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Opções de investimentos: fundos de investimentos

outubro 26th, 2009

Fundos de Investimento são recursos (capital) de um grupo de investidores administrados por especialistas do mercado financeiro. Nos fundos mútuos, um grupo de pessoas como eu e você, com os mesmos objetivos de investimento, reúnem-se com a finalidade de aumentar seu capital. Dessa forma, pequenos investidores obtém juntos uma remuneração maior em suas aplicações do que obteriam individualmente. O Banco é o responsável pela administração desses fundos.

Quem administra as aplicações é o chamado administrador de carteira dos fundos do Banco de sua preferência, um especialista do mercado financeiro que, através de sua equipe de profissionais altamente especializados, em constante sintonia com o mercado financeiro, determina quais são os títulos que compõem a carteira de investimento do fundo e como este irá operar.

Porque investir em fundos?

Os Fundos de Investimento tornaram-se populares por oferecer uma forma simples de investir em um mercado financeiro, onde a complexidade e a diversidade aumentam a cada dia. Independente do valor aplicado, os investidores recebem o mesmo tratamento, rentabilidade, informações e, principalmente, a mesma assessoria na administração da carteira.

Investir em fundos significa: ter acesso aos vários mercados, poder diversificar e contar com um gerenciamento profissional.

Dependendo do tipo de fundo, as carteiras podem ser mais ou menos variadas, incluindo ativos diversos como ações, títulos de renda fixa, títulos cambiais, derivativos ou commodities negociadas em bolsas de mercadorias e futuros, entre outros

Vários profissionais estão envolvidos na gestão de um fundo e cada um tem um papel importante a desempenhar. Além disso, os fundos possuem uma série de documentos importantes que precisamos entender. O site da Anbid traz uma lista dos conceitos importantes sobre fundos de investimentos:

  • Administrador – Responsável pelo funcionamento do fundo. Controla todos os prestadores de serviço, e defende os interesses dos cotistas. 
  • Gestor – Responsável pela compra e venda dos ativos do fundo (gestão), segundo objetivos e política de investimento estabelecida no regulamento.
  • Custodiante – Responsável pela “guarda” dos ativos do fundo. Responde pelos dados e envio de informações dos fundos para os gestores e administradores.
  • Distribuidor – Responsável pela venda das cotas do fundo. Pode ser o próprio administrador ou terceiros contratados por ele.
  • Cotista – Este é você, ou seja, todo aquele que aplica em um fundo de investimento. Pode ser um grande ou pequeno investidor, não importa. Ao aplicar em um fundo todos recebem o mesmo tratamento e têm os mesmos direitos, independentemente de valor aplicado. 
  • Regulamento – Documento que estabelece as regras de funcionamento e operacionalização de um fundo de investimento, segundo a legislação vigente.
  • Prospecto – Documento que contém informações relevantes para o investidor relativas à política de investimento do fundo e os riscos envolvidos.
  • Termo de Adesão – Ao investir você deve assinar um termo confirmando que:
    – Recebeu o regulamento e o prospecto do fundo;
    – Tomou ciência dos riscos envolvidos e da política de investimento desse fundo.
  • Patrimônio Líquido – Representa a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos. É o valor contábil pertencente aos cotistas. No caso dos fundos de investimento, o patrimônio líquido é a soma de todos os ativos e operações do fundo, descontados os custos e as taxas.
  • Valor da Cota – É o patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas. As cotas têm um valor que, ao longo do tempo, pode aumentar (quando sua aplicação se valoriza) ou pode diminuir (quando seus investimentos não são tão bem-sucedidos). Todos os dias o administrador deve calcular e divulgar o valor da cota. 
  • Taxa de Administração – Valor percentual pago pelos cotistas de um fundo para remunerar todos os prestadores de serviço.
  • Taxa de Performance – Percentual cobrado do cotista quando a rentabilidade do fundo supera a de um indicador de referência. Nem todos os fundos cobram taxa de performance.

Quanto custa investir?

Tenha sempre muito claro quais as taxas (administração e performance) e qual a tributação a que o fundo que escolheres está sujeito. Por exemplo, um fundo de renda fixa que apresenta uma rentabilidade de 0,8% ao mês, na verdade, vai ter uma rentabilidade líquida menor dependendo das taxas e da tributação a que estiver sujeito.

As taxas são determinadas pelas instituições financeiras. Normalmente, as instituições financeiras oferecem fundos semelhantes com taxas diferenciadas. A taxa de administração é normalmente inversamente proporcional ao valor da aplicação inicial, por exemplo, um fundo de renda fixa com valor inicial de R$500 provavelmente terá uma taxa de administração mais alta do que um fundo com valor inicial de R$5.000. Pesquise os sites dos bancos e fale com o seu gerente.

Já, a tributação, varia também conforme o tipo de fundo e o prazo da aplicação. Em síntese, funciona da seguinte forma:

tributacao fundos

Ser ou não ser?

outubro 25th, 2009

Esse artigo foi escrito pelo meu marido, Henrique, como convidado:

skullSer ou não ser? Esta é a questão. Você quer ser rico ou parecer rico? Se a sua resposta é: quero ser rico, então esqueça as aparências, pois a aparência, além de iludir, também sai muito caro.

Para parecer rico você se obriga freqüentar os lugares da moda, comprar coisas caras e supérfluas andar com o carro esportivo que lhe prenderá a um enorme financiamento com taxa de juros abusiva.

Ao parecer rico você engana as pessoas ao seu redor, se ilude e ainda sai como o maior prejudicado, pois acaba caindo nas armadilhas que lhe fazem fugir de suas metas. Você alguma vez parou para pensar quanto custa parecer ser rico? Aí vai uma amostra:

  • Balada – 4 Vezes por mês –  R$ 480,00
  • Jantar –  2 Vezes por mês  –  R$ 240,00
  • Saída com os Amigos – 2 Vezes por mês – R$ 200,00
  • Celular –  Mês – R$ 180,00
  • Presentes – R$ 700,00
  • Prestação do Carro esportivo – R$ 1400,00

Vamos ficar por aqui, acho que o cálculo já impressionou, não? Sem muito esforço chegamos a R$ 3200,00, e ainda nem começamos a nos exibir e pior, não foi colocado os gastos realmente necessários, como: moradia, vestuário, alimentação, gasolina, saúde, etc.

Agora, você consegue se imaginar cortando 50% desses gastos? Economizando R$ 1600,00 ou R$ 2000,00?

Não entenda que eu esteja pregando a renúncia aos prazeres da vida, apenas tento dizer que não existe uma forma de ficar rico rápido e sem sacrifícios, se você pretende fazer acontecer, muito bem você compreendeu a dinâmica do jogo

Concentre-se no seu objetivo principal e lembre-se, ao traçar um plano de metas, seja fiel e com o tempo ele o recompensará com a independência financeira.

Pague a si em primeiro lugar

outubro 19th, 2009

Hoje tive uma discussão bastante interessante com colegas de trabalho sobre as inúmeras desculpas que usamos para adiar o ato de poupar.

No início o argumento mais comum é que o dinheiro não é suficiente. Ganhamos pouco, e quando o salário melhorar, vamos começar a poupar. Depois, quando o salário melhora, temos sempre alguma coisa que “precisamos” adquirir. E vamos adiando indefinidamente a acumulação de investimentos.

Olhando em retrospecto, me lembro claramente, de ter utilizado todas as desculpas acima e outras até recentemente quando, finalmente, comecei a poupar de fato. Como eu mudei minha vida? Segui o conselho de todos os autores de finanças pessoais. Até a sua avó sabe o caminho. Passei a fazer as aplicações imediatamente após receber o dinheiro. Antes de pagar qualquer coisa, faço a minha aplicação mensal e programei as aplicações de forma que o processo não depende da minha vontade. Entra o salário e sai a aplicação, automaticamente todo mês.

Outra coisa que me ajudou foi aderir ao fundo de pensão patrocinado pela Empresa, o dinheiro sai no contracheque e a empresa ainda faz uma contribuição de 1,5% do meu salário. Pode parecer pouco, mas pense bem, a contribuição da empresa é dinheiro de graça para você. E ao sair no contra-cheque, você passa a não contar com o dinheiro. Vale o ditado: o que os olhos não vêem, o coração não sente.

Outras vantagens de automatizar os investimentos imediatamente após receber o salário:

  • Você está mentalmente priorizando os investimentos. cofre_porquinho1
  • Ajuda a criar hábitos financeiros saudáveis.
  • Constrói uma reserva que será utilizada para as suas metas reais.

Mas e quando a grana é realmente curta? Eu ouço muito das pessoas em início de carreira que estão tentando esticar o salário até o final do mês que não sobra nada ou sobra muito pouco que nem vale a pena investir. SEMPRE vale a pena investir, não importa se é 1% ou 10% ou 30% do seu rendimento.

Lembre-se do poder dos juros compostos. Só para ilustrar, R$200 por mês na poupança por 30 anos acumula R$279 mil. E essa é a pior estratégia de investimento disponível, com um pouco de diligência e pesquisa, esses mesmos R$200 mensais podem levar a um fundo bem maior.

Uma sugestão que li recentemente no blog Get Rich Slowly foi de usar o seu próximo aumento para começar a investir. Se você vive dentro do seu rendimento atual, a diferença decorrente ao aumento não vai te fazer falta.

Não importa  a sua idade, nunca é cedo ou tarde demais para investir. Comece já!

Como ganhar um salário anual de 6 dígitos em 9 anos

outubro 16th, 2009

Qualquer pessoa concorda que ganhar um salário anual de 6 dígitos coloca uma pessoa num grupo de elite da população brasileira. Algo como acumular o primeiro milhão para quem está monitorando sua evolução do ponto de vista do balanço patrimonial. 

Segundo o IBGE, a renda familiar média da classe média alta (classe mais alta da pirâmide social brasileira) é cerca de R$74 mil reais por ano e apenas 8,8% das famílias brasileiras estão nessa classe de acordo com o PNAD em 2007.  Se você ganha mais de R$100 mil por ano, você é parte da elite da população brasileira.

Como você pode entrar para o clube? Acertar na Mega-Sena, receber uma herança, assumir o negócio lucrativo da família, casar bem.. Todas essas opções não dependem muito da sua vontade.

blog-20090821-escadas0laEntão acho melhor contar como eu entrei para o clube em menos de 10 anos depois de concluir a minha graduação e vocês podem decidir se o meu exemplo serve de orientação para as suas vidas.

Se eu fosse você, estaria bastante cético quanto a afirmação acima. Eu posso viver com isso, só peço que mantenha a mente aberta e acredito que a minha história vai te agradar. O ” método” que me levou a um salário anual de 6 dígitos é realista e pode ser repetido, mas não é fácil. O título desse artigo não é  “Como chegar facilmente a um salário anual de 6 dígitos”. É preciso ter compromisso, disciplina,  fazer sacríficios. Se fosse fácil, bem mais que 9% das famílias brasileiras estariam na classe média alta.

Tenho certeza de que existem muitas exceções, e que nem todas as pessoas que fazem o mesmo que eu são necessariamente bem sucedidas. No entanto, tenho certeza de que é viável, conheço diversas pessoas que seguiram o mesmo caminho e foram tão bem sucedidas quanto eu.

Mas exatamente o que eu fiz? Estou pulando algumas etapas, contando o tempo a partir da formatura, certamente se pode argumentar que eu deveria contar os 5 anos da graduação no processo. Se quiser, mude o título para “como ganhar um salário anual de 6 dígitos em 14 anos”.

A jornada até aqui foi rica, e trabalhosa, mas basicamente teve 5 etapas:

Passo 1: Escolhi o ramo certo.

Quando escolhi a graduação de Economia, não pensei inicialmente na auditoria como ramo de atuação. Foi preciso fazer uma correção de curso ao longo do caminho e concluir uma segunda graduação em Ciências Contábeis. 

O ponto aqui é que algumas profissões trazem claramente um maior retorno financeiro do que outras. Por exemplo, você pode escolher ser professor, uma profissão nobre e essencial para a sociedade mas que dificilmente vai te ajudar a ganhar mais de R$100 mil por ano.

Outro ponto a considerar, dependendo do ramo de atuação que você escolher, é a instituição onde vai investir o seu tempo. Em algumas circunstâncias, a faculdade por trás do seu título pode ser importante. Por exemplo, quando se trata de pós-graduação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) é claramente reconhecida e vai contar mais pontos em seu currículo do que o mesmo título obtido em uma instituição desconhecida.

Passo 2: Trabalhei para uma empresa de renome.

 Ao iniciar a minha carreira, ainda durante a graduação em Economia, procurei oportunidades em programas de trainees de Empresas de grande porte. Acabei sendo trainee em auditoria da Coopers & Lybrand (hoje PriceWaterhouseCoopers), uma das Big 6 como eram conhecidas na época.

5269373_trainees_ig_empregos_224_299O ponto aqui é adicionar uma marca ao seu currículo. As opções são muitas, no momento estão abertas inscrições diversos programa em empresas como Motorola, Whirpool, Redecard, Cyrela, etc. E a maioria das multinacionais mantém um programa regular de trainees.

Esse tipo de entrada na vida profissional também agrega muito aprendizado. Normalmente, os programas de trainees incluem uma carga significativa de treinamento e a oportunidade de conhecer diversos setores de uma organização.

Passo 3: Fui perfeccionista quanto a própria performance, busquei sempre a excelência no desempenho.

Uma vez decidida em seguir a carreira de auditoria, meu foco passou para o meu desenvolvimento nessa área. No meu caso, ser perfeccionista em relação ao meu trabalho me ajudou a ganhar confiança dos meus superiores e gerar oportunidades de crescimento profissional. Em auditoria, e provavelmente em muitas outras áreas, é preciso estar sempre ligado nos acontecimentos do mercado corporativo, nos desenvolvimentos contábeis.

Muito rapidamente percebi que o setor buscava um profissional difícil de encontrar, alguém com conhecimentos sólidos em contabilidade e fluência em inglês. Trabalhei com afinco até ser reconhecida como especialista em contabilidade internacional e atingir a fluência em inglês.

É preciso dar crédito aos mais experientes, e entender quais as habilidades que são escassas no seu ramo de atuação que trarão uma vantagem competitiva. 

Passo 4: Administrei a minha carreira. Busquei as oportunidades ativamente.

Não adianta culpar o mundo, ou a empresa, por que a promoção não saiu. Sempre temos anos melhores e anos piores, mas se buscarmos com afinco nossos objetivos, eles se concretizarão.

No meu caso, ao me especializar em contabilidade internacional buscando todas as oportunidades de trabalhar em projetos de clientes internacionais, eu abri portas para participar de um programa de intercâmbio de 18 meses trabalhando num escritório da firma em Los Angeles, Califórnia. Acrescentei experiência internacional ao meu currículo antes de completar 30 anos de idade.

Em alguns casos, adminstrar ativamente a carreira pode significar mobilidade entre empresas, ou entre cidades. Fique atento as oportunidades.

Passo 5: Tive sorte.

Por fim é preciso ter um pouco de sorte. Quando falo em sorte, não quero dizer um favor do destino. É preciso estar no lugar certo, na hora apropriada.  E acima de tudo, estar bem preparado.  Cultive os relacionamentos, preste atenção ao mercado, fique atento.

Como os escoteiros, “sempre alerta”.

Conclusão

Basicamente foi isso que aconteceu comigo. Essas cinco ações me ajudaram a entrar para o clube dos salários anuais de 6 dígitos e continuam a contribuir para o meu crescimento contínuo em termos de renda.

Novo sistema de cobrança eletrônica – DDA

outubro 13th, 2009

Na próxima segunda-feira, dia 19, entre em funcionamento o novo sistema de cobranças eletrônicas sugerido pela Febraban. O serviço chamado de débito direto autorizado (DDA) permitirá aos clientes bancários substituir os boletos impressos pela internet, telefone e caixa eletrônico.

Veja as perguntas e respostas disponibilizadas pela Febraban:

Qual é a diferença entre o DDA e o Débito Automático?

O DDA consiste em um serviço de apresentação eletrônica do boleto, não implicando necessariamente em seu pagamento. O serviço de débito automático prestado hoje pelos bancos consiste no débito da conta do cliente na data do vencimento, previamente contratado, referente às contas de concessionárias de serviços (água, luz, telefone, gás).

Poderei visualizar boletos de cobrança nos quais não sou o sacado, ou seja, que tenham sido emitidos a outro CPF/CNPJ, mas cujos pagamentos estão sob minha responsabilidade (por exemplo: mensalidade da faculdade de um filho, plano de saúde dos pais)?
Sim, será permitida a visualização desses boletos, mediante autorização dos sacados originais (filho, pai).

O que fazer se o cobrador (“cedente”) me conceder um desconto ou prazo maior para pagamento?
Esperar que chegue uma atualização do boleto, de forma eletrônica, conforme acordo com o cobrador (“cedente”).

Caso eu discorde das informações apresentadas eletronicamente, a quem devo recorrer?
A responsabilidade sobre as informações do boleto, seja eletrônico ou em papel, está a cargo do cobrador (“cedente”) da dívida.

O que irá acontecer, caso eu não pague o boleto eletrônico?
O não pagamento de um boleto eletrônico terá as mesmas implicações que existem com o não pagamento de um boleto em papel, pois ambos representam um mesmo compromisso financeiro.

Como é feito o cadastramento no DDA?
O cadastramento pode ser feito em um (ou mais) banco participante do DDA, com o qual o cliente (pessoa física ou jurídica) possua relacionamento.

Mesmo sendo cadastrado no DDA, ainda receberei boletos em papel?
Sim. Se o cedente da cobrança (“quem cobra”) também postou o boleto para o sacado (“quem paga”). Se o cedente da cobrança (“quem cobra”) não aderiu à cobrança registrada. Se a conta se refere a uma arrecadação de tributos ou ainda a uma concessionária de serviços públicos.

O que devo fazer se receber o mesmo boleto de forma eletrônica e em papel?
Nesse caso, a dívida não foi duplicada. Basta o sacado eletrônico (pagador no DDA) ignorar o boleto em papel e pagar o boleto eletrônico. A liquidação da dívida ocorrerá da mesma forma.

Por meio de qual tipo de conta poderei aderir ao DDA?
Você poderá aderir ao DDA por meio de uma conta corrente, conta poupança, conta salário, dependendo do seu banco.

Opções de investimento: caderneta de poupança

outubro 12th, 2009

Depois que se consegue superar o estágio inicial de assumir controle sobre as próprias finanças, estabelecer um orçamento com metas de investimento, chega a hora de escolher onde investir o seu dinheiro. As opções são diversas, desde investimentos simples até operações de grande complexidade. Para tomar a decisão mais adequada para a sua realidade é preciso conhecer as opções disponíveis. Nos próximos dias vou apresentar algums opções de investimento que eu já analisei em algum momento. Para começar vamos falar sobre a tradicional caderneta de poupança.

Vantagens

  • O rendimento certo e conhecido. O rendimento da poupança, creditado mensalmente, é composto pela TR (Taxa referencial) e juros de 0,5% ao mês. Os índices são oficiais, comuns a todas as instituições e divulgados habitualmente na imprensa.
  • Isenção de imposto de renda e IOF.
  • Segurança. A poupança é um investimento que também conta com a garantia do FGC – Fundo Garantidor de Créditos – regulamentado pelo Banco Central do Brasil até o montante de R$20 mil.

Como funciona

  • A poupança permite que você possa fazer depósitos no dia e na hora que você quiser. Ela possui uma estrutura de subcontas, cada uma com um aniversário próprio. Os depósitos são direcionados a subconta com aniversário no dia, exceto pelos depósitos efetuados nos dias 29, 30 e 31 que são sempre redirecionados ao dia 1 subsequente.
  • Na hora do saque, como prioridade, também é movimentada a subconta que esteja fazendo aniversário. Não havendo saldo nessa subconta, ou sendo insuficiente, são movimentadas as subcontas que, pela ordem, tenham feito aniversário há menos tempo.
  • Atenção, caso o saque seja feito em prazo inferior a 1 mês, o rendimento é perdido.

No ano, a poupança rendeu até 5,28% e nos últimos 12 meses, 7,54%. Considerando o impacto da queda dos juros sobre a rentabilidade dos fundos de renda fixa, a poupança torna-se uma opção a se considerar quando a intenção é não assumir riscos.

As metas são essenciais ao sucesso

outubro 5th, 2009

Acredito que a frase “nenhum vento ajuda quem não sabe para aonde vai” seja atribuída a Sêneca. Essa expressão resume muito apropriadamente a importância de se estabelecer metas para o sucesso nas finanças e em qualquer outro aspecto da vida.

Em artigos anteriores,eu comentei que tinha 3 metas para o ano de 2009:

  1. Terminar a segunda graduação em Ciências Contábeis – Colei grau no dia 15 de setembro;
  2. Participar de uma corrida de 5km – completei a etapa primavera do circuito das estações Adidas em 23 de agosto.
  3. Acumular um certo valor em investimentos – atingimos a meta no final do mês de setembro.

Das 3 metas acima, ainda pretendo melhorar a minha participação na corrida de 5km. Em agosto, eu completei o percurso em cerca de 45 minutos, caminhando parte do trajeto. Não tenho pretensão de correr a prova inteira ainda, mas pretendo melhorar um pouco o tempo.

Uma meta é muito útil quando ela serve de estímulo para perserguimos um resultado. Também é muito gratificante atingí-las antes do prazo estabelecido.

Estabelecer metas financeiras não é diferente de estabelecer qualquer outro tipo de meta. É preciso levar o processo a sério. Segue uma compilação de recomendações sobre o estabelecimentode metas:

  1. Defina o que é importante para você. Dinheiro não traz felicidade. Perseguir metas financeiras alinhadas com os nossos valores é que traz felicidade. Então é preciso considerar o que é importante para você, economizar para o futuro ou satisfazer um sonho de consumo do momento.
  2. Olhe para a frente, não para trás. Foque suas metas no futuro, no destino que pretende atingir e não na sua situação atual.
  3. Dê um passo de cada vez. É vital para a sua meta se concretizar que você a desdobre em ações menores que precisam ser tomadas diariamente para levá-lo em direção ao objetivo estabelecido.
  4. Mantenha a sua meta na cabeça. Revisite regularmente as metas estabelecidas. Analise seu progresso periodicamente.
  5. Use um parceiro como fiscal. Tenha alguém para quem prestar contas.
  6. Seja paciente. O progresso muitas vezes pode parecer lento, lembre-se que uma jornada é composta de pequenos passos pelo caminho.
  7. Não se abale com os pequenos desvios. O carro quebrou, ou alguém ficou doente, pode representar uma redução no valor estabelecido para investimentos. Lembre-se que a vida é sempre cheia de imprevistos mas que no longo prazo nossas metas nos encaminham para a direção de nossos sonhos.