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2014.18 – Alicerces de uma vida financeira feliz

julho 8th, 2014

Desde que comecei a escrever aqui no blog, com o objetivo de mudar a minha vida financeira e, quem sabe,  ajudar as pessoas a se educarem a respeito de finanças pessoais, tenho identificado padrões de comportamento que favorecem a “felicidade” nessa área. Por felicidade não quero dizer riqueza, mas sim equilíbrio.

Como resultado dessa jornada identifiquei alguns hábitos que favorecem os bons resultados:

Mãos a obra!

Se você não tem uma herança te esperando, não há saída: terá que trabalhar muito para realmente conseguir dinheiro, seja como empregado de alguém ou empreendendo em seu próprio nome.

Acredito muito no esforço e especialização. Funcionou muito bem para mim até agora. Segundo Malcolm Gladwell, em Outliers, você precisa de 10 mil horas de experiência em alguma atividade para ficar muito bom nela e ter melhores chances de sucesso.

Controle cada real gasto

É preciso se conhecer, e em finanças pessoais, isso significa entender seu perfil de consumo. Para isso, o controle financeiro é essencial. Faça o que funcionar para você: uma planilha eletrônica, um caderninho ou um app para o celular. Mas controle o seu dinheiro. Essas ferramentas vão te auxiliar a fazer as mudanças necessárias e tomar melhores decisões.

Reduza grandes gastos e elimine supérfluos que não te façam feliz

Faça uma auditoria nas suas contas mensais e fique atento a qualquer sinal de alerta. Se você identificar despesas desnecessárias e excesso de itens supérfluos, trate de eliminá-los do seu orçamento. Realize esse processo periodicamente, a fim de manter sua vida financeira na mais perfeita ordem. Funciona ter um parceiro nesse processo, para ajudar a avaliar o destino que você está dando ao seu dinheiro.

Foque nas experiências e não nas “coisas”.

Atenção para itens como aluguel, financiamento imobiliário, financiamento de veículo, empregada, TV a cabo. Comprometer-se a longo prazo com valores muitos altos pode ser altamente tóxico para seu orçamento.

Coloque o seu dinheiro para trabalhar para você

Não é suficiente só poupar, é preciso procurar as melhores oportunidades de investimento! Essa é uma regra básica para quem deseja conquistar a tranquilidade, independência e crescimento financeiro. Nesse sentido, comece criando um fundo de reserva para emergências no valor de 3 a 6 meses de despesas, de preferência uma poupança, onde o dinheiro se multiplique sob o efeito dos juros compostos livre de risco.

Com sua reserva pronta, você pode começar a procurar outras aplicações mais rentáveis para seu dinheiro. Nesse momento, é recomendado diversificar a carteira de investimentos, aumentando assim o seu patrimônio a médio e longo prazo.

Eduque-se

Quanto mais você souber sobre finanças, mais domínio você terá sobre o assunto e mais diferença isso fará em sua vida financeira. Lembre-se que o conhecimento na área te fará tomar melhores decisões e servirá de base para fazer as escolhas certas.

Nesse caso, é indispensável ter uma disciplina diária ou semanal com foco na aprendizagem. Justamente por isso, você deve ler livros do segmento, conferir artigos em blogs relevantes como esse e conversar com especialistas da área. Essas atitudes simples fazem toda diferença para seu bem-estar financeiro!

Monitore o seu resultado

Nenhum vento ajuda quem não sabe para onde está indo! Não tem como saber como anda a sua vida financeira, se o seu progresso não for acompanhado. Sendo assim, crie o hábito de estabelecer metas de orçamento, listando tudo o que você tem a receber e tudo que você tem a pagar, e acompanhe como está versus suas metas durante o mês.

Crie o seu orçamento e fique atento aos desvios.

2014.16 – 5 conceitos básicos para construir um futuro financeiro sólido

julho 4th, 2014

A mais dura verdade sobre administrar nosso dinheiro nos dias de hoje é que estamos basicamente sozinhos.

Poucos empregadores querem manter seus empregados por 40 anos, então é provável que a renda tenha altos e baixos e mesmo desapareça em períodos entre um emprego e outro. Poupar para a aposentadoria é também basicamente nossa responsabilidade, a menos é claro que você acredite que vai sobreviver com a aposentadoria do INSS quando chegar a hora. E, nesse caso,  pode esperar pelo Papai Noel e pelo coelhinho da Páscoa também. Assistência médica para quem não tem uma cobertura através do seu empregador que possa ser mantida na aposentadoria, requerá quantias cada vez maiores de dinheiro. E a lista continua.

Em paralelo, todo tipo de indivíduos e instituições estão percebendo a oportunidade e entrando na fila para oferecer uma ampla variedade de cartões de crédito, produtos financeiros, e consultorias de várias tipos. Uma parte disso é positivo pois traz competição ao mercado e reduz custos. Mas em outros casos, o resultado é basicamente mais confusão para o pobre vivente.

Outro fator complicador é o mercado imobiliário que vem apresentando há alguns anos uma valorização acelerada dos imóveis, sempre a sombra de uma possível bolha imobiliária. Comprar ou não comprar a casa própria, eis a questão? E o custo de vida?  A inflação oficial no mês de junho se considerarmos o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) acumulado nos últimos 12 meses foi de 5,07% e a meta para o ano de 2014 é de 6,5%.

Dado esse quadro, é muito difícil evitar aquele medo primitivo de que estou tomando decisões incorretas, ou de que não estou encontrando as melhores alternativas. Sei que não há garantia de que as opções disponíveis sejam atrativas ou adequadas para todos, mas aqui estão 5 conceitos que podem ajudar a trilhar o caminho.

  1. Não complique os investimentos. Em outras palavras não invista no que não compreende. Se quiser investir em renda variável mas não entende como escolher uma ação, procure um fundo atrelado a um índice como Ibovespa por exemplo. Em termos gerais, invista no que compreende, de forma constante e o máximo que puder. Busque ajuda, eduque-se.
  2. Procure ajuda especializada. Em algumas situações pode valer a pena ouvir um especialista. Só cuidado com o gerente do banco e o corretor já que o interesse desses profissionais é maximizar o resultado da instituição e não o seu. Uma corretora ganha por volume de transações independente da valorização ou não da carteira do cliente, na maioria das vezes, o interesse está em girar o máximo possível.
  3. Converse com os seus pares. Amigos e colegas de trabalho talvez te ofereçam insights valiosos para finanças pessoais ou mesmo referências para encontrar os especialistas certos para você.
  4. Automatize tudo que for possível. Toda vez que esquecemos de pagar o condomínio na data certa, pagamos multa e juros.  Aplicações programadas também facilitam a vida e reduzem a chance de ficarmos adiando o investimento. Claro que é necessário tomar um certo cuidado com as contas revisando os extratos para evitar pagamentos indevidos. Contas de telefone, cartões de crédito e TV a cabo merecem especial atenção.
  5. Enfrente as conversas difíceis. Qual a situação dos seus pais? Tem seguro saúde? Pensão ou aposentadoria garantidos? Estamos vivendo cada vez mais, e existe uma segurança razoável de que precisaremos apoiar e até sustentar financeiramente nossos pais no final da vida. Você está preparado para isso? Você pelo menos entende qual a situação financeira dos seus pais? O mesmo vale para os filhos se for a sua realidade. Os filhos têm saído de casa cada vez mais tarde e isso tem um impacto nas condições financeiras das famílias. Como os seus filhos se relacionam com o dinheiro? Os pais são o modelo que as crianças usam para desenvolver seu caráter e formar seus hábitos.

 

2014.14 – O desafio do investimento: É hora de levar a sério

abril 21st, 2014

“Motivação é o que faz você começar. Hábito é o que mantém você no caminho.” – Jim Ryun, medalista olímpico

Nos primeiros meses desse ano, me concentrei em reduzir os gastos e gerar um excedente maior para investimentos. A motivação inicial foi aumentar as minhas reservas financeiras. As  ações nesses meses tiveram muito mais a ver com repensar meus hábitos de consumo do que com o destino dos recursos em si. Alguns estudos indicam que apenas metade das pessoas que estabelece uma meta de longo prazo continua comprometida após 90 dias. No final de abril, eu completo o meu desafio de 90 dias. Se continuar um pouco mais, talvez isso se torne um hábito.

Dica para formar um hábito

No que diz respeito a hábitos financeiros, a dica mais prática é tornar os seus investimentos automáticos através das aplicações programadas disponíveis nos Bancos.

Mais uma coisa – Ou talvez duas ou três

Apesar da aplicação programada ser uma boa forma de transformar o investimento em um hábito, talvez não funcione para todo mundo. Aqui vão algumas dicas para ajudar com as suas metas esse ano:

Escreva.  Os especialistas dizem que é muito mais fácil atingir uma meta clara e específica. É difícil ser mais específico que determinar um valor para aposentadoria. Dê a sua meta mais poder ao escrevê-la.  E a mantenha a vista para os momentos em que duvidar sua decisão.

Cria metas intermediárias que sirvam de guias para o seu caminho. A aposentadoria pode ser uma noção muito distante no seu momento de vida.  Divida essa meta em metas menores que vão te ajudar a atingir o objetivo final. Por exemplo: comece com um fundo de emergência, depois a entrada da casa própria, e a swim por diante.

Seja responsável e preste contas. Encontre uma pessoa que você confie para ajudá-lo a encontrar o caminho de volta nos momentos de fraqueza. Essa pessoa pode ser seu cônjuge, um amigo, ou um orientador profissional. É importante que a pessoa entenda as suas metas e a importância destas metas para você.

 

2014.12 – Não viva no passado

março 19th, 2014

Se você está endividado, aqui vai uma boa notícia: toda a dívida acumulada, foi acumulada no passado.

Mesmo que você tenha gasto $1000 em sapatos com o cartão de crédito essa manhã, esse erro ficou no passado. Tudo que você tem agora é o seu presente e o seu futuro.

Se você está cansado das dívidas, não há melhor oportunidade do que agora mesmo para se comprometer em sair do endividamento. Pense nisso: se você decidir hoje que está na hora de dar um basta nas dívidas, é possível que esteja livre delas no próximo ano!

O que mudaria na sua vida se assumir esse compromisso?

Se você quer ser bem sucedido com o seu dinheiro, você pode aprender com o passado, mas não pode viver sem ele. Ficar se recriminando por decisões tolas do passado só vai tornar as coisas mais difíceis.

Quando você escolhe eliminar as dívidas, você escolhe um novo futuro. Você admite o problema – seja ele cartões de crédito, gastos em excesso, poupança insuficiente, etc. – e esse é um grande indicador de que você está pronto para mudança.

Deixe todos esses erros do passado guiá-lo e ensiná-lo como tomar melhores decisões no futuro. Seja honesto sobre esses erros com os seus familiares – conte sobre aquele carro acima das tuas possibilidades ou sobre a vigésima quinta bolsa, e admita que foi um erro. Se tem filhos, esse processo vai garantir que eles sigam um caminho diferente. Mude o seu futuro. Mais importante ainda, mude o futuro dos seus filhos.

A moral da história aqui é que você não deve fugir do seu passado, mas também não pode ficar preso a ele.

Talvez você fosse uma daquelas pessoas que repetem o mesmo erro com dinheiro várias vezes. Mas você não é mais essa pessoa. É hora de murdar. Agora vá e faça acontecer!

2014.05 – Dica para a felicidade: Abandone as metas de médio e longo prazo de vez em quando

janeiro 30th, 2014

Todos ouvimos como é importante estabelecer e monitorar metas.

Somos incentivados a registrar as metas, colá-las no espelho e revisá-las diariamente. Algumas pessoas se referem a essas listas como  “bucket lists.” Mas depois de estabelecermos todas essas metas, muitas vezes enfrentamos a dura realidade: não teremos dinheiro suficiente para realizar todas as metas.

Nem hoje. Nem nunca.

Pode ser muito doloroso descobrir que você passou anos esperando para fazer certas coisas mas acabou limitado pela falta de dinheiro.  Podemos definir esse sentimento de desapontamento como a distância entre nossas expectativas e a realidade.

Para alguns, esse desapontamento vem quando descobrimos que a aposentadoria planejada não será mais uma opção. Anos de trabalho e poupança simplesmente não deram o resultado esperado. Então não é surpresa que depois de uma década ou mais esperando um certo resultado, até mesmo adiando a vida em prol desse resultado, ficaríamos muito desapontados quando o resultado não se materializa.

Há algum tempo atrás eu estabeleci 40 metas para perseguir até completar 40 anos de idade. Ainda não cheguei lá, mas já me é evidente que não será possível cumprir todas as metas estabelecidas com o dinheiro e o tempo que me restam. Claro que sei que levo uma vida muito acima da média. A minha vida é muito boa, não importa como eu a medir. Mas não consigo deixar de me frustar com as metas não atingidas.

A questão é o que fazer a respeito? Como evitar o descontentamento e ao mesmo tempo manter-se no caminho certo?

Aqui vai uma sugestão radical, mudar o processo de estabelecer metas baseadas num resultado único no futuro e focar no processo de viver a vida que queremos a cada dia que nos levará a vida queremos no futuro. Podemos começar por:

1. Abandonar as expectativas.

Para o caso da vida não te mostrado isso ainda, o mundo não te deve nada. Metas são ótimas, e podem nos ajudar a focar nossos esforços em direção a ser melhores ou fazer algo melhor. Mas você precisa manter as metas como metas e não como expectativas.

2. Abandonar os resultados.

Focar no processo é um modo bem melhor de estabelecer metas. Por exemplo, minha meta é tomar as melhores decisões financeiras possíveis para garantir a minha independência financeira na aposentadoria.

3. Abandonar as preocupações.

Eu sei que é bem difícil para de se preocupar com dinheiro. Afinal, tem tantas coisas na vida que dependem do dinheiro. E se eu não puder pagar a dívida da casa? E se eu perder o emprego? É um hábito difícil de largar, mas sinceramente, essa preocupação não nos traz nada de bom.

4. Abandonar as comparações.

Somos competitivos. Parece que avaliamos nossa posição na vida em relação a posição das outras pessoas. É como se todos estivéssemos numa corrida invisível uns contra os outros. Mas na verdade, estamos todos a procura de felicidade e até onde eu entendo a felicidade de um não exclui necessariamente a do outro.

5. Abandonar o acompanhamento sem intenção.

Sou a favor de monitorar as suas finanças, mas mais do que produzir uma planilha detalhada com o destino de cada centavo precisamos é usar as informações para tomar melhores decisões. Depois de tantos anos monitorando as minhas finanças, me pergunto que bem me fez saber exatamente quanto eu gasto em cada categoria. A questão é entender os nosso padrões de comportamento e ver como podemos melhorá-los.

Metas pode ser ótimas. Só precisamos fazer um trabalho melhor para que as metas não se tornem expectativas que nos causem descontentamento no futuro.

2014.04 – Para sair das dívidas, pode valer a pena pensar pequeno

janeiro 23rd, 2014

Ponto para  Dave Ramsey, aparentemente.

Sr. Ramsey, o algumas vezes controverso guru de finanças pessoais, é conhecido por, entre outras coisas, aconselhar os endividados a atacar as dívidas de menor saldo primeiro — independentemente da taxa de juros sobre a dívida — de forma a acabar as dívidas no que ele chama de efeito de bola de neve.

Recentemente, pesquisadores do Kellogg School of Management da Northwestern University processaram dados de uma empresa de cobranças de grande porte e encontraram evidências de que essa “intuição tem base na realidade”.

Pessoas com altas somas de dívida, os pesquisadores descobriram, tem mais probabilidade de serem bem sucedidas liquidando sua dívida se eles atacam os saldos menores primeiro — ainda que essa abordagem acabe incorrendo em custo adicional em juros no longo prazo. Isso é porque, eles dizem,  “maintaining motivation to eliminate debts over a long time horizon might necessitate small wins along the way.”

Em outras palavras, faz bem liquidar uma dívida, e ajuda a perseverar até terminar o processo.

Não é apenas o progresso em números, mas a idéia de estar riscando dívidas da lista que mantel a motivação para continuar no processo de atacar o endividamento. A psicologia importa tanto quanto a matemática.

Os resultados dessa pesquisa estão na edição de Agosto do Journal of Marketing Research.

Os pesquisadores testaram a hipótese de se o encerramento de dívidas individuais afetam a probabilidade do consumidor em eliminar a totalidade do seu endividamento, independente do valor absoluto das dívidas encerradas. Para fazer isso, eles examinaram quase 6.000 indivíduos num programa de cobrança que é desenhado para que os endividados que não podem manter os pagamentos mínimos das suas dívidas. No programa, os participantes são requeridos a fazer um único pagamento ao mês para uma conta de poupança. A firma de cobrança negocia com os credores da dívida para reduzir os saldos e o dinheiro poupado é usado para pagar as dívidas renegociadas. Normalmente leva diversos anos para liquidar o endividamento.

A análise concluiu que o número de dívidas pagas em relação ao número total de dívidas parece ser um melhor indicador de sucesso na liquidação da totalidade da dívida do que o valor pago em relação ao valor total da dívida mesmo que esse último critério seja relativamente mais objetivo como medida de progresso.

Em outras palavras, se existissem dois sujeitos endividados com saldos idênticos de dívida e número de contratos – digamos R$10.000 no total, em 1 dívida de R$6.000, 1 de R$2.000 e 2 de R$1.000 — aquele que, em determinado momento, tiver encerrado mais contratos (2 contratos de R$1.000 ao invés de 1 de R$2.000) teria maior probabilidade de eliminar sua dívida total, ainda que tivessem pago o mesmo valor até aquele momento.

Os resultados da pesquisa podem ter relevância quando aplicados a outras metas, mesmo se essas não forem tão difíceis como eliminar o endividamento. É provavelmente mais fácil liquidar uma lista de tarefas se começar com a mais fácil primeiro ao invés da mais difícil.

Os pesquisadores dizem que não estão necessariamente recomendando essa abordagem para a redução do endividamento. Mas parece fazer sentido informar aos consumidores tanto da abordagem racionalmente ótima de eliminar os débitos com as mais altas taxas de juros primeiro, assim como os benefícios psicológicos de eliminar contratos para que estes tomem uma decisão adequada a sua necessidade.

2014.02 – Porque vale a pena se esforçar para ser mais sustentável

janeiro 8th, 2014

O inventor Saul Griffith deu a seu filho recém nascido um Rolex e uma caneta Montblanc. Presentes estranhos, não? Mas para o Sr. Griffith, ele estava comprando o único relógio e a única caneta que seu filho precisaria na vida.

Durante os últimos anos, Saul tem argumentado que precisamos desenvolver coisas feitas para durar mais, o que ele chama de  heirloom design numa entrevista para Good:

An object with ‘heirloom design’ is something that will not only last through your lifetime and into the next generation, but that you also desire to keep that long because it’s beautiful, functional, and timeless.

Me fez pensar que talvez seja possível economizar dinheiro comprando um item de alta qualidade quando planejamos mantê-lo. Pode parecer um conceito revolucionário, mas me parece que podemos aplicá-lo a quase todas as compras.

E se ao invés de comprarmos coisas com prazos de validade para trocá-las, comprássemos coisas que durem? E se comprarmos com propósito, escolhendo items com design atemporal? E em linha com a idéia de gastar um pouco mais, aderirmos a idéia de comprar menos coisas mas com alta qualidade?

Obviamente, nem todas as decisões de consumo se enquadram nessa categoria. Mas duas perguntas podem separa o que faz sentido do que não faz:

  1. Eu espero que isso dure por toda a minha vida? Ou espero deixar de herança para filhos ou netos?
  2. Se calcularmos o custo por uso da compra, o resultado será um benefício considerando que utilizarei o item por mais tempo?

Custo por uso = Total pago dividido pelo número de vezes (ou período de tempo) que se espera utilizar o bem.

Muito do que compramos não esperamos deixar como herança. Mas isso não quer dizer que não deveríamos comprar coisas para durarem mais. É até uma questão de sustentabilidade.

Dependendo do seu momento de vida, você pode sentir que esse estilo de vida não é uma opção. E eu concordo que somos atacados o tempo todo pela noção de que tudo é passageiro, novos modelos de carro, novas tendências na moda, etc. Nesse cenário, pode ser tentador sempre comprar o mais barato e torcer pelo melhor resultado.  Historicamente eu e meu marido temos trocado de carro no máximo a cada 2 anos. Na nossa última compra (no inicio de 2013), discutimos a idéia de comprar um carro vintage como meu marido fala.  O conceito seria comprar um carro zero mas com um design atemporal e alta qualidade que possa nos acompanhar por muito tempo. Ainda não o implementamos, mas já escolhemos um automóvel que pretendemos manter por até 5 anos.

De muitas formas, nossos hábitos de consumo são uma parte de nosso legado. Para aderir a esse estilo de vida mais sustentável precisamos consumir de maneira mais sábia. A meta nesse estilo de vida não é comprar por comprar, mas comprar algo que você precisa que foi desenvolvido para durar o máximo possível.