Posts Tagged ‘Desenvolvimento pessoal’

2014.01 – A incerteza do futuro não é desculpa para a sua falta de planejamento financeiro

janeiro 1st, 2014

Quem você imagina que será em 1 ano? Em 5 anos? Em 20 anos?

Um dos maiores problemas para estabelecer metas, especialmente metas financeiras, é que somos muito ruins em imaginar nossa versão do futuro. Pense no que você imaginava que seria sua vida adulta quando era criança. Aposto que existe uma certa distância entre o sonho e a realidade.

No ano passado, Alina Tugend indicou alguma ciência por trás desse problema no  The Times:

…many of us don’t have the incentive to eat healthy or save money or add to our retirement accounts because we think of ourselves in the future as someone different altogether. In fact, a future self can seem to be this annoying other person who wants to prevent you from having fun in the present.

A realidade é que quando falamos de metas financeiras muitas vezes estamos falando de prazos longos. Quando falamos em aposentadoria, podemos estar falando de 20 a 30 anos adiante. Você não consegue se imaginar claramente naquela idade, que dirá planejar para ela. É a realidade dos seus pais, não a sua.

O mesmo é feito por pais em relação aos seus filhos. Quando a criança nasce, a última preocupação na cabeça dos pais é o custo da faculdade. Especialmente no caso do primeiro filho. Mas 17/18 anos passam bem depressa.

O problema é quando o futuro chega, segundo a Sra. Tugend:

…we’re still the same selves we were last week or last month. We don’t want to drink the icky liquid, and we don’t necessarily feel we can afford the time to do worthwhile, but time-consuming, deeds.

Então qual é a solução?

Comece por ser muito claro com as suas metas. Especifique todos os detalhes envolvidos que podem não se materializar imediatamente. Não finja que a faculdade do seu filho que acabou de começar o Ensino Fundamental é um futuro longínquo e inimaginável. Não é.

Você pode sentir como se ainda tivesse 30 anos, mas se está quase comemorando (ou escondendo) os 40, é hora de cair na real. Sua versão do futuro vai bater na sua porta mais rápido do que imaginas. Lembra de todas as bobagens que fizestes enquanto adolescente? Não se torne um sexagenário que gostaria de matar a sua própria versão de 30 e poucos anos por todas as bobagens que fizestes na vida adulta, como não ser claro em relação as suas metas financeiras.

Posso garantir que a sua versão do futuro será mais feliz se conseguires reconciliar o seu hoje com o seu amanhã.

2013.16 – Educação: investimento de retorno garantido?

abril 28th, 2013

Sou da opinião que a educação, e com ela a possibilidade de aprender, é um dos melhores investimentos, definitivamente. Com educação não só melhoramos nossa qualificação e consequentemente ampliamos às oportunidades de ampliar a nossa renda o que é um retorno direto do investimento como também nos ajuda a evoluir, em última instância, nos torna pessoas melhores.

Acredito que para conquistar espaço e ser reconhecido, é fundamental esforço para aprender. Sempre ouço pessoas citando exemplos como Bill Gates ou Steve Jobs, que não se formaram e conseguiram chegar muito longe. É verdade, mas todos eles foram pessoas que, mesmo fora da universidade, se empenharam muito em aprender. Segundo a pesquisa de Malcolm Gladwell para o livro “Outliers”, Bill Gates já tinha acumulado mais de 10.000 horas de programação quando criou a Microsoft.

Por isso, todo esforço que se faz é importante para conquistar algo lá frente (quem não se lembra do discurso de Jobs falando de “conectar os pontos”, não é mesmo?). Aprendizado pode acontecer (ou não acontecer) em qualquer meio: na faculdade, no trabalho, na rua, no convívio com amigos, em casa e por ai vai.

Em 2010, eu fiz uma experiência lecionando para alunos de graduação. Eu acreditava e ainda acredito que a Academia precisa de ajuda dos profissionais ativos no mercado para aproximar o conteúdo que é oferecido das demandas que os profissionais enfrentam ao ingressar no mercado de trabalho. Qual não foi a minha frustração ao enfrentar a falta de interesse, de respeito e de vontade de uma grande parcela dos alunos. O que tocou mais nesse processo foi perceber que a maioria dos alunos que eu conheci tem uma postura totalmente alheia, como se a responsabilidade pela formação fosse exclusivamente da Universidade e dos professores.

A responsabilidade de quem aprende é enorme. Não dá para ensinar quem não quer aprender. Até concordo, que talvez o problema seja mais profundo do que a simples falta de interesse. Nosso sistema educacional é, para dizer o mínimo, precário desde o ensino fundamental. Preparamos jovens que decoram conceitos para passar em algum exame.

Insisto mais uma vez que o conhecimento está à disposição de todos. Quem pode e tem a oportunidade de buscar uma universidade para realmente estudar, tem todo meu apoio. Mas, também vi muita gente que frequenta a faculdade como um local para encontrar os amigos no barzinho e nas festas apenas. Uma pena.

Depois desse desabafo, melhor voltar ao tema. Afinal, dá para dizer que o investimento em educação tem retorno garantido? Deveríamos fazer uma avaliação financeira ao escolher a carreira?

Segundo o IBGE, entre os brasileiros com 25 anos ou mais sem instrução ou com o fundamental incompleto, 71,6% não têm rendimento ou têm renda familiar de até um salário-mínimo por pessoa. Dos que completaram ao menos a graduação de nível superior, 10,7% tinham renda familiar de até um salário-mínimo por pessoa; 16,2% participavam de casas com renda entre dois e três salários mínimos por pessoa; e 20,5% tinham renda domiciliar entre três e cinco salários-mínimos por pessoa. Acho que podemos dizer que sim, educação tem uma relação direta com aumento da renda e, portanto, podemos assumir que investir em educação tem retorno do ponto de vista financeiro.

Por outro lado, tenho um pouco de resistência em aconselhar que a pessoa escolha a carreira com base em uma análise financeira. Eu acredito que a avaliação do mercado de trabalho é um componente importante na escolha da carreira mas não deve ser o único. De novo lembrando o discurso de Steve Jobs: você precisa encontrar o que você ama!

Stay Hungry. Stay Foolish.

2013.04 – As regras da Suze Orman

janeiro 26th, 2013

Na semana passada falei do Dave Ransey, então nessa vou falar da Suze Orman. A Suze Orman tem um programa semanal na TV americana sobre finanças pessoais que eu também tenho assistido como podcast através do itunes. Eu comecei a assistir esses podcasts como uma forma de manter o meu inglês afiado e também aprender um pouco sobre os temas que me interessam: nutrição, espanhol, finanças pessoais e fotografia basicamente.

Voltando ao programa da Suze Orman. Normalmente o programa tem alguns quadros recorrentes. Por exemplo, o  “one on one”, onde ela avalia a situação de uma pessoa (normalmente a beira de um colapso financeiro) e dá conselhos para sair do buraco.  Já no “how am I doing?“, a Suze avalia se a pessoa vai conseguir atingir a meta proposta, normalmente a aposentadoria em alguns anos. E, o meu favorito e mais engraçado, “can I afford it?”, quando ela aprova ou recusa o desejo de consumo das pessoas. O que eu acho mais engraçado nesse quadro é que mesmo quando ela é aprova uma pessoa que claramente tem os recursos para comprar o que deseja, ela normalmente critica aqueles desejos de consumo que considera fúteis.

Além do programa, a Suze Orman tem livros, ferramentas onlines, etc. Você pode saber mais sobre ela no seu site.

O que eu acho mais interessante no discurso dela são as regras.. Ela criou uma série de regras para diversas situações. Por exemplo, 8 regras da Suze Orman para as compras de fim de ano:

  1. Confie nos seus instintos. Sempre que sentir medo de gastar dinheiro, tome como um sinal de que está gastando dinheiro que não tem para impressionar uma pessoa que nem conhece ou gosta.
  2. Lembre-se do que se trata realmente o ato de dar presentes. As festas de Natal são a respeito de dar presentes. Mas um presente verdadeiro é o tempo dedicado, o carinho, a experiência conjunta, a consideração pelo outro.
  3. Não leve 5 anos para pagar 1 presente. Se você está comprando um presente que precisará parcelar por muito tempo, a probabilidade é de que o presenteado nem se lembre do presente quando você terminar de pagá-lo.
  4. Você está disposto a pagar 3x o preço? Com as taxas de juros atuais, um financiamento longo ou rolar o saldo do cartão de crédito pode multiplicar o custo do presente.
  5. Evite a obrigação de dar presentes. Se você não tem dinheiro sobrando, a probabilidade é de que a pessoa que estás presenteando também não o tenha. Seja honesto consigo e com os demais.
  6. Faça uma pergunta simples. Pergunte as pessoas o que elas ganharam de Natal no ano anterior. Repare no olhar delas.É provável que elas nem se lembrem.
  7. Junte os amigos e doe o presente. Porque não reunir com os amigos e ao invés de trocar presentes, propor levantar fundos para uma ONG ou para outra caridade.
  8. Troque para economizar. Dê uma olhada em casa. Você provavelmente tem coisas que nunca usou e podem ser vendidas num brechó ou mesmo presenteadas para alguém.

De novo, não estou endossando a Suze. Mas quanto mais opiniões sobre o tema melhor. Como Suze sempre diz no fim do show: “First people, then money, then things. Now you know.”

Let bygones be bygones…

dezembro 31st, 2012

O ano novo é sempre um bom momento para fazer um balanço dos nossos sucessos e fracassos. Uma forma de fazer o tal balanço e avaliar os resultados em relação as metas estabelecidas para o ano que se encerra.

Metas servem vários propósitos, indicam o objetivo a perseguir e podem servir como instrumento de motivação para mantermos a disciplina durante o percurso. Metas não são úteis apenas em finanças, servem também para quem está tentando entrar em forma, progredir na carreira, entre outras coisas.

Metas de curto prazo são importantes mas não me parece razoável concentrar o planejamento todo no curto prazo. Assim, é importante termos um projeto de vida que compreenda um período maior e nos ajude a tomar decisões que tenham um impacto além dos 12 meses do ano que estamos.

Em 2011, estabeleci 40 metas de diversas naturezas que pretendo atingir até os 40 anos. Não vou dizer quanto tempo falta, mas segue um status do projeto:

Metas Pessoais – 2 metas concluídas, 4 metas em progresso e 2 não iniciadas.

1. Atualizar o blog semanalmente por um ano. Durante 2012, foram 23 posts. O que dá mais ou menos uma atualização a cada 2 semanas. 

2. Falar espanhol fluentemente. Por enquanto, estou estudando espanhol através do Itunes -U. Os planos de viagem de 2013 incluem 2 semanas de curso de espanhol em Cuzco no Peru.

3. Fazer um curso de gastronomia fora do país (de curta duração, é claro). Não iniciado.

4. Digitalizar todas as minhas fotos. Em progresso.

5. Catalogar minha coleção de DVDs e Blu-ray.

6. Catalogar minha biblioteca.

7. Concluir o curso de fotografia. Não iniciado.

8. Me livrar das coisas desnecessárias e viver mais leve. Em progresso.

Metas de Aventura/Viagens – 0 metas concluídas. Desde que estabeleci essas metas, minhas viagens internacionais foram basicamente a trabalho, estive 4 vezes nos Estados Unidos, 1 na Colômbia e 1 no México.

1. Obter a minha certificação para mergulhar. Não iniciado.

2. Visitar a Escandinávia. Não iniciado.

3. Visitar a Rússia. Não iniciado.

4. Visitar o Caribe. Não iniciado.

5. Dirigir a Rota 66 num conversível. Não iniciado.

6. Mergulhar na Grande Barreira de Corais (Austrália). Não iniciado.

7. Ver o sol nascer em Machu Pichu. Os planos de estudar espanhol em Cuzco incluem visitar Machu Pichu durante o final de semana.

8.  Assistir aos festivais de Páscoa na Andaluzia. Não iniciado.

Metas Profissionais – 1 meta concluída, 4 em progresso e 3 não iniciadas.

1. Me tornar sócia. Estou fazendo a minha parte.

2. Completar um mestrado. Em 2011, comecei e desisti de um mestrado. O conteúdo me pareceu muito fraco de forma que o investimento de tempo necessário não me agregou muito. Estou reavaliando as alternativas disponíveis.

3. Identificar uma alternativa de renda. Não iniciado.

4. Participar de Conselhos de Administração de empresas de capital aberto. Não iniciado.

5. Atingir 10.000 visitantes no site num período de 3 meses.

6. Lecionar num curso de pós-graduação. Não iniciado.

7. Participar ativamente de instituições de classe e de mercado (Ibracon, CRC, FIERGS, IBGC). Durante 2012, me afiliei ao Ibracon. 

8. Formar sucessores. Em progresso.

Metas de Saúde/Bem-estar – 0 metas concluídas, 1 não iniciada e 6 em andamento.

1. Pesar 54kgs. No momento estou em dieta e ainda tenho um longo caminho. Segundo o endocrinologista que me acompanha o meu ideal seria 57,5kgs. 

2. Correr 10 km em menos de 1 hora. Não estou correndo. Retomei a caminhada há cerca de 1 mês.

3. Fazer check up anualmente. Em 2011 e 2012, fiz check up anualmente.

4. Participar da meia maratona da Disney. Estou retomando os treinos, quem sabe em 2015.

5. Incluir vegetais em todas as refeições principais em 5 dos 7 dias da semana. Até o momento parece estar funcionando.

6. Ficar sem tomar coca-cola (ou qualquer outro refrigerante) por 3 meses. Já estou sem coca-cola há 4 semanas. Vamos ver se consigo manter o ritmo dessa vez.

7. Ficar sem comidas insdustrializadas por pelo menos 1 mês. Não iniciada.

8. Monitorar minha pressão sanguinea semanalmente. Desde junho de 2012, estou monitorando através do aplicativo Withings para Ipad.

Metas financeiras – 1 meta concluída, 4 em andamento e 3 não iniciadas.

1. Obter rendimentos melhores do meu portfolio e reavaliar a distribuição dos meus ativos anualmente. A rentabilidade tem diminuído em função das quedas nas taxas de juros da economia, mas estou reavaliando o portfolio no final de março de cada ano.

2. Acumular 1 milhão de reais. Em andamento.

3. Evitar déficit de consumo. Em andamento.

4. Trocar meu carro urbano  (no momento, o Volvo C30 está no topo da minha lista). Não iniciado. No momento o Mini Cooper S está no topo da lista.

5. Desenvolver uma política de investimento. Em andamento, vou escrever um artigo específico sobre isso.

6. Comprar um moradia definitiva

7. Construir/comprar uma casa fora da cidade. Não iniciado.

8. Comprar um carro off-road. Não iniciado, mas estamos mais inclinados a comprar uma SUV compacta que possa ser um carro de cidade mas que também encare o barro.

Apenas 4 metas concluídas desde maio de 2011. É até um pouco desanimador. Mas as metas são ambiciosas e ainda tenho um prazo razoável. Como disse Churchill, “never, never quit”!

Feliz 2013!

 

Pare de ser a pessoa que você pensa que deve ser… Torne-se aquela que você quer ser!

outubro 30th, 2012

Como sua vida tem andado? Tens mais momentos negativos do que positivos na balança? Tem dedicado mais tempo perseguindo coisas que a sociedade espera que você tenha ao invés daquilo que você realmente quer?

Supere isso. Deixe tudo para trás.

Eu sei que não é tão simples, obviamente. Mas para se mover na direção que você deseja, você precisa escapar o local em que se encontra nesse momento. Mais especificamente, você deve parar de ser a pessoa que você pensa que deve ser.

Talvez essa seja a pessoa que você foi aconselhado a ser, mas que nunca lhe pareceu perfeito. Nos fixamos no que nossos pais queriam, nossos companheiros querem, no que a sociedade quer. Nunca levando em consideração se essa é a pessoa que realmente queremos ser.

Não me levem a mal, não estou em depressão e também não pretendo fugir para Bali.

Mas a cada ano que passa, entrevisto uma nova leva de estudantes e recém formados para o processo de recrutamento e fico cada vez mais preocupada com a quantidade enorme de jovens que escolhe uma formação sem convicção e  não consegue explicar exatamente para onde vai. Nenhum vento ajuda quem não sabe para onde vai.

Me parece que estamos numa política de dar títulos para as pessoas, qualquer área serve. No momento em que começamos o ensino médio, todos os adultos em nossas vidas – pais, professores, orientadores – nos recomendam explorar todas as possibilidades para escolher a carreira que pretendemos seguir. E mesmo aqueles que não conseguem de fato escolher uma carreira, acabam seguindo a opção disponível seja em função das bolsas disponíveis atualmente ou por uma carreira genérica que se entende apresentam bons prospectos de crescimento.

Em outras palavras, todos seguimos o script para tentar ter uma vida melhor. Por favor não me entendam mal: não sou anti-faculdade. Acredito que quanto mais estudo maior a renda. Só sou contra fazer algo com o qual não nos identificamos, sou contra seguir algo cegamente.

Medo de ser diferente

Quantos estudantes provavelmente evitariam uma troca de curso se tivessem avaliado suas opções por mais tempo depois do ensino médio? Sei que nem todas as famílias tem a capacidade de enviar seus filhos para “viajar” entre o ensino médio e a faculdade. Mas talvez uma parada para fazer o cursinho no ano seguinte ao colégio ou para trabalhar um pouco ajudasse os jovens a escolher melhor o curso de graduação.

Quantas mulheres gostariam de ficar em casa e investir seu tempo no cuidado da família mas se sentem pressionadas a perseguir uma carreira? Ou vice-versa, quantas mulheres não tem nenhum interesse em ter filhos mas questionam as próprias decisões em função da cobrança da sociedade?

Quantos jovens escolhem a carreira em função do resultado de uma pesquisa de salários, ou pior, pela disponibilidade de vagas do Pro-uni. Trabalhamos a maior parte da vida, será que é pedir demais que as pessoas se identifiquem com o que fazem?

Como encontrar o seu caminho?

Como podemos deixar de andar em círculos ao redor da idéia do que deveríamos ser? Se preparar para essa mudança será diferente para cada pessoa, mas provavelmente vai incluir uma ou mais das seguintes opções:

  • Aconselhamento de carreira
  • Coaching
  • Identificar a sua visão de vida e futuro
  • Educação continuada
  • Avaliar o impacto financeiro com ou sem a ajuda de um consultor

Eu sei que soa piegas, mas se a sua vida não está funcionando, mude-a. 

É difícil lutar contra todo o nosso condicionamento de seguir um caminho. No fim das contas, você precisa decidir quanto da sua vida será definido pela expectativa das outras pessoas.

Mudança é crescimento

Nota: Não estou fazendo uma apologia ao egoísmo. Outras pessoas podem ser afetadas nesse processo, especialmente aquelas diretamente dependentes de você. Mas admitir que a situação atual não é o que você e que gostaria de explorar outrar outras possibilidades não é o mesmo que anunciar para a sua família que abandonou o emprego e comprou um barco.

Você pode até decidir adiar as mudanças maiores. Por exemplo, você pode decidir seguir um plano acelerado de investimentos que lhe permitirá se “aposentar” da sua atividade atual antes do esperado e nesse meio tempo preparar-se em paralelo para perseguir o seu sonho de conhecer o mundo ou abrir o próprio negócio.

O importante é que enquanto você atende as suas obrigações atuaisvocê já dê os passos necessários para realizar o seu sonho.Faça aulas de idioma, ou de gastronomia ou de administração. Identifique pessoas de sucesso que possam ser os seus mentores na nova profissão. Pesquisa as melhores práticas para colocar o seu plano em ação.

Mudança é difícil. A mudança pode até doer. Mas mudança é crescimento, e mudança é necessária.

Se prepare o melhor possível para a resistência inevitável. Mas mantenha essa idéia como referência: as noções das outras pessoas sobre quem você é te mantiveram onde você não quer estar. Apenas você pode decidir quanto da sua vida dedicar às expectativas dos outros.

Viver mais leve..

outubro 13th, 2012

Hoje eu discutirei a administração das coisas, ou seja, dos items que vamos acumulando ao longo do tempo e que acabam ocupando todos os espaços ao nosso redor. Posso fazer uma lista de amigos e amigas que volta e meia reclamam que não tem mais lugar no armário mas também que estão precisando de isso ou daquilo. No meu caso, livros, sapatos e bolsas. Meu marido costuma brincar que eu podia trocar as minhas bolsas por um carro novo. Me parece que a maioria das pessoas de classe média e alta, inclusive eu, tem mais “coisas” do que precisa ou usa. O total acumulado de coisas  que ninguém usa é um sintoma de ineficiência econômica. Em outras palavras estamos empregando recursos financeiros escassos e restritos em “coisas” sem utilidade. Essa ineficiência é o que nos atrasa no caminho da independência econômica e talvez até impeça uma aposentadoria antecipada.

Desculpas típicas para acumular coisas:

  1. Eu preciso disso. (Resposta: Porque você não usou nos últimos 12 meses?)
  2. Eu talvez precise disso. (Resposta: Improvável, já que você não precisou nos últimos 12 meses.)
  3. Eu não sabia que ainda tinha isso. (Resposta: ??)
  4. Foi presente de um parente. (Resposta: Que tal repassar o presente?)
  5. É uma antiguidade de valor. (Resposta: Então venda!)

Tenho certeza que você consegue pensar em outras desculpas.

O principal problema aqui é que nos acostumamos a adquirir coisas novas sem pensar em alternativas. Como resultado, quase todo mundo tem pelo menos 1 coisa que não usa com frequencia como por exemplo um liquidificador que só saiu do armário 1 vez no último ano, ou uma coleção de livros ou DVDs parados na prateleira acumulando pó.

Eu costumo fazer uma limpa na casa de tempos em tempos. Mesmo assim ainda sou culpada dos delitos acima, especialmente livros e filmes. Nesses últimos dias fiquei enclausurada em casa tratando uma pneumonia e percebi que o meu closet está pedindo uma limpa. O primeiro passo é separar o itens sem uso daqueles que tem utilidade. Um bom começo é concentrar-se em tudo que não foi utilizado nos últimos 12 meses. Esse período cobre todas as estações e portanto é um bom parâmetro no que diz respeito a roupas e sapatos.

A pergunta é o que fazer com os itens a ser descartados?

Eu normalmente os passo adiante através de familiares. No meu escritório também há um ponto de coleta da campanha manobra solidária. Há ainda a possibilidade de vender itens para brechós ou organizar um chá com as amigas. Tenho que admitir que nunca tentei vender coisas usadas. Meu objetivo principal é desentupir a casa e ajudar alguém no processo se possível.

Os efeitos desse exercício podem incluir

  1. Ajudar outros a economizar.
  2. Economizar você mesmo. As vezes esse processo nos ajuda a reencontrar um item necessário que estava perdido no meio da bagunça.
  3. Pensar mais profundamente sobre as compras futuras.
  4. Diminuir a necessidade de espaço e de armários.
  5. Facilitar uma mudança.

Minha missão para o resto do fim de semana é separar os itens que eu não preciso no armário e doá-los na segunda-feira.

Tarefa 28: Mantenha-se educado e motivado

agosto 11th, 2012
Mantenha-se educado e motivado.

Eu sei que é muito otimismo desejar que com essas 27 dicas anteriores todas as preocupações financeiras sejam resolvidas. A boa forma nas finanças é que nem a boa forma física, é um projeto sempre em andamento e que precisa de disciplina e força de vontade. A medida que as circunstâncias mudam e você pode se encontrar numa situação com mais ou menos dinheiro, dívidas, ou responsabilidades e você precisa ser capaz de enfrentar essas mudanças com todo entusiasmo e informação que for possível. Continue a ser curioso sobre o que está a disposição lá fora para que você possa enfrentar em melhores condições quaisquer obstáculos que você pode encontrar. Quando você encontrar algo relacionado com finanças pessoais nas suas buscas diárias na internet, preste atenção.  Faça perguntas. Leia o material do RH sobre o fundo de pensão que a Empresa oferece. Atenda aos seminários gratuitos na região.

Entusiasmo e conhecimento são essenciais para manter a motivação e atingir as suas metas.