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2014.01 – A incerteza do futuro não é desculpa para a sua falta de planejamento financeiro

janeiro 1st, 2014

Quem você imagina que será em 1 ano? Em 5 anos? Em 20 anos?

Um dos maiores problemas para estabelecer metas, especialmente metas financeiras, é que somos muito ruins em imaginar nossa versão do futuro. Pense no que você imaginava que seria sua vida adulta quando era criança. Aposto que existe uma certa distância entre o sonho e a realidade.

No ano passado, Alina Tugend indicou alguma ciência por trás desse problema no  The Times:

…many of us don’t have the incentive to eat healthy or save money or add to our retirement accounts because we think of ourselves in the future as someone different altogether. In fact, a future self can seem to be this annoying other person who wants to prevent you from having fun in the present.

A realidade é que quando falamos de metas financeiras muitas vezes estamos falando de prazos longos. Quando falamos em aposentadoria, podemos estar falando de 20 a 30 anos adiante. Você não consegue se imaginar claramente naquela idade, que dirá planejar para ela. É a realidade dos seus pais, não a sua.

O mesmo é feito por pais em relação aos seus filhos. Quando a criança nasce, a última preocupação na cabeça dos pais é o custo da faculdade. Especialmente no caso do primeiro filho. Mas 17/18 anos passam bem depressa.

O problema é quando o futuro chega, segundo a Sra. Tugend:

…we’re still the same selves we were last week or last month. We don’t want to drink the icky liquid, and we don’t necessarily feel we can afford the time to do worthwhile, but time-consuming, deeds.

Então qual é a solução?

Comece por ser muito claro com as suas metas. Especifique todos os detalhes envolvidos que podem não se materializar imediatamente. Não finja que a faculdade do seu filho que acabou de começar o Ensino Fundamental é um futuro longínquo e inimaginável. Não é.

Você pode sentir como se ainda tivesse 30 anos, mas se está quase comemorando (ou escondendo) os 40, é hora de cair na real. Sua versão do futuro vai bater na sua porta mais rápido do que imaginas. Lembra de todas as bobagens que fizestes enquanto adolescente? Não se torne um sexagenário que gostaria de matar a sua própria versão de 30 e poucos anos por todas as bobagens que fizestes na vida adulta, como não ser claro em relação as suas metas financeiras.

Posso garantir que a sua versão do futuro será mais feliz se conseguires reconciliar o seu hoje com o seu amanhã.

2013.28 – 7 regras financeiras para considerar

setembro 29th, 2013
  1. Controle as coisas que você pode controlar. Você é capaz de controlar quanto ganha? Pode tentar, mas não sempre. Você é capaz de controlar o resultado dos seus investimentos? Nem sempre. Você pode controlar quanto poupa e quanto gasta? Sim e sim. Você tem uma chance muito maior de administrar sua poupança e seus gastos mais do que o resto de sua vida financeira. Foque nisso.
  2. Emergências acontecem. O carro vai quebrar, uma goteira aparecerá no telhado, ou outras milhares de coisas podem dar errado. E você precisa ter dinheiro quando acontecer.
  3. Se você não pedir por mais dinheiro, a resposta será sempre “Não”. Aqui vai uma informação chocante, as mulheres ainda ganham em média 30% a menos do que os homens segundo os dados do IBGE. A diferença tende a ser atribuída as mulheres serem menos assertivas na negociação de salários. “Se você não pedir, a respostas será sempre não”.
  4. Tenha alguma independência financeira. Só porque você se casou com alguém (ou ama alguém o suficiente para viver com ele) não significa que vocês dois são a mesma pessoa. Você precisa de algum dinheiro para si de forma que você possa tomar decisões financeiras pequenas  – como comer fora, comprar aquele vestido – sem pedir permissão.
  5. Mesmo dívida boa não é de graça. O custo real de uma dívida são as oportunidades perdidas. Quando você assume um novo pagamento mensal (mesmo que com uma taxa de juros baixa), você está fazendo um compromisso contra sua renda futura – as vezes por um longo período de tempo. O que você poderia estar fazendo com R$1000 por mês que está pagando pelo carro novo. Em 3 anos é R$36000. Comprometer-se com uma dívida impede as pessoas de aproveitar oportunidades. Gostaria de reduzir sua carga de trabalho? Infelizmente não dá por causa das prestações.
  6. Sua aposentadoria deve vir na frete na escola das crianças.  Sabe quando você está num avião e o comissário diz para colocar a sua máscara de oxigênio antes de ajudar uma criança em caso de despressurização? Poupar para as suas necessidades financeiras de longo prazo funciona da mesma forma. Há mais alternativas para financiar a faculdade das crianças do que há para a aposentadoria. Não sinta culpa por isso.
  7. Mantenha seus interesses associados ao seu dinheiro. Pense em como uma criança gasta dinheiro. Se é o dinheiro dos pais, não há hesitação em entregar o dinheiro ao caixa. Mas se o dinheiro foi “suado”, ele será mais hesitante, a compra terá que valer a pena. Use a mesma regra para si. Não compre no crédito se não pode pagar imediatamente. Poupe, e quando tiver todo o recurso, pergunte a si mesmo – novamente – o quanto você realmente deseja.

Pare de ser a pessoa que você pensa que deve ser… Torne-se aquela que você quer ser!

outubro 30th, 2012

Como sua vida tem andado? Tens mais momentos negativos do que positivos na balança? Tem dedicado mais tempo perseguindo coisas que a sociedade espera que você tenha ao invés daquilo que você realmente quer?

Supere isso. Deixe tudo para trás.

Eu sei que não é tão simples, obviamente. Mas para se mover na direção que você deseja, você precisa escapar o local em que se encontra nesse momento. Mais especificamente, você deve parar de ser a pessoa que você pensa que deve ser.

Talvez essa seja a pessoa que você foi aconselhado a ser, mas que nunca lhe pareceu perfeito. Nos fixamos no que nossos pais queriam, nossos companheiros querem, no que a sociedade quer. Nunca levando em consideração se essa é a pessoa que realmente queremos ser.

Não me levem a mal, não estou em depressão e também não pretendo fugir para Bali.

Mas a cada ano que passa, entrevisto uma nova leva de estudantes e recém formados para o processo de recrutamento e fico cada vez mais preocupada com a quantidade enorme de jovens que escolhe uma formação sem convicção e  não consegue explicar exatamente para onde vai. Nenhum vento ajuda quem não sabe para onde vai.

Me parece que estamos numa política de dar títulos para as pessoas, qualquer área serve. No momento em que começamos o ensino médio, todos os adultos em nossas vidas – pais, professores, orientadores – nos recomendam explorar todas as possibilidades para escolher a carreira que pretendemos seguir. E mesmo aqueles que não conseguem de fato escolher uma carreira, acabam seguindo a opção disponível seja em função das bolsas disponíveis atualmente ou por uma carreira genérica que se entende apresentam bons prospectos de crescimento.

Em outras palavras, todos seguimos o script para tentar ter uma vida melhor. Por favor não me entendam mal: não sou anti-faculdade. Acredito que quanto mais estudo maior a renda. Só sou contra fazer algo com o qual não nos identificamos, sou contra seguir algo cegamente.

Medo de ser diferente

Quantos estudantes provavelmente evitariam uma troca de curso se tivessem avaliado suas opções por mais tempo depois do ensino médio? Sei que nem todas as famílias tem a capacidade de enviar seus filhos para “viajar” entre o ensino médio e a faculdade. Mas talvez uma parada para fazer o cursinho no ano seguinte ao colégio ou para trabalhar um pouco ajudasse os jovens a escolher melhor o curso de graduação.

Quantas mulheres gostariam de ficar em casa e investir seu tempo no cuidado da família mas se sentem pressionadas a perseguir uma carreira? Ou vice-versa, quantas mulheres não tem nenhum interesse em ter filhos mas questionam as próprias decisões em função da cobrança da sociedade?

Quantos jovens escolhem a carreira em função do resultado de uma pesquisa de salários, ou pior, pela disponibilidade de vagas do Pro-uni. Trabalhamos a maior parte da vida, será que é pedir demais que as pessoas se identifiquem com o que fazem?

Como encontrar o seu caminho?

Como podemos deixar de andar em círculos ao redor da idéia do que deveríamos ser? Se preparar para essa mudança será diferente para cada pessoa, mas provavelmente vai incluir uma ou mais das seguintes opções:

  • Aconselhamento de carreira
  • Coaching
  • Identificar a sua visão de vida e futuro
  • Educação continuada
  • Avaliar o impacto financeiro com ou sem a ajuda de um consultor

Eu sei que soa piegas, mas se a sua vida não está funcionando, mude-a. 

É difícil lutar contra todo o nosso condicionamento de seguir um caminho. No fim das contas, você precisa decidir quanto da sua vida será definido pela expectativa das outras pessoas.

Mudança é crescimento

Nota: Não estou fazendo uma apologia ao egoísmo. Outras pessoas podem ser afetadas nesse processo, especialmente aquelas diretamente dependentes de você. Mas admitir que a situação atual não é o que você e que gostaria de explorar outrar outras possibilidades não é o mesmo que anunciar para a sua família que abandonou o emprego e comprou um barco.

Você pode até decidir adiar as mudanças maiores. Por exemplo, você pode decidir seguir um plano acelerado de investimentos que lhe permitirá se “aposentar” da sua atividade atual antes do esperado e nesse meio tempo preparar-se em paralelo para perseguir o seu sonho de conhecer o mundo ou abrir o próprio negócio.

O importante é que enquanto você atende as suas obrigações atuaisvocê já dê os passos necessários para realizar o seu sonho.Faça aulas de idioma, ou de gastronomia ou de administração. Identifique pessoas de sucesso que possam ser os seus mentores na nova profissão. Pesquisa as melhores práticas para colocar o seu plano em ação.

Mudança é difícil. A mudança pode até doer. Mas mudança é crescimento, e mudança é necessária.

Se prepare o melhor possível para a resistência inevitável. Mas mantenha essa idéia como referência: as noções das outras pessoas sobre quem você é te mantiveram onde você não quer estar. Apenas você pode decidir quanto da sua vida dedicar às expectativas dos outros.

Finanças pessoais para profissionais autônomos

outubro 21st, 2012

Esse semana tive um tema recorrente em diversas conversas com pessoas diferentes. O tema na verdade era se vale a pena ou não contribuir para o INSS quando você é um trabalhador autônomo. A conta que eu fiz era bem simples, ao invés de contribuir para o INSS colocamos o dinheiro na poupança:

  • Valor mensal – R$124,40 (contribuição sobre 1 salário mínimo)
  • Período – 420 meses (dos 25 aos 60 anos)
  • Rendimento – 0,5% ao mês (Sei que a regra do rendimento da poupança mudou mas poderíamos usar outras opções de investimento)
  • Fundo acumulado aos 60 anos: R$175.951,85
  • Renda mensal a 0,6%: R$1.055,71

Se você se aposentar pelo INSS aos 60 anos com essa contribuição a sua pensão seria uma salário mínimo, ou seja, R$622. Dá para ter uma idéia da discussão. Claro que não é tão simples assim, ao contribuir para o INSS você tem direito a outros benefícios como receber o auxílio-doença ou deixar uma pensão para um dependente menor de idade no caso de morte.

Se você não é um trabalhador assalariado, ninguém te oferece ou faz os recolhimentos necessários para a previdência social por você. Então é preciso que você mesmo tome as decisões e providências para garantir a sua aposentadoria.

Eu não sou profissional liberal, mas a regra do jogo não muda só por que você é o seu próprio patrão, você precisa gastar menos do que ganha. E como, em muitos casos, a renda é variável e pode até ser inconstante é preciso ter um orçamento enxuto e muito controlado e um fundo de reserva maior do que para os assalariados.

Além disso, você precisa cuidar do seu imposto de renda, do seu fundo de garantia assim como seguro saúde e previdência. Se você não tem nenhuma noção sobre finanças talvez seja prudente contratar um contador para ajudá-lo.

Vamos avaliar um aspecto de cada vez.

1. Controle de gastos

Se você atua como profissional autônomo em uma atividade remunerada por hora você tem condições de estimar a sua renda com base na sua ocupação. No entanto, é preciso ter cuidado para não basear a estimativa de renda no máximo possível quando na realidade você não está trabalhando em capacidade plena. Uma boa referência é usar a média do último ano.

Com essa referência de renda, você precisa estabelecer o seu orçamento. Sei que é óbvio mas vou dizer mesmo assim, é precisa ajustar o nosso estilo de vida a capacidade de renda pois não vamos conseguir esticar o dinheiro para cobrir o estilo de vida.

Um método simplista que eu usei por algum tempo é a fórmula do equilíbrio financeiro que aloca a renda na seguinte proporção: 20% para investimentos, 50% para necessidades e 30% para gastos não essenciais.

O que eu gostaria de chamar a atenção no caso do profissional autônomo é que devido a incerteza do fluxo de caixa é essencial que o orçamento seja o mais enxuto possível e que as despesas adicionais sejam pagas à vista sempre que possível. Como conselho eu replicaria o que ouvi num programa de finanças pessoais recentemente: até atingir um fundo de emergência (ver tópico 3) suficiente (pelo menos 8 meses de despesas) limite-se as despesas às essenciais (moradia, transporte e alimentação).

2. Imposto de renda

Como diz o ditado só duas coisas são certas: morte e impostos. Se você é um profissional autônomo e presta serviços para  pessoas físicas não está retendo imposto de renda na fonte quando recebe e precisará recolher o imposto quando da Declaração de Ajuste Anual no ano seguinte. O perigo aqui é esquecer que parte da nossa renda é do governo e precisa ser separada.

A tabela atual para o cálculo anual do imposto renda é a seguinte:

Base de cálculo anual em R$

Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$
Até 19.645,32

De 19.645,33 até 29.442,00

7,5

1.473,40
De 29.442,01 até 39.256,56

15,0

3.681,55
De 39.256,57 até 49.051,80

22,5

6.625,79
Acima de 49.051,80

27,5

9.078,38

Ou seja, se você vai ter uma base de cálculo em 2012 superior a R$19.645,32, você precisará pagar imposto de renda no ano que vem quando fizer a declaração. Lembre-se que base de cálculo não é a mesma coisa que a renda. A base de cálculo é o valor líquido entre a sua renda e as deduções (despesas médicas, contribuição previdênciária, entre outras). Uma forma simplificada de avaliar é usar o método simplificado que desconta 20% da base até um certo limite.

O ponto é que você precisa separar o valor estimado do imposto sempre que receber para não ter dificuldade de pagar lá na frente.

3. Fundo de Emergência (FGTS)

Os trabalhadores assalariados tem o benefício do FGTS que recebem no caso de demissão sem justa causa e também pode ser utilizado para aquisição da casa própria. O benefício é uma contribuição de 8% do salário feita pelo empregador que fica numa conta individual na Caixa Econômica Federal com uma remuneração menor que a poupança.

Os profissionais autônomos estão por conta própria. Se eles não puderem trabalhar por algum motivo não terão renda. A recomendação é manter um fundo de emergência mais robusto do que no caso dos assalariados. A recomendação mínima é sempre de 6 a 8 meses de despesas num investimento livre de risco e de liquidez imediata. No caso do autônomo, eu aumentaria esse valor para entre 8 e 12 meses.

4. Aposentadoria (Contribuições para o INSS)

Se você é um trabalhador assalariado, você já está contribuindo bem como o seu empregador para o INSS. Além disso, é cada vez mais comum as empresas oferecerem fundos de pensão para seus colaboradores.

Mas se você trabalha de forma autônoma precisará optar em contribuir para o INSS e decidir como você vai custear a sua aposentadoria porque ninguém consegue trabalhar para sempre.

Sobre o INSS, como eu comentei no início do artigo, existe uma matemática que indica que você estaria melhor guardando o dinheiro por conta própria mas é preciso efetivamente guardar o dinheiro. De qualquer forma segue um sumário das regras de aposentadoria do INSS segundo o guia da UOL:

O que é a Previdência Social?

A Previdência Social é um seguro que garante uma aposentadoria ao contribuinte quando ele pára de trabalhar.

Para ter direito a esse benefício, o trabalhador deve pagar uma contribuição mensal durante um determinado período ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O tempo de contribuição varia de acordo com o tipo de aposentadoria. O INSS administra o recebimento dessas mensalidades e paga os benefícios aos aposentados que contribuíram e que se aposentaram.

Esse salário substitui a renda do trabalhador que contribuiu quando ele pára de exercer sua função, seja por doença, idade avançada ou condições de trabalho prejudiciais à saúde (como locais com excesso de barulho ou poeira)

Como pagar a Previdência Social para se aposentar?

As empresas são responsáveis por descontar a contribuição dos funcionários contratados. No caso de autônomos e empregados domésticos, são os próprios interessados que devem fazer o pagamento, usando um carnê.

Os carnês ou Guias da Previdência Social (GPSs) para começar a pagar o INSS podem ser impressos no site daPrevidência ou comprados em papelarias e livrarias. O pagamento das mensalidades ao INSS pode ser feito em qualquer agência bancária ou casas lotéricas.

O pagamento das contribuições ao INSS pode ser feito por meio de bancos credenciados. As informações sobre quais são eles podem ser obtidas pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22 horas (exceto domingos e feriados nacionais).

Como começar a contribuir para a aposentadoria pelo INSS?

Para os trabalhadores com registro em carteira de trabalho, cabe às empresas fazer o pagamento das prestações do INSS.

Já outros contribuintes, que trabalham por conta própria ou são empregados domésticos podem fazer sua inscrição pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22 horas (exceto domingos e feriados nacionais), ou pelo site.

Os postos do INSS funcionam de segunda a sexta, mas os horários de atendimento variam de acordo com a cidade. Alguns abrem das 7h às 17h, outros das 8h às 18h e, também, há locais com horário reduzido, como, por exemplo, das 7h30 até 15h. Para localizar o endereço e em que período funciona o posto de atendimento de sua cidade, clique no link do site da Previdência.

Como saber se o patrão está pagando corretamente a previdência?

Para verificar se o patrão está pagando a Previdência Social em dia, o trabalhador precisa ir até uma agência do INSS com RG, CPF e o número do PIS (Programa de Integração Social) e solicitar o extrato de pagamento do INSS.

Quais são os tipos de previdência?

Aposentadoria especial
Aposentadoria por idade
Aposentadoria por invalidez
Aposentadoria por tempo de contribuição

Aposentadoria especial

Esse tipo de aposentadoria é dado àqueles que tenham trabalhado em condições prejudiciais à saúde, como excesso de barulho ou poeira ou manipulação de produtos tóxicos.

Para ter direito à aposentadoria especial, o trabalhador deverá comprovar, além do tempo de trabalho, efetiva exposição a essas condições prejudiciais pelo período exigido para a concessão do benefício (que varia entre 15, 20 ou 25 anos, dependendo do tipo de trabalho).

A comprovação de que o trabalhador tem direito a aposentadoria especial é feita em formulário do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), preenchido pela empresa com base em Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCA), expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.

Para isso, antes de dar entrada no pedido de aposentadoria, o trabalhador deve ir até o setor de Recursos Humanos da empresa ou até o sindicato de sua categoria para passar por um engenheiro ou médico do trabalho.

Aposentadoria por idade

A idade mínima para obter esse benefício é de 65 anos para homens e de 60 anos para mulheres. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos: aos 60 anos (homens) e aos 55 anos (mulheres). O tempo mínimo de contribuição para obter este tipo de aposentadoria é de 15 anos.

Aposentadoria por invalidez

Essa aposentadoria é concedida às pessoas que, por doença ou acidente, forem consideradas sem condições de trabalhar por um médico da Previdência Social. A consulta pode ser agendada pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados).

Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência Social, já tiver uma doença que daria o benefício.

As pessoas que recebem aposentadoria por invalidez têm que passar por um médico da Previdência a cada dois anos, senão o benefício é suspenso. O INSS informa a pessoa que uma nova perícia deve ser marcada por meio de carta.

Para ter direito a essa aposentadoria, o trabalhador tem que contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12 meses, no caso de doença. Se for acidente, esse prazo de carência não é exigido, mas é preciso estar inscrito na Previdência Social.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional (variando de acordo com o tempo e o valor da contribuição). Para ter direito à aposentadoria integral, os homens devem contribuir por pelo menos durante 35 anos, e as mulheres, por 30 anos.

Para ter direito a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que ter tempo de contribuição e idade mínima. Os homens podem requerer a partir dos 53 anos de idade e 30 anos de contribuição. As mulheres devem ter a idade mínima de 48 anos e 25 anos de contribuição.

Quem tem direito a aposentadoria?

Empregados: trabalhadores com carteira assinada, trabalhadores temporários (como bóias-frias), quem presta serviços a órgãos públicos, como ministros e secretários e pessoas nomeadas para exercerem funções de servidores públicos, mas sem serem concursadas, brasileiros que trabalham em empresas nacionais instaladas no exterior, multinacionais que funcionam no Brasil, organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e embaixadas e consulados instalados no país.

Empregados domésticos: trabalhadores que prestam serviços na casa de outra pessoa ou família, desde que essa atividade não tenha fins lucrativos para o empregador. São empregados domésticos: governanta, enfermeiro, jardineiro, motorista, caseiro, doméstica e outros.

Trabalhadores avulsos: trabalhadores que prestam serviços a empresas, mas são contratados por sindicatos. Nessa categoria estão os trabalhadores de portos: estivador, carregador, amarrador de embarcações, quem faz limpeza e conservação de embarcações e vigia. Na indústria de extração de sal e no ensacamento de cacau e café, também há trabalhadores avulsos.

Contribuintes individuais: nessa categoria, estão as pessoas que trabalham por conta própria e os trabalhadores que prestam serviços a empresas, sem vínculo empregatício. São considerados contribuintes individuais, entre outros, os sacerdotes, os diretores que recebem remuneração decorrente de atividade em empresa urbana ou rural, os síndicos remunerados, os motoristas de táxi, os vendedores ambulantes, as diaristas, os pintores, os eletricistas, os associados de cooperativas de trabalho e outros.

Segurados especiais: são os trabalhadores rurais, pescadores e índios que produzam em regime de economia familiar, sem utilização de mão-de-obra assalariada. Estão incluídos nessa categoria maridos e mulheres, companheiros e filhos maiores de 16 anos que trabalham com a família em atividade rural.

Segurados facultativos: nessa categoria, estão todas as pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria, mas decidem contribuir para a Previdência Social. Por exemplo: donas-de-casa, estudantes, síndicos de condomínio não-remunerados, desempregados e estudantes bolsistas.

Contribuição

Os valores de contribuição variam conforme os salários e o tipo de trabalhador.

Para os trabalhadores com carteira assinada, os valores de contribuição variam conforme os salários, sendo que a aliquota é maior quanto mais elevado for o recebimento mensal.

Sempre que há mudança no salário mínimo, ocorre modificação na tabela. Os valores de salário e suas respectivas alíquotas podem ser encontradas no site da Previdência.

Os trabalhadores autônomos que prestam serviço para outras pessoas ou os que fazem contribuição facultativa têm duas opções. Na primeira, podem contribuir com 11% referente a um salário mínimo (salário de contribuição). Nesse caso, receberão um salário mínimo quando se aposentarem. Além disso, a pessoa não poderá aposentar por tempo de contribuição, só por idade.

A outra opção dos autônomos ou contribuintes facultativos é pagar 20% do salário que recebem (salário de contribuição). Nesse caso para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para quem se inscreveu na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições.

Quando o trabalhador autônomo presta serviços a uma empresa (pessoa jurídica), é papel dela recolher sua contribuição. Nesse caso, serão descontados 11% do salário do trabalhador. A empresa tem a responsabilidade de pagar mais 20%, totalizando 31%. Da mesma forma, para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para os inscritos na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício é a média das 80 maiores contribuições.

Os produtores rurais que comercializam sua produção com outras pessoas devem contribuir com 2,7% referente ao valor de sua renda (salário de contribuição). Quando sua renda for menor que o salário mínimo, este trabalhador deverá contribuir com 2,7% referente a um salário mínimo.

Quando esses trabalhadores comercializam sua produção com empresas, cabe a estas pagar sua contribuição ao INSS. Nesse caso, as empresas descontam 2,3% do que pagam e completam os outros 0,4%. Mais uma vez, essa contribuição será feita referente a pelo menos um salário mínimo.

O cálculo do benefício dos trabalhadores rurais é feito da mesma maneira que se calcula para os autônomos. Para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para os inscritos na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício é a média das 80 maiores contribuições.

Como pedir aposentadoria?

Para dar entrada no benefício, nos quatro casos (aposentadoria especial, por idade, por invalidez ou por tempo de contribuição), o trabalhador deve ir até uma agência do INSS.

Os documentos variam de acordo com o tipo de aposentadoria. Veja aqui quais são eles.

O segurado pode agendar sua ida a uma agência pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados).
Também é possível fazer isso pelo site da Previdência.

Simulação da aposentadoria

No site da Previdência, é possível fazer uma simulação de quanto será o benefício por tempo de contribuição ou por idade.

Pelo tempo de contribuição, podem fazer a simulação os homens que tenham contribuído por pelo menos durante 35 anos, e as mulheres, por 30 anos.

Também é possível calcular a aposentadoria proporcional por tempo de contribuição. Nessa situação, podem fazer a simulação homens com 53 anos de idade e 30 anos de contribuição. As mulheres devem ter a idade mínima de 48 anos e 25 anos de contribuição.

Para aposentadoria por idade, é possível fazer o cálculo de homens com a idade mínima de 65 anos e mulheres com 60. Nesta situação, o mínimo de tempo de contribuição é 15 anos.

O sistema faz o cálculo considerando contribuições feitas a partir de julho de 1994 até o ano atual.

Sites e telefones úteis

A Central de Atendimento da Previdência Social funciona pelo número 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados). O atendimento pelo telefone apresenta um problema: como a demanda pelo serviço é muito grande, o número pode dar sinal de ocupado.

Para acessar o site geral da Previdência, clique aqui

Também é possível localizar as agências da Previdência Social espalhadas pelo país.

 

Moral da história: A pessoa mais interessada nas suas finanças é você mesmo. Tome o controle da sua vida e pense no seu futuro.

Como mudar hábitos de consumo

setembro 30th, 2012

Quando você chega ao caixa, o que te passa pela cabeça?

As datas de vencimento dos cartões de crédito para decidir como é melhor pagar a compra? Você mentalmente calcula o custo financeiro para decidir em quantas parcelas pagar ou negociar um desconto? Você avalia se realmente precisa do produto que está comprando, considerando o seu custo versus a oportunidade de usar esse dinheiro em outra coisa?

Ou você simplesmente paga e vai embora?

A maioria das escolhas que fazemos todos os dias podem parecer fruto de processo bem estruturado de decisão, mas na verdade não o são. São hábitos que adquirimos ao longo do tempo. E ainda que cada hábito individualmente pareça inconsequente, com o passar do tempo eles determinam como gastamos nosso dinheiro – assim como escolhemos a teleentrega, qual a frequencia com que nos exercitamos, e a maneira como organizamos a nossa rotina de trabalho – e tem um impacto enonrme em nossa saúde, produtividade, segurança financeira, e felicidade.

Uma pesquisa publicada por um pesquisador da  Duke University em 2006 indicou que 45% das ações que as pessoas executam todos os dias não são de fato decisões, mas sim hábitos. Grandes empresas já usam esse conceito para influenciar a produtividade de seus funcionários, e – sem que os consumidores percebam – o modo como as pessoas gastam o seu dinheiro.

O avanço dos estudos sobre neurologia nos permitem entender como um hábito é formado e mudá-lo quando necessário.

REGRA 1: Você precisa identificar seus hábitos
A dificuldade com hábitos é que eles quase sempre parecem inconscientes. Isso é porque o hábito se define numa região quase inconsciente do nosso cérebro: nos gânglios da base que atuam no controle motor em associação ao sistema corticoespinal no controle dos padrões complexos da atividade motora, por exemplo, escrever as letras do alfabeto.

Os estudos da última década indicam que existe um padrão basico intrínseco a cada hábito, uma espécie de ciclo neurológico que tem três partes: um gatilho (cue), uma rotina (routine) e uma recompensa (reward).

 

Para descobrir como você gasta, você precisa identificar seus hábitos de consumo – os gatilhos, rotinas e recompensas – que determinam como você administra o seu dinheiro.

Por exemplo, digamos que você tem o mau hábito, assim como eu de parar no caminho do escritório para comprar o café – por café no meu caso entenda-se um sanduíche farroupilha e uma coca cola. Esse hábito além de dificultar o controle do meu peso não parece um uso muito inteligente dos recursos já que a coca-cola na cafeteria custa 3 vezes mais que no supermercado.

Como você diagnostica e muda o seu comportamento? Identificando o ciclo do hábito. O primeiro passo é identificar a rotina que é a parte óbvia do ciclo: o comportamento que você quer mudar.

Minha rotina é que eu saio de casa toda manhã e passo na revistaria para comprar meu café que consumo no escritório.

Em relação ao dinheiro, algo parecido acontece quando uma pessoa entra numa loja, sente fome e passa pelo restaurante, ou recebe o salário e decide automaticamente quanto economizar para o futuro e quanto gastar na próxima semana. A rotina toma o controle — e as pessoas agem, quase sem pensar, de maneiras que podem engordar ou esvaziar suas contas bancárias.

Para assumir o controle desses hábitos, você precisa identificá-los E para isso, você precisa procurar por padrões no seu consumo. Pegue o extrato do seu cartão de crédito e se pergunte:

  • Quando você gasta? É mais comum durante a semana ou nos finais de semana? Manhãs ou tardes?
  • Você faz poucas compras de grande valor ou um monte de compras de pequeno valor?
  • Você gasta mais quando está com os amigos ou sozinho?

Não vai demorar muito para você encontrar alguns padrões básicos — e esses padrões indicarão as rotinas que determinam sua vida financeira.

A seguir, algumas perguntas menos óbvias: Qual o gatilho para essa rotina? É o tédio? Necessidades genuínas como alimentação e moradia? Você gasta para socializar ou para entreter-se sozinho? Você deseja as coisas que compra, ou a experiência de compra em si?

Para identificar os hábitos, você precisará de um pouco de experimentação.

REGRA 2: Procure pelas recompensas
Recompensas são poderosas porque elas satisfazem nossos desejos. Mas nem sempre temos consciência dos desejos que determinam nossos comportamentos.

Para identificar quais desejos estão provocando certos hábitos, é útil experimentar com diferentes recompensas. Se você, como eu, estiver tentando mudar o hábito da coca cola no café da manhã, eu sugiro que no primeiro dia do experimento, você tome um bom café da manhã antes de sair de casa, você precisa ajustar a sua rotina para que receba uma recompensa diferente. No dia seguinte, tente levar uma fruta para o escritório.

Deu para entender a idéia? O que você faz em troca do hábito anterior não é o que é importante. O importante é testar diferentes hipóteses para determinar qual o desejo que está determinando sua rotina. É uma necessidade de nutrição em si? Ou é para substituir a cafeína já que não tomo café de fato?

Consumo é da mesma forma: quando você normalmente gasta, tente fazer outra coisa.

Ao experimentar com diferentes recompensas, você pode isolar os gatilhos, o que é essencial para modificar um hábito.

REGRA 3: Isole os gatilhos
Experimentos demonstram que quase todos os gatilhos ficam em uma das 5 categorias:

  • Localização
  • Horário
  • Estado Emocional
  • Outras pessoas
  • Ação imediatamente anterior

Então, se você estiver tentando identificar um gatilho para a coca cola pela manhã, avalie as categorias acima:

  • Onde você está? (a caminho do escritório)
  • Que horas são? (Por volta de 8 da manhã)
  • Qual seu estado emocional? (sonolenta e faminta)
  • Quem está a sua volta? (ninguém)
  • Qual a ação imediatamente anterior? (me arrumar para sair)

Me parece que o gatilho do meu hábito é combater a sonolência já que não inclui na minha rotina matinal tempo para um café da manhã adequado antes de sair de casa.

De forma similar, quando você gasta (ou poupa), avalie as 5 categorias. Qual o gatilho desse fluxo de dinheiro?

REGRA 4: Tenha um plano
Uma vez que você identificou o ciclo do hábito – você já sabe a recompensa que determina o seu comportamento, o gatilho e a rotina em si – você pode começar a alterar esse comportamento. Você pude mudar para uma rotina melhor planejando o gatilho e escolhendo um comportamento alternativo que te traga a recompensa que precisas. O que você precisa é de um plano.

Um hábito é uma fórmula que nosso cérebro segue automaticamente:

Quando eu vejo o Gatilho, sigo a Rotina para obter a Recompensa.

Então, esse é o meu plano:

Antes de sair de casa farei uma refeição.

Óbvio que não espero que funcione imediatamente, então para a primeira semana eu comprei um fardo de garrafinha de coca cola para levar para o escritório. Vamos ver quanto tempo eu levo para mudar o meu hábito.

Mudar alguns hábitos pode ser bem mais difícil. Mas esse conceito é um começo. Algumas vezes as mudanças levam muito tempo. Algumas vezes você precisará experimentar e falhar várias vezes. Mas uma vez que você entenda como um hábito opera – uma vez que você entenda o gatilho, a rotina e a recompensa – você tem o poder de mudá-lo. E em relação ao consumo e a poupança funciona da mesma forma: uma vez que você identifique os gatilhos que causam consumo desnecessário, e a recompensa que se procura, o comportamento pode ser mudado.

Tarefa 23: Encontre um grupo de apoio

julho 22nd, 2012

Encontre um parceiro ou grupo de apoio em finanças.

Qual a coisa mais difícil em qualquer regime? Seja de alimentação, de exercícios ou mesmo de finanças? Mantê-lo! Prestação de contas é importante. Se você não tem um parceiro com quem você já divide as suas finanças, encontre um amigo para mantê-lo na linha. Está seguindo o orçamento? Você deveria colocar aquele dinheiro inesperado numa aplicação ou gastá-lo? Encontre um grupo de apoio ou um parceiro, será mais difícil sair da linha depois de todo o progresso que estamos fazendo com as tarefas.

Tarefa 20: Pesquise preços

julho 6th, 2012

Procure sempre o melhor negócio.

Não há nada errado em ser vigilante e frugal. Se prestar atenção as oportunidades e usá-las a seu favor, você fará um bom negócio no que quer que estejas procurando.

  • Assine  os programas de compra coletiva tipo Peixe Urbano ou Groupon.
  • Desde que sejam gratuitos, afilie-se a programas de milhagem pelos cartões de crédito, ou diretamente com as companhias.
  • Nas lojas que você frequenta, assine o mailing list para ficar sabendo das promoções em primeira mão. Minha marca favorita de calçados está em liquidação de inverno, até 50% de desconto.
  • Pesquise preços e negocie descontos. Pechinche.

Isso pode soar um pouco contraprodutivo e consumista para quem está tentando controlar os hábitos de consumo. O ponto é que não estou fazendo uma apologia às compras mas sim listando algumas alternativas para encontrar preços melhores. Ainda assim, é bom lembrar o mantra de consumo:

  1. Comprar somente coisas que eu realmente quero e preciso;
  2. Comprar coisas que eu uso;
  3. Comprar coisas de qualidade;
  4. Comprar coisas com desconto;
  5. Comprar coisas que eu posso pagar!

Se você não tomar cuidado, as tentações podem ser avassaladores e te levar na direção errada.