçamento: Como decidir o que você pode gastar?

setembro 17th, 2011

Eu e meu marido estamos decidindo onde passar o próximo Reveillon e obviamente como vamos pagar por isso. No momento estamos divididos entre dois destinos no Caribe: Aruba e Punta Cana.

Temos alguns projetos para o próximo ano que terão um impacto importante de caixa, como pagar o saldo de um dos apartamentos que compramos na planta e trocar de carro. Além disso, vou levar minha sobrinha para Londres em fevereiro o que significa que terei mais gastos ainda.

Quanto podemos gastar nesse projeto?
A discussão central é quanto podemos gastar com a viagem e qual a melhor forma de pagar por esse “luxo”. Nossos planos de férias não são exatamente extravagantes, mas a época que estamos planejando ir ao Caribe é que tem um efeito de aumentar o custo da viagem. Nas propostas que recebemos até o momento, essa extravagância de Reveillón vai nos custar entre $2.700 e $3.900 dólares por pessoa por uma semana num pacote “All inclusive”.

Temos dinheiro suficiente em investimentos para pagar pela viagem, no entanto, estamos avaliando a possibilidade de parcelar esse custo e não resgatar nossos investimentos. De forma que esses recursos permaneçam reservados para atender as demandas já previstas para o próximo ano (trocar de carro e liquidar o saldo do apartamento que compramos na planta). A pergunta que fica é realmente queremos gastar cerca de R$10.000 com a viagem no final do ano?

Como tenho um reajuste de salário agora em outubro que não está considerado no orçamento, provavelmente o gasto adicional com a viagem não afetará de forma significativa as nossas metas de poupança para os objetivos de consumo do próximo ano.  E considerando que a semana entre Natal e Ano Novo é a minha última oportunidade de descansar antes da correria da temporada em auditoria, me parece que os R$10.000 em um praia do Caribe não poderiam ser melhor empregados.

Procurando equilíbrio
Ainda não decidimos o que fazer no reveillon, mas não pretendemos tomar nenhuma decisão que comprometa nossa capacidade financeira no próximo ano. Considerando o nossso orçamento de gastos e expectativa de receitas, me parece razoável gastar com uma semana de pernas para o ar numa praia qualquer. No entanto, todo mês quando fecho nossa planilha de fluxo de caixa, me parece que estamos sempre enfrentando dificuldades para atingir nossas metas de poupança. Sempre parece acontecer aquele imprevisto que eleva nossos gastos além do esperado.

A pergunta continua sempre a mesma: Quanto podemos gastar de fato? Como mensurar? A nossa ferramenta de orçamento é adequada?

É muito importante atingirmos nossa meta de ter recursos para liquidar o saldo dos apartamentos adquiridos na planta e podermos trocar de carro sem dívidas. Até o momento, estamos muito próximos dessas metas. Mas certamente é preciso manter nosso custo de vida sob controle para que essas metas sejam atingidas no próximo ano. É preciso encontrar um equilíbrio entre as nossas necessidades ou vontades de consumo e nossas metas.

Ultimamente venho tentando utilizar a fórmula do equilíbrio financeiro aplicada sobre a minha renda líquida, mas ainda não sei dizer se essa metodologia vai ser bem sucedida no médio prazo. Veremos!

Juros compostos versus aumento de renda – o que é mais importante?

setembro 10th, 2011

Através de um dos blogs que eu leio, acabei encontrando o site xkcd, mantido por Randall Munroe.

Essa semana uma das tirinhas fala de finanças pessoais. Especificamente, Munroe atacou o mito da mágica dos juros compostos. Ou pelo menos tentou. Aqui está a tirinha:

xkcd on investing

 

Claro que colocado dessa forma muitas pessoas podem ter dúvidas sobre a eficácia dos juros compostos. Eu particularmente acho ótimo. E não teho dúvidas de que funciona. Mas os juros compostos são apenas uma das ferramentas financeiras a disposição. Essas ferramentas incluem também orçamentos, consumo consciente e outras opção de investimento para aposentadoria como por exemplo os fundos de pensão patrocinado por empregadores. Vamos ser claros. Um investimento de alto retorno não te enriquecerá. De fato, nenhuma ferramenta financeira sozinha vai te tornar rico. Mas se usar de forma adequada todas as ferramentas disponíveis, você pode construir a vida dos seus sonhos.

Tentei vários cenários na minha velha e boa HP12 C e esse são os resultados.

    • Usando o exemplo da tirinha, se você fizer um único investimento de R$1.000 a uma taxa de retorno de 2% ao ano, em 10 anos você terá acumulado R$1.218,99.
    • Claro que se você começar com R$10.000, teria R$12.189,94 depois de 10 anos.
    • Usando um exemplo mais realista: Se você contribuir mensalmente R$500 num investimento que retorne 10% ao ano, depois de 10 anos você teria contribuído R$60.000 mas o seu saldo seria R$99.931,93.
    • Se você seguisse com o seu programa de investimento, depois de 30 anos, sua contribuição total seria R$180.000,00. Seu saldo final seria R$1.031.421,66
    • Para ser mais realista ainda, se considerarmos o retorno médio anual do Ibovespa nos últimos 10 anos (2001 a 2010), 15,3%, os seu investimento mensal de R$500 nesses 10 anos teria um saldo de R$132.067,42.
Nota importante: Muito embora o Ibovespa tenha apresentado uma variação anual média de 15,3% nos últimos 10 anos, ao avaliar períodos mais curtos observa-se uma volatilidade muito maior. No ano atual por exemplo, o índice já acumula perda de -19.25%.

Como se pode ver, não se deve ignorar o poder dos juros compostos. O retorno através dos juros compostos normalmente são um fator instrumental em aumentar a sua riqueza.

Ainda assim, Munroe enfatiza um ponto muito importante: o fator individualmente mais importante para determinar a acumulação de riqueza não é o retorno dos investimentos — é quanto você contribui para os investimentos. Em outras palavras, você não pode simplesmente separar uns trocados numa conta destinada a aposentadoria e esperar que tudo dê certo no final. Você tem que continuar contribuindo. Quanto mais você investe, mais o retorno através dos juros compostos trabalha a seu favor.

Essa é uma das razões que fortalece a noção de que sempre devemos estar atentos a oportunidades de aumentar a nossa renda. Ou pelo menos de aumentar a parcela de renda que destinamos aos investimentos. Se você realmente quer ter mais dinheiro – para pagar as dívidas, viajar pelo mundo, criar os seus filhos, entre outras coisas – então a melhor coisa a fazer é procurar maneiras de aumentar a sua renda.

Só não guarde o dinheiro dentro do colchão. Nem saia gastando por aí só porque uma tirinha na internet está dizendo que os juros compostos não são importantes. Procure sempre o melhor retorno de investimento possível. Ganhe tanto dinheiro quanto puder, invista com sabedoria, e com o tempo, a mágica dos juros compostos pode te ajudar a enriquecer.

Estratificação Social

novembro 14th, 2009

O termo técnico possui uma grande variação de conceitos que mudam de autor para autor, mas que guardam uma semelhança, qual seja, é uma forma de diferenciação e agrupamento de indivíduos de forma hierárquica que pode se dar por estamentos, castas, classes, entre outros.

No Brasil todos já ouvimos pelo menos em algum momento o termo classe social, pois bem, é um tipo de estratificação que leva em consideração o poder aquisitivo e a remuneração dos membros das famílias.

Dados não oficiais apontam que o rendimento médio do brasileiro somou aproximadamente R$ 1.320,00 em maio e que a média projetada para 2009 é de R$ 1.500,00. No Brasil a estratificação social se dá em classes que vão de A a E, com as seguintes faixas remuneratórias:

  • Classe A – tem em média mais de 5 salários mínimos;
  • Classe B – entre 3,5 e 5 salários mínimos;
  • Classe C – entre 2,5 e 3,5 salários mínimos;
  • Classe D – até 2,5 salários mínimos.

Agora vejamos a porcentagem das famílias que estão nas classes (2008):

 pie renda

Uma boa notícia para quem se encontra entre as classes mais baixas é que com a estabilidade econômica e o fim da crise e consequentemente a retomada de investimentos há expectativas de melhora no cenário brasileiro. Aguardemos!