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2013.06 – Como usar melhor o cartão de crédito

fevereiro 9th, 2013

É cada vez maior o número de brasileiros que passam a usar os cartões (crédito, débito ou de loja) como meios de pagamento. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou no ano passado uma série de dados que mostra que a parcela de brasileiros com algum tipo de cartão já chegava a 75% em 2012 (era de 68% em 2008).

A posse do cartão de crédito passou de 48% em 2008 para 52% em 2012. O estudo da Abecs indica, por exemplo, que o número de pessoas que costumam pagar com cartão de crédito na Internet saltou de 13% em 2010 para 20% em 2012, uma alta expressiva.

Como usar melhor o cartão?
Os usuários da pesquisa foram perguntados sobre as vantagens de cada tipo de cartão. No caso do cartão de crédito, foco deste texto, os pesquisados apontaram como pontos fortes a segurança, o parcelamento da compra sem juros e a praticidade. Os problemas também foram lembrados: juros do rotativo, a anuidade e a falta de controle nos gastos.

O dilema do uso consciente do cartão está relacionado às suas características e ao uso que os brasileiros fazem dele. Você reparou que entre as vantagens está a possibilidade de parcelar e a praticidade? Ou seja, é fácil usar e comprar em “muitas vezes”. Mas depois apontamos que a falta de controle nos gastos é um algo crítico. Algumas sugestões podem tornar o cartão de crédito mais amigável:

1) Categorize os gastos do cartão de crédito e mantenha-os no orçamento doméstico
A falta de controle nos gastos não é uma desvantagem do cartão de crédito, mas uma consequência de não registrarmos as despesas de forma organizada. A frase soa óbvia? Então pense no seu orçamento. É grande a chance de existir em sua planilha  ou caderno uma inchada categoria chamada “Cartão de Crédito”, sem as devidas anotações sobre onde e por que os gastos foram feitos.

Combustível? Alimentação? Roupas? Lazer? Como saber se você está exagerando nas compras com o cartão de crédito se não há uma separação clara dos gastos realizados através dele? Percebeu? A solução é simples: você tem que detalhar os gastos do cartão de crédito, associando-os com as categorias pré-definidas e que você já usa para dinheiro, cheque e etc. O cartão de crédito é um meio de pagamento, não o pagamento em si. Faz sentido?

2) Estabeleça um limite de gastos e respeite-o
Outro deslize comum é gastar mais do que o possível e ter que pagar apenas o mínimo ou simplesmente deixar parte da fatura sem pagar. Isso acontece porque é fácil comprar com o cartão (foi isso que dissemos na pesquisa). O fato de não termos que ter o dinheiro na hora da compra é somado ao terrível uso da contabilidade mental. O resultado é que optamos por parcelar sempre que possível – e vamos somando as parcelas na nossa cabeça, sempre nos esquecendo de algo (propositalmente ou não), justificando as contas e/ou inventando uma solução.

A realidade, no entanto, é outra: estouramos o orçamento. A solução é manter o orçamento atualizado, tendo sempre em mãos o limite possível de gastos para os dias que ainda restam até o fechamento da fatura. Vale acessar periodicamente a fatura do cartão de crédito via Internet, vale anotar o que tem comprado com o cartão, vale andar com um lembrete do quanto ainda pode gastar, vale tudo para respeitar seus limites.

3) Evite ter mais de dois cartões de crédito
Imagine as contas de cabeça somadas a diversos cartões de crédito. Comprou um pouco aqui, outro pouco acolá, parcelou no cartão do Banco 1, na loja optou pelo cartão de lá e por ai vai. Sem registrar e manter um histórico atualizado das faturas, o fim do mês provavelmente será de muita confusão.

Melhor não “dar sopa pro azar”, né? Seja sensato e administre um número menor de cartões de crédito, preferencialmente com datas de fechamento e vencimento diferentes. Ter um cartão que vence no dia 15 e outro no dia 30 permite que você gerencie melhor seu fluxo de caixa e como deverão estar dispostas as despesas.

4) Prefira cartões cujas vantagens são realmente palpáveis
Adianta ter um cartão que some pontos e mais pontos para serem trocados por uma TV ou coisa do tipo, mas que exija que você gaste “rios de dinheiro” para acumular o saldo necessário para o tão sonhado objeto? É bem provável que a tal TV seja a mais cara que você vai adquirir (se conseguir somar os pontos, o que será um grande desafio).

Os benefícios existem e são reais, mas você precisa saber se eles se encaixam em seu estilo de vida, volume de gastos e, principalmente, se fazem sentido para sua família. A solução é começar por buscar informações sobre os benefícios do seu atual cartão de crédito e relembrar suas mais recentes utilizações das vantagens oferecidas. Você pode estar usando um cartão diferente de você – ou, se preferir, está deixando de usufruir de alguns benefícios.

5) Parcele as compras em no máximo três vezes e inclua as parcelas futuras no orçamento
Este item está intimamente relacionado aos itens 1 e 2, mas merece um espaço único de discussão. O parcelamento é visto como um grande diferencial dos cartões, mas é também um aspecto reconhecido pela indústria como o responsável pelos altos juros cobrados no rotativo. Há quem diga que os juros só cairão se o parcelamento sem juros pelos lojistas for extinto ou dificultado.

O excesso de parcelas é perigoso porque facilita demais o consumo e dá a falsa sensação de que as contas estão sob controle. Algo que custa muito mais do que você pode pagar fica acessível se o pagamento acontecer em 12 vezes? Não, o produto continua fora do seu alcance é importante reconhecer a necessidade de planejar-se e lidar melhor com a frustração.

E agora? E daí?
A beleza da organização financeira está nos óbvios passos (sempre óbvios!) que temos que tomar para tirá-la do papel. A vantagem dos cartões é clara: segurança, praticidade, a possibilidade de concentrarmos os pagamentos em uma única data e os benefícios da fidelização.

O sonho da casa própria

outubro 3rd, 2012

Adquirir a casa própria é provavelmente um dos sonhos mais comuns para o brasileiro ou para alguém de qualquer nacionalidade acredito. No entanto, esse sonho dever ser muito bem planejado para que o sonho não se torne um entrave no caminho da independência financeira. Arcar com uma prestação alta e custos não planejados pode atrasar ou mesmo inviabilizar o sonho de independência.

É preciso considerar todos os custos envolvidos na aquisição bem como o impacto que essa aquisição terá nos seus custos fixos. Seguem alguns exemplos de itens que precisam ser considerados:

  • Taxa de abertura de crédito. Normalmente os bancos informam a taxa de juros nominal da modalidade de financiamento e somente quando o processo está avançado é que informam a taxa de abertura de crédito que normalmente é paga a vista no dia da assinatura do contrato.
  • Vistoria do imóvel. Normalmente é paga diretamente ao avaliador do banco ou ao banco mesmo.
  • Seguros. A prestação vai incluir além do principal mais os juros também seguros para cobrir o risco de danos materiais ao imóvel bem como também um seguro para o caso de você falecer ou perder o emprego.
  • ITBI. O imposto de transmissão é municipal. Em Porto Alegre, ele é 3% do valor venal (determinado pela Prefeitura) para o imóvel. Normalmente as linhas de crédito imobiliário tem um subsídio que reduz a alíquota para 0,5% sobre a parcela do valor que é financiada. O imposto é pago no momento da compra e é necessário comprovar o pagamento para efetuar o registro do imóvel.
  • Registro do imóvel. Para efetuar o registro do imóvel você precisará pagar as taxas e emolumentos do cartório que ficarão em torno de 1% do valor do imóvel. Note que existe uma tabela para os emolumentos com base no valor declarado para o imóvel na escritura/contrato de compra e venda.

Ao adquirir a casa própria você também passa a ser responsável pela manutenção dela em oposição ao aluguel onde o responsável pela manutenção continua sendo o proprietário do imóvel. Não encontrei dados exatos sobre o custo de manutenção de um imóvel até porque vai depender da idade, das características da construção e também se a manutenção é preventiva ou corretiva, mas a maioria dos artigos que li indica que o ideal é reservar entre 1 e 2% do valor do imóvel para manutenção por ano.

Outro ponto importante é dimensionar adequadamente o tamanho do imóvel que está sendo adquirido. O custo do imóvel é quase sempre proporcional ao seu tamanho, assim como os seus custos de condomínio, se aplicável, e de manutenção também serão. Não há uma regra de tamanho, mas é preciso considerar as suas necessidades e não se deixar influenciar pela inflação do estilo de vida.

E não podemos esquecer do mantra dos agentes imobiliários: localização é tudo! Você precisa considerar não somente o impacto da localização no preço de aquisição do imóvel, mas também o impacto nos seus custos fixos (distância para o trabalho e para o supermercado, por exemplo). Eu particularmente evito dirigir ao máximo em Porto Alegre. Há algumas mudanças atrás decidi que moraria perto do escritório de forma que possa fazer a maior parte do meu deslocamento diário a pé.

Desde que voltei ao Brasil em 2004, já me mudei 4 vezes. Duas vezes moramos em apartamentos alugados e duas vezes compramos o imóvel. No início desse ano, compramos a nossa atual moradia. Nessa última mudança, mudamos apenas 1 quadra. Comparando os custos mensais das duas moradias em termos relativos a minha renda (Anterior – Aluguel, Atual -Financiada), temos o seguinte:

  Casa anterior Casa atual V%
Prestação mensal 7% 30% 328%
Condomínio 2% 5% 150%
       
Área em m2 120 240 100%
       
Custo por pessoa 5% 18% 286%

O imóvel tem 13 anos e desde que mudamos já tivemos que trocar o aquecedor e combater goteiras. O prédio teve a fachada renovada’, manutenção imprevista e o condomínio revisou o modelo de cálculo da fração ideal o que aumentou nossa participação no condomínio de cerca de 20% para quase 30%. Ainda assim, acredito que estamos em uma posição privilegiada em relação a maioria já que não temos outras dívidas e nossa renda é bastante alta.

A Suze Orman tem uma lista de regras básicas para se considerar ao avaliar a aquisição de uma casa que me parecem salutares:

  1. Ter pelo menos 20% para dar de entrada, sem usar o seu fundo de emergência;
  2. Poder pagar a prestação com tranquilidade sem comprometer as demais metas financeiras;
  3. Pretender morar no imóvel por pelo menos 5 anos; e
  4. Financiar por um prazo que não se encerre antes da sua aposentadoria prevista.

 Me parece bastante sábio considerar essas regras antes de fazer a aquisição.

Algumas dicas para controlar o consumo

setembro 10th, 2012

Como eu já disse várias vezes, não tenho muita dificuldade em ganhar dinheiro e tenho menos ainda em gastá-lo. Infelizmente, a regra de ouro das finanças pessoais ainda é a mesma. É preciso gastar menos do que se ganha para acumular riqueza e atingir os seus objetivos.

Ganhar mais dinheiro é uma opçào, mas é preciso lembrar que para cada real de aumento é na verdade  apenas R$0,72 a mais já que o imposto de renda vai ficar com uma fatia. Por outro lado cada real que se economiza reduzindo os gastos é efetivamente R$1 a mais. Aqui vão algumas dicas que estou empregando para manter o consumo sob controle. Escolha as que melhor se aplicarem a você.

1. Monitore as despesas

Quando os R$50 que você sacou ontem desaparecem e você não sabe onde foram parar, você tem um problema. Monitar o seu consumo identifica onde os vazamentos estão. Documente cada centavo gasto, onde foi gasto e porque. Quanto dessas despesas poderiam ser consideradas “necessidades”?

2. Mudando os pequenos hábitos

A chave para ser bem sucedido eliminando as despesas desnecessárias é dar um passo de cada vez. Se o seu controle de despesas revelar que você gasta 30% da renda com almoços, você provavelmente não será capaz de trocar os restaurantes pela marmita da noite para o dia. Mas talvez seja possível rever as opções de almoço. Se você é como eu que sempre compra o café da manhã no caminho do escritório (por café entenda-se coca cola, já que não bebo nada quente) pode tentar trazer de casa. No caso da coca cola, o preço na frente do escritório é pelo 3 vezes o preço do supermercado.

Identifique um novo alvo por mês, e ataque! Não vai demorar muito para encontrar um equilíbrio no orçamento que você pode aceitar.

3. Use dinheiro em espécie

Foi uma das experiências mais bem sucedidas que empreendi nos últimos tempos. Por algumas semanas, eu deixei os cartões de crédito e débito em casa e paguei em dinheiro. O efeito nos gastos foi imediato, mas trouxe uma certa dificuldade de controle. Usar o cartão facilita o controle das despesas. Alguns bloggers de finanças argumentam que ao usar dinheiro em espécie ou cheques, tomamos mais cuidados com o destino do dinheiro.

4. Dê a si uma mesada

Defina um valor mensal ou semanal para gastar como quiser. Assim você evita a crise de abstinência de consumo e tem mais chance de se manter fiel a sua rotina frugal. Pense numa dieta, sempre tem aquele dia que a sobremesa está liberada, não é verdade?

5. Compras de viagem em dinheiro

Eu viajo bastante a trabalho. Esse ano apenas, já estive 3 vezes nos Estados Unidos e 1 no México. Especialmente nos Estados Unidos, onde os preços são muito melhores do que no Brasil, é difícil controlar o consumo. Na última viagem, levei uma quantidade de dólares e adivinhem, sobrou dinheiro… Estou pensando em começar a comprar uma quantia de dólares por mês para limitar os meus gastos nas futuras viagens.

6. Listas de supermercado realmente funcionam

Faça uma lista, e se atenha a ela. Evite as compras de impulso. Não compre mais comida, especialmente as frescas, do que vai consumir em um dia ou dois. Eu adoro cerejas, mas é bem comum, esquecê-las no refrigerador até que estraguem. Planeje o cardápio da semana.

7. Estabeleça uma meta

Porque você está economizando? Você está tentando constituir um fundo de emergência, eliminar as dívidas ou trocar de carro? Qualquer que seja a sua motivação, estabeleça uma meta clara para perseguir. Se te ajudar, abra uma conta de poupança ou outro tipo de investimento específica para a sua meta. Monitore o progresso e permaneça motivado.

 

Tarefa 21: Saia apenas com o dinheiro que você pretende gastar

julho 10th, 2012

Saia apenas com o dinheiro que você quer gastar.

Esse é um plano a prova de erro. Tem funcionado para mim nas últimas semanas.

  • Decida o que você pretende fazer com o dinheiro hoje. Alimentação? Happy Hour? Táxi?
  • Dê uma olhada no seu orçamento. Você está dentro do previsto? Gastou a mais já? Dependendo da sua situação financeira, saque quanto dinheiro você está confortável em gastar.
  • Esconda, guarde a chave, esqueça na gaveta ou coloque no congelador todo dinheiro extra, cartões de crédito e débito. Sua carteira vai parecer mais magra e mais leve.

É bem fácil gastar mais do que o previsto quando se está com os amigos, ou dando uma volta no shopping. Limitando os recursos a uma certa quantidade de dinheiro te ajuda a manter-se no orçamento. Tente. Se o dinheiro não estiver na sua carteira, é menos provável que você o gaste.

 

Tarefa número 14: Monte um orçamento

maio 22nd, 2012

Crie um orçamento.

Agora sue você já examinou com carinho os detalhes do seu quebra-cabeça financeiro (ou eu assim espero), é hora de começar a construir o modo mais eficiente para atingir as metas estabelecidas.

Criar um orçamento realista e administrável é essencial para atingir essas metas. Na maioria das vezes, todos sabemos quanto dinheiro ganhamos em um mês, também temos uma boa idéia das despesas recorrentes (aluguel, serviços públicos, financiamento do carro, etc).

Existem diversos recursos disponíveis para ajudar com o orçamento. Existe um número significativo de aplicativos para o seu smartphone disponível no mercado. Eu uso uma planilha de Excel. Não há um forma mais correta de orçamento, mas considere essas dicas:

  • Primeiro aloque um valor para todas as suas despesas. Isso deve incluir aluguel, serviços básicos, pagamentos de dívidas. Todas as despesas, mesmo aquelas que acontecem uma vez por ano devem ser consideradas na proporção 1/12 no orçamento do mês.
  • Em seguida comece a poupar, tanto para o longo prazo (aposentadoria) como para o curto prazo (fundo de emergência, metas de consumo).
  • Separe uma verba razoável e fix a para você se presentear com o que quiser de tempos em tempos. Claro que só vale se presentear se cumprires o orçamento.
  • Se o primeiro método não funcionar, não perca a coragem! Manter um orçamento é pessoal e pode ser muito difícil. Você talvez precise rever a alocação várias vezes até chegar no model que atenderá melhor as suas necessidades. Você é o encarregado da sua vida; seu orçamento deve ser uma fonte de conforto para você e não de stress.

Tarefa número 4 – Procure a melhor forma de monitorar as suas finanças

fevereiro 4th, 2012

Agora que você sabe onde o seu dinheiro está e automatizou suas finanças, é hora de encontrar uma forma de controlá-las e visualizar de forma eficiente para onde seu dinheiro está indo.

Eu utilizo uma planilha eletrônica onde colo as movimentações do meu extrato bancário. Mas ando tentada a procurar por um aplicativo para o iPad. Até um caderninho ou uma agenda está valendo. Existem alguns serviços de internet que também ajudam, mas ainda não testei nenhum para fazer uma recomendação.

A minha planilha eletrônica foi evoluindo com o tempo. Costumo atualizar os gastos 1 vez por semana, e revisar os investimentos, o orçamento e a posição patrimonial uma vez por mês. Costumo preparar a planilha e enviar para o meu marido para revisão. Ajuda ter um segundo par de olhos dando uma olhada.

O conselho aqui é sempre o mesmo. Escolha a forma que funcionar melhor para você!

Dilema de orçamento: Como decidir o que você pode gastar?

setembro 17th, 2011

Eu e meu marido estamos decidindo onde passar o próximo Reveillon e obviamente como vamos pagar por isso. No momento estamos divididos entre dois destinos no Caribe: Aruba e Punta Cana.

Temos alguns projetos para o próximo ano que terão um impacto importante de caixa, como pagar o saldo de um dos apartamentos que compramos na planta e trocar de carro. Além disso, vou levar minha sobrinha para Londres em fevereiro o que significa que terei mais gastos ainda.

Quanto podemos gastar nesse projeto?
A discussão central é quanto podemos gastar com a viagem e qual a melhor forma de pagar por esse “luxo”. Nossos planos de férias não são exatamente extravagantes, mas a época que estamos planejando ir ao Caribe é que tem um efeito de aumentar o custo da viagem. Nas propostas que recebemos até o momento, essa extravagância de Reveillón vai nos custar entre $2.700 e $3.900 dólares por pessoa por uma semana num pacote “All inclusive”.

Temos dinheiro suficiente em investimentos para pagar pela viagem, no entanto, estamos avaliando a possibilidade de parcelar esse custo e não resgatar nossos investimentos. De forma que esses recursos permaneçam reservados para atender as demandas já previstas para o próximo ano (trocar de carro e liquidar o saldo do apartamento que compramos na planta). A pergunta que fica é realmente queremos gastar cerca de R$10.000 com a viagem no final do ano?

Como tenho um reajuste de salário agora em outubro que não está considerado no orçamento, provavelmente o gasto adicional com a viagem não afetará de forma significativa as nossas metas de poupança para os objetivos de consumo do próximo ano.  E considerando que a semana entre Natal e Ano Novo é a minha última oportunidade de descansar antes da correria da temporada em auditoria, me parece que os R$10.000 em um praia do Caribe não poderiam ser melhor empregados.

Procurando equilíbrio
Ainda não decidimos o que fazer no reveillon, mas não pretendemos tomar nenhuma decisão que comprometa nossa capacidade financeira no próximo ano. Considerando o nossso orçamento de gastos e expectativa de receitas, me parece razoável gastar com uma semana de pernas para o ar numa praia qualquer. No entanto, todo mês quando fecho nossa planilha de fluxo de caixa, me parece que estamos sempre enfrentando dificuldades para atingir nossas metas de poupança. Sempre parece acontecer aquele imprevisto que eleva nossos gastos além do esperado.

A pergunta continua sempre a mesma: Quanto podemos gastar de fato? Como mensurar? A nossa ferramenta de orçamento é adequada?

É muito importante atingirmos nossa meta de ter recursos para liquidar o saldo dos apartamentos adquiridos na planta e podermos trocar de carro sem dívidas. Até o momento, estamos muito próximos dessas metas. Mas certamente é preciso manter nosso custo de vida sob controle para que essas metas sejam atingidas no próximo ano. É preciso encontrar um equilíbrio entre as nossas necessidades ou vontades de consumo e nossas metas.

Ultimamente venho tentando utilizar a fórmula do equilíbrio financeiro aplicada sobre a minha renda líquida, mas ainda não sei dizer se essa metodologia vai ser bem sucedida no médio prazo. Veremos!