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2014.13 – Pague as dívidas antes de poupar para a aposentadoria

março 26th, 2014

A sabedoria convencional diz que você deve começar a investir para aposentadoria o mais cedo possível, tendo ou não dívidas ou um fundo de emergência. Afinal, quanto mais cedo você começar a poupar para a aposentadoria mais tempo os seus recursos tem para crescer. Além disso, em algumas empresas o empregador contribui de forma equivalente a contribuição mínima (matching) então você teria 100% de retorno de cara nessa situação. Para ilustrar o impacto do tempo sobre o dinheiro a tabela abaixo demonstra o valor acumulado ao final de um prazo em anos considerando um rendimento de 0,5% ao mês.

Valor futuro do capital (anos)
Investimento   (R$/mês) 1 5 10 15 20 25 30
100      1.234      6.977      16.388      29.082      46.204      69.299       100.452
500      6.168    34.885      81.940    145.409    231.020    346.497       502.258
1000    12.336    69.770    163.879    290.819    462.041    692.994    1.004.515

Enquanto tudo isso é verdade, a recomendação de investir para a aposentadoria o mais cedo possível não leva em consideração que ao enfrentar tempos difíceis (demissão, problemas de saúde, etc) as pessoas talvez não tenham outra opção a não ser usar os recursos da aposentadoria e, dependendo de como esses recursos estiverem aplicados, talvez as restrições ao seu uso antecipado, a tributação ou até mesmo o desempenho do mercado gerem perdas significativas.

É exatamente por isso, que alguns autores recomendam adiar o investimento para aposentadoria até que você já tenha pago as suas dívidas e tenha estabelecido um fundo de emergência. Uma sugestão de trajeto para seguir se você começou a pensar nas suas finanças e já tem uma boa idéia da sua realidade financeira e um orçamento seria a seguinte:

Passo 1 – Acumule um valor mínimo em um investimento livre de risco (poupança, por exemplo) – pode ser o valor da franquia do seu seguro do carro por exemplo, ou 1 mês das contas fixas (aluguel, condomínio, etc).

Passo 2 – Revise o seu orçamento para o mínimo possível (Comida, abrigo, e outras necessidades básicas) e coloque todos os recursos disponíveis para pagar as dívidas exceto pelo financiamento da casa própria.

Passo 3 – Aumente o seu investimento livre de risco para o equivalente a pelo menos 3 meses de despesas fixas (eu particulamente tenho uma meta de 12 meses) como fundo de emergência. O valor necessário para os eu fundo de emergência deve levar em consideração o tempo de recolocação na sua atividade e as fontes de renda da família.

Passo 4 – Comece a investir para a sua aposentadoria, você pode usar uma das diversas calculadoras disponíveis para determinar o montante necessário para a renda esperada futura. Alguns autores indicam um mínimo de 15% da sua renda líquida (depois das retenções de impostos).

Se você seguir o método do Dave Ramsey, haverá mais 3 passos no processo. Ainda não cheguei lá então vamos deixar essa conversa para mais adiante.

2014.01 – A incerteza do futuro não é desculpa para a sua falta de planejamento financeiro

janeiro 1st, 2014

Quem você imagina que será em 1 ano? Em 5 anos? Em 20 anos?

Um dos maiores problemas para estabelecer metas, especialmente metas financeiras, é que somos muito ruins em imaginar nossa versão do futuro. Pense no que você imaginava que seria sua vida adulta quando era criança. Aposto que existe uma certa distância entre o sonho e a realidade.

No ano passado, Alina Tugend indicou alguma ciência por trás desse problema no  The Times:

…many of us don’t have the incentive to eat healthy or save money or add to our retirement accounts because we think of ourselves in the future as someone different altogether. In fact, a future self can seem to be this annoying other person who wants to prevent you from having fun in the present.

A realidade é que quando falamos de metas financeiras muitas vezes estamos falando de prazos longos. Quando falamos em aposentadoria, podemos estar falando de 20 a 30 anos adiante. Você não consegue se imaginar claramente naquela idade, que dirá planejar para ela. É a realidade dos seus pais, não a sua.

O mesmo é feito por pais em relação aos seus filhos. Quando a criança nasce, a última preocupação na cabeça dos pais é o custo da faculdade. Especialmente no caso do primeiro filho. Mas 17/18 anos passam bem depressa.

O problema é quando o futuro chega, segundo a Sra. Tugend:

…we’re still the same selves we were last week or last month. We don’t want to drink the icky liquid, and we don’t necessarily feel we can afford the time to do worthwhile, but time-consuming, deeds.

Então qual é a solução?

Comece por ser muito claro com as suas metas. Especifique todos os detalhes envolvidos que podem não se materializar imediatamente. Não finja que a faculdade do seu filho que acabou de começar o Ensino Fundamental é um futuro longínquo e inimaginável. Não é.

Você pode sentir como se ainda tivesse 30 anos, mas se está quase comemorando (ou escondendo) os 40, é hora de cair na real. Sua versão do futuro vai bater na sua porta mais rápido do que imaginas. Lembra de todas as bobagens que fizestes enquanto adolescente? Não se torne um sexagenário que gostaria de matar a sua própria versão de 30 e poucos anos por todas as bobagens que fizestes na vida adulta, como não ser claro em relação as suas metas financeiras.

Posso garantir que a sua versão do futuro será mais feliz se conseguires reconciliar o seu hoje com o seu amanhã.

2013.18 – Quanto eu deveria ter em investimentos na minha idade?

maio 8th, 2013

Se você quer alcançar independência financeira você precisa implementar uma rotina de investimentos. Eu não quero ouvir desculpas sobre como é impossível investir com o pouco que você ganha. Se você ainda está na fase da negação, vá ler outra coisa. Caso contrário, a tabela adaptada do Financial Samurai que apresento a seguir é um bom parâmetro para avaliar o seu progresso.

Sua taxa de poupança deveria aumentar a medida que você ganha mais. Para que isso aconteça, seu consumo precisa crescer a uma taxa menor que a sua renda. O avô de um conhecido meu costumava dizer que uma pessoa bem sucedida vivia com apenas metade do que ganha. Não vou ser tão extremista aqui. Eu tenho adotado a fórmula do equilíbrio financeiro que prevê destinar 20% da renda líquida de impostos para investimentos.

O quanto você investe todo mês é importante, mas quando o objetivo final é a independência financeira, o mais importante é a taxa de cobertura das despesas já que cada um tem o seu próprio estilo de vida. Em outras palavras, quantos anos (ou meses) seus recursos acumulados em investimentos durariam?  Já que ninguém pode trabalhar para sempre, é preciso aumentar essa taxa de cobertura a medida que envelhecemos até o ponto onde começaremos a utilizar essa reserva.

Se você não tem idéia do quanto pode investir, comece com 10% da renda líquida e vá aumentando em 1% até que comece a doer.  Mantenha o investimento constante até que não doa mais, e então aumente em 1% novamente.

TAXA RECOMENDADA DE COBERTURA DE DESPESAS POR IDADE

A tabela abaixo foi adaptada do blog Financial Samurai, eu não incluí os valores pois o padrão de investimentos e o poder de compra do dólar para o real apresentam diferenças significativas. Mas a cobertura e as faixas etárias me pareceram bastante razoáveis e considera uma idade de aposentadoria entre 62 e 67 anos.

Taxa de cobertura de despesas = Investimentos / Despesas Anuais

Idade Categoria Taxa de cobertura de despesas
22-25 Acumulação 0,0 – 0,3
26-30 Acumulação 0,5 – 1,5
31-35 Acumulação 1,0 – 4,0
36-40 Exploração 3,0 – 6,0
41-45 Crise da meia idade 4,0 – 8,0
46-50 Exploração 6,0 – 10,0
51-55 Reta final 7,0 – 12,0
56-60 Reta final 8,0 – 15,0
61-65 Período de Sonho 10,0 – 20+
66-70 Período de Consumo 10,0 – 13,0
71-100 Período de Consumo 0,0 – 3,0

Aos 20 anos: Você está na fase de acumulação da sua vida. Você provavelmente está procurando por um bom empress que te trará uma renda razoável. Nem todo mundo encontra o seu emprego dos sonhos de cara. Na verdade, a maioria das pessoas troca de emprego algumas vezes até encontrar a sua “vocação”.  Você provavelmente comprou o seu primeiro carro financiado. Qualquer que seja o caso, você deveria estar poupando entre 10 e 25% da sua renda líquida de impostos. Se você puder investir esses 10 a 25% da renda líquida depois dos impostos e contribuir para um fundo de pensão até o limite da contribuição do seu empregador, melhor!

Aos 30 anos: Você ainda está na fase de acumulação, mas com um pouco de sorte e trabalho duro você já encontrou o que quer fazer para viver. Qualquer que seja o caso, você deveria ter pelo menos 1 ano de despesas coberto com os seus investimentos quando chegar aos 31 anos. Se você vive dentro das suas possibilidades e economizou 25% da sua renda, você provavelmente atingiu  meta de 1 ano de cobertura.

Aos 40 anos: Você está começando a se cansar de fazer a mesma coisa todo o tempo. Mas os seus dependentes estão contando com você para sustentar a casa. O que você pode fazer? Se você acumulou entre 3 a 10 vezes suas despesas anuais até os 40 anos, você está próximo de atingir a independência financeira.  Você possivelmente construiu algumas fontes de renda passivas ao longo do caminho, e seus recursos investido também estão gerando alguma renda.

Aos 50 anos: Se você continuou no plano terá acumulado entre 7 a 13 vezes suas despesas anuais e já começa  a ver a luz no final do túnel. Dependendo de como você passou a crise da meia idade (sem porsches ou 1000 pares de sapatos), você está no caminho certo para economizar ainda mais. Você já 100% alinhado com os seus hábitos de consumo e provavelmente poderia aumentar em 10% os seus investimentos para ajudar a última fase de acumulação.

Aos 60 anos: Parabéns! Se você acumulou entre 10-20 vezes as suas despesas anuais, pode começar a pensar em não trabalhar. Seu fundo acumulado já produz renda suficiente para viabilizar a aposentadoria ainda que o INSS possa levar mais algum tempo. Até porque se você realmente levou a sério o projeto de independência financeira, nunca contou com a previdência social mesmo. Você provavelmente não tem mais hipoteca para pagar. Por outro lado, os custos com saúde são cada vez mais altos com o avanço da idade.

Aos 70 anos e além: Claro, você provavelmente viveu com 65 a 80% da sua renda anual desde que começou a trabalhar. Agora você começa a viver com 100% e aproveitar a vida que lhe sobra. A expectativa média de vida do brasileiro é de 74 anos para homens e 78 anos para mulheres. Mas vamos ser conservadores e esperar que você viva até os 100. Assim você pode calcular a renda anual dividindo o valor acumulado, por exemplo, R$1.000.000,00 por 30 o que te dará R$33.000 por ano além da aposentadoria do INSS e do rendimento dos investimentos.

Nota importante: Obviamente ninguém pode prever o que vai acontecer para melhorar ou piorar as suas finanças. Talvez você tenha sorte e receba uma proposta de emprego fabulosa ou invista na próxima inovação da Apple. Ou talvez você seja demitido aos 40 anos e não consiga encontrar emprego por um certo tempo. A tabela acima é só uma orientação para estabelecer metas intermediárias no seu propósito de independência financeira.

O caminho do meio

dezembro 8th, 2012

Muitas vezes me parece que as pessoas vivem em extremos no que diz respeito a planejar o futuro de suas finanças. Ou atravessam o Guaíba com o Sonrisal na mão, ou gastam até o último centavo.  Assim como em quase tudo na vida, entendo que devemos planejar as nossas finanças com equilíbrio, seguindo o Caminho do Meio.

Caminho do Meio é um conceito budista que implica em uma abordagem equilibrada da vida e no controle dos impulsos e do comportamento das pessoas.

Embora a palavra “meio” denote moderação, o termo Caminho do Meio não deve ser interpretado como uma atitude passiva, comodista e relapsa.

Em um sentido mais amplo, Caminho do Meio refere-se à visão correta da vida ensinada pelo Buda, e às ações ou atitudes que geram felicidade para si próprio e para os outros. Por essa razão, o budismo é também referido como “Caminho do Meio”, indicando uma transcendência e conciliação dos extremos de visões opostas.

Voltando a questão das finanças, você pode até seguir a filosofia James Deam do “Sonhe como se fosse viver para sempre e viva como se fosse morrer amanhã”, mas daquela época para cá, a possibilidade de morrer jovem está cada vez menor. Segundo o IBGE, nos anos 70 vivíamos, em média, até os 59 anos contra 73 anos na atualidade. É um aumento na expectativa de vida de 73 anos.  Em outras palavras, na década de 70 a média dos brasileiros não atingia a idade da aposentadoria quando atualmente vive cerca de 13 anos aposentado (considerando 60 anos como idade para aposentadoria).

Outro fato que enfraquece o extremo absoluto de consumo, é que as famílias estão ficando menores. Eu, por exemplo, não tenho filhos e não pretendo ter. O que quero dizer é que não vou ter um herdeiro para me sustentar na velhice como se via algumas gerações atrás.

Por outro lado, posso ser atingida por um raio, e morrer amanhã. De que me adiantará o fundo de pensão acumulado nessa situação?

Acho que o ponto que eu quero fazer é que é possível encontrar um equilíbrio entre os extremos. Não caia na armadilha  de que é preciso escolher entre adiar a vida até a aposentadoria ou não ter aposentadoria alguma.

Para ilustrar a afirmação vou usar um exemplo que já apresentei aqui antes quando discutimos finanças para profissionais autônomos. Se você guardar apenas o equivalente a contribuição previdenciária sobre o salário mínimo em algo como a poupança.

  • Valor mensal – R$124,40 (contribuição sobre 1 salário mínimo)
  • Período – 420 meses (dos 25 aos 60 anos)
  • Rendimento – 0,5% ao mês (Sei que a regra do rendimento da poupança mudou mas poderíamos usar outras opções de investimento)
  • Fundo acumulado aos 60 anos: R$175.951,85
  • Renda mensal a 0,6%: R$1.055,71


Para enfatizar ainda mais o argumento a tabela abaixo demonstra o saldo ao final de 30 anos considerando diferentes taxas de rentabilidade mensais:

Valor\Taxa mensal 0.50% 0.75% 1% 1.50% 2.00%
100 R$100.451,50 R$183.074,35 R$349.496,41 R$1.411.358,54 R$6.232.805,64
200 R$200.903,01 R$366.148,70 R$698.992,83 R$2.822.717,08 R$12.465.611,28
300 R$301.354,51 R$549.223,04 R$1.048.489,24 R$4.234.075,62 R$18.698.416,92
400 R$401.806,02 R$732.297,39 R$1.397.985,65 R$5.645.434,16 R$24.931.222,55
500 R$502.257,52 R$915.371,74 R$1.747.482,07 R$7.056.792,70 R$31.164.028.19
1000 R$1.004.515,04 R$1.830.743,48 R$3.494.964,13 R$14.113.585.39 R$62.328.056,39
1500 R$1.506.772,56 R$2.746.115,22 R$5.242.446,20 R$21.170.378,09 R$93.492.084,58
2000 R$2.009.030,08 R$3.661.486,97 R$6.989.928,27 R$28.227.170,79 R$124.656.112,77
2500 R$2.511.287,61 R$4.576.858,71 R$8.737.410,33 R$35.283.963,48 R$155.820.140,97
3000 R$3.013.545,13 R$5.492.230,45 R$10.484.892,40 R$42.340.756,18 R$186.984.169,16

A sugestão aqui é encontrar um equilíbrio. Aproveitar a vida hoje mas planejar-se para o amanhã.

Pare de ser a pessoa que você pensa que deve ser… Torne-se aquela que você quer ser!

outubro 30th, 2012

Como sua vida tem andado? Tens mais momentos negativos do que positivos na balança? Tem dedicado mais tempo perseguindo coisas que a sociedade espera que você tenha ao invés daquilo que você realmente quer?

Supere isso. Deixe tudo para trás.

Eu sei que não é tão simples, obviamente. Mas para se mover na direção que você deseja, você precisa escapar o local em que se encontra nesse momento. Mais especificamente, você deve parar de ser a pessoa que você pensa que deve ser.

Talvez essa seja a pessoa que você foi aconselhado a ser, mas que nunca lhe pareceu perfeito. Nos fixamos no que nossos pais queriam, nossos companheiros querem, no que a sociedade quer. Nunca levando em consideração se essa é a pessoa que realmente queremos ser.

Não me levem a mal, não estou em depressão e também não pretendo fugir para Bali.

Mas a cada ano que passa, entrevisto uma nova leva de estudantes e recém formados para o processo de recrutamento e fico cada vez mais preocupada com a quantidade enorme de jovens que escolhe uma formação sem convicção e  não consegue explicar exatamente para onde vai. Nenhum vento ajuda quem não sabe para onde vai.

Me parece que estamos numa política de dar títulos para as pessoas, qualquer área serve. No momento em que começamos o ensino médio, todos os adultos em nossas vidas – pais, professores, orientadores – nos recomendam explorar todas as possibilidades para escolher a carreira que pretendemos seguir. E mesmo aqueles que não conseguem de fato escolher uma carreira, acabam seguindo a opção disponível seja em função das bolsas disponíveis atualmente ou por uma carreira genérica que se entende apresentam bons prospectos de crescimento.

Em outras palavras, todos seguimos o script para tentar ter uma vida melhor. Por favor não me entendam mal: não sou anti-faculdade. Acredito que quanto mais estudo maior a renda. Só sou contra fazer algo com o qual não nos identificamos, sou contra seguir algo cegamente.

Medo de ser diferente

Quantos estudantes provavelmente evitariam uma troca de curso se tivessem avaliado suas opções por mais tempo depois do ensino médio? Sei que nem todas as famílias tem a capacidade de enviar seus filhos para “viajar” entre o ensino médio e a faculdade. Mas talvez uma parada para fazer o cursinho no ano seguinte ao colégio ou para trabalhar um pouco ajudasse os jovens a escolher melhor o curso de graduação.

Quantas mulheres gostariam de ficar em casa e investir seu tempo no cuidado da família mas se sentem pressionadas a perseguir uma carreira? Ou vice-versa, quantas mulheres não tem nenhum interesse em ter filhos mas questionam as próprias decisões em função da cobrança da sociedade?

Quantos jovens escolhem a carreira em função do resultado de uma pesquisa de salários, ou pior, pela disponibilidade de vagas do Pro-uni. Trabalhamos a maior parte da vida, será que é pedir demais que as pessoas se identifiquem com o que fazem?

Como encontrar o seu caminho?

Como podemos deixar de andar em círculos ao redor da idéia do que deveríamos ser? Se preparar para essa mudança será diferente para cada pessoa, mas provavelmente vai incluir uma ou mais das seguintes opções:

  • Aconselhamento de carreira
  • Coaching
  • Identificar a sua visão de vida e futuro
  • Educação continuada
  • Avaliar o impacto financeiro com ou sem a ajuda de um consultor

Eu sei que soa piegas, mas se a sua vida não está funcionando, mude-a. 

É difícil lutar contra todo o nosso condicionamento de seguir um caminho. No fim das contas, você precisa decidir quanto da sua vida será definido pela expectativa das outras pessoas.

Mudança é crescimento

Nota: Não estou fazendo uma apologia ao egoísmo. Outras pessoas podem ser afetadas nesse processo, especialmente aquelas diretamente dependentes de você. Mas admitir que a situação atual não é o que você e que gostaria de explorar outrar outras possibilidades não é o mesmo que anunciar para a sua família que abandonou o emprego e comprou um barco.

Você pode até decidir adiar as mudanças maiores. Por exemplo, você pode decidir seguir um plano acelerado de investimentos que lhe permitirá se “aposentar” da sua atividade atual antes do esperado e nesse meio tempo preparar-se em paralelo para perseguir o seu sonho de conhecer o mundo ou abrir o próprio negócio.

O importante é que enquanto você atende as suas obrigações atuaisvocê já dê os passos necessários para realizar o seu sonho.Faça aulas de idioma, ou de gastronomia ou de administração. Identifique pessoas de sucesso que possam ser os seus mentores na nova profissão. Pesquisa as melhores práticas para colocar o seu plano em ação.

Mudança é difícil. A mudança pode até doer. Mas mudança é crescimento, e mudança é necessária.

Se prepare o melhor possível para a resistência inevitável. Mas mantenha essa idéia como referência: as noções das outras pessoas sobre quem você é te mantiveram onde você não quer estar. Apenas você pode decidir quanto da sua vida dedicar às expectativas dos outros.

Finanças pessoais para profissionais autônomos

outubro 21st, 2012

Esse semana tive um tema recorrente em diversas conversas com pessoas diferentes. O tema na verdade era se vale a pena ou não contribuir para o INSS quando você é um trabalhador autônomo. A conta que eu fiz era bem simples, ao invés de contribuir para o INSS colocamos o dinheiro na poupança:

  • Valor mensal – R$124,40 (contribuição sobre 1 salário mínimo)
  • Período – 420 meses (dos 25 aos 60 anos)
  • Rendimento – 0,5% ao mês (Sei que a regra do rendimento da poupança mudou mas poderíamos usar outras opções de investimento)
  • Fundo acumulado aos 60 anos: R$175.951,85
  • Renda mensal a 0,6%: R$1.055,71

Se você se aposentar pelo INSS aos 60 anos com essa contribuição a sua pensão seria uma salário mínimo, ou seja, R$622. Dá para ter uma idéia da discussão. Claro que não é tão simples assim, ao contribuir para o INSS você tem direito a outros benefícios como receber o auxílio-doença ou deixar uma pensão para um dependente menor de idade no caso de morte.

Se você não é um trabalhador assalariado, ninguém te oferece ou faz os recolhimentos necessários para a previdência social por você. Então é preciso que você mesmo tome as decisões e providências para garantir a sua aposentadoria.

Eu não sou profissional liberal, mas a regra do jogo não muda só por que você é o seu próprio patrão, você precisa gastar menos do que ganha. E como, em muitos casos, a renda é variável e pode até ser inconstante é preciso ter um orçamento enxuto e muito controlado e um fundo de reserva maior do que para os assalariados.

Além disso, você precisa cuidar do seu imposto de renda, do seu fundo de garantia assim como seguro saúde e previdência. Se você não tem nenhuma noção sobre finanças talvez seja prudente contratar um contador para ajudá-lo.

Vamos avaliar um aspecto de cada vez.

1. Controle de gastos

Se você atua como profissional autônomo em uma atividade remunerada por hora você tem condições de estimar a sua renda com base na sua ocupação. No entanto, é preciso ter cuidado para não basear a estimativa de renda no máximo possível quando na realidade você não está trabalhando em capacidade plena. Uma boa referência é usar a média do último ano.

Com essa referência de renda, você precisa estabelecer o seu orçamento. Sei que é óbvio mas vou dizer mesmo assim, é precisa ajustar o nosso estilo de vida a capacidade de renda pois não vamos conseguir esticar o dinheiro para cobrir o estilo de vida.

Um método simplista que eu usei por algum tempo é a fórmula do equilíbrio financeiro que aloca a renda na seguinte proporção: 20% para investimentos, 50% para necessidades e 30% para gastos não essenciais.

O que eu gostaria de chamar a atenção no caso do profissional autônomo é que devido a incerteza do fluxo de caixa é essencial que o orçamento seja o mais enxuto possível e que as despesas adicionais sejam pagas à vista sempre que possível. Como conselho eu replicaria o que ouvi num programa de finanças pessoais recentemente: até atingir um fundo de emergência (ver tópico 3) suficiente (pelo menos 8 meses de despesas) limite-se as despesas às essenciais (moradia, transporte e alimentação).

2. Imposto de renda

Como diz o ditado só duas coisas são certas: morte e impostos. Se você é um profissional autônomo e presta serviços para  pessoas físicas não está retendo imposto de renda na fonte quando recebe e precisará recolher o imposto quando da Declaração de Ajuste Anual no ano seguinte. O perigo aqui é esquecer que parte da nossa renda é do governo e precisa ser separada.

A tabela atual para o cálculo anual do imposto renda é a seguinte:

Base de cálculo anual em R$

Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$
Até 19.645,32

De 19.645,33 até 29.442,00

7,5

1.473,40
De 29.442,01 até 39.256,56

15,0

3.681,55
De 39.256,57 até 49.051,80

22,5

6.625,79
Acima de 49.051,80

27,5

9.078,38

Ou seja, se você vai ter uma base de cálculo em 2012 superior a R$19.645,32, você precisará pagar imposto de renda no ano que vem quando fizer a declaração. Lembre-se que base de cálculo não é a mesma coisa que a renda. A base de cálculo é o valor líquido entre a sua renda e as deduções (despesas médicas, contribuição previdênciária, entre outras). Uma forma simplificada de avaliar é usar o método simplificado que desconta 20% da base até um certo limite.

O ponto é que você precisa separar o valor estimado do imposto sempre que receber para não ter dificuldade de pagar lá na frente.

3. Fundo de Emergência (FGTS)

Os trabalhadores assalariados tem o benefício do FGTS que recebem no caso de demissão sem justa causa e também pode ser utilizado para aquisição da casa própria. O benefício é uma contribuição de 8% do salário feita pelo empregador que fica numa conta individual na Caixa Econômica Federal com uma remuneração menor que a poupança.

Os profissionais autônomos estão por conta própria. Se eles não puderem trabalhar por algum motivo não terão renda. A recomendação é manter um fundo de emergência mais robusto do que no caso dos assalariados. A recomendação mínima é sempre de 6 a 8 meses de despesas num investimento livre de risco e de liquidez imediata. No caso do autônomo, eu aumentaria esse valor para entre 8 e 12 meses.

4. Aposentadoria (Contribuições para o INSS)

Se você é um trabalhador assalariado, você já está contribuindo bem como o seu empregador para o INSS. Além disso, é cada vez mais comum as empresas oferecerem fundos de pensão para seus colaboradores.

Mas se você trabalha de forma autônoma precisará optar em contribuir para o INSS e decidir como você vai custear a sua aposentadoria porque ninguém consegue trabalhar para sempre.

Sobre o INSS, como eu comentei no início do artigo, existe uma matemática que indica que você estaria melhor guardando o dinheiro por conta própria mas é preciso efetivamente guardar o dinheiro. De qualquer forma segue um sumário das regras de aposentadoria do INSS segundo o guia da UOL:

O que é a Previdência Social?

A Previdência Social é um seguro que garante uma aposentadoria ao contribuinte quando ele pára de trabalhar.

Para ter direito a esse benefício, o trabalhador deve pagar uma contribuição mensal durante um determinado período ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O tempo de contribuição varia de acordo com o tipo de aposentadoria. O INSS administra o recebimento dessas mensalidades e paga os benefícios aos aposentados que contribuíram e que se aposentaram.

Esse salário substitui a renda do trabalhador que contribuiu quando ele pára de exercer sua função, seja por doença, idade avançada ou condições de trabalho prejudiciais à saúde (como locais com excesso de barulho ou poeira)

Como pagar a Previdência Social para se aposentar?

As empresas são responsáveis por descontar a contribuição dos funcionários contratados. No caso de autônomos e empregados domésticos, são os próprios interessados que devem fazer o pagamento, usando um carnê.

Os carnês ou Guias da Previdência Social (GPSs) para começar a pagar o INSS podem ser impressos no site daPrevidência ou comprados em papelarias e livrarias. O pagamento das mensalidades ao INSS pode ser feito em qualquer agência bancária ou casas lotéricas.

O pagamento das contribuições ao INSS pode ser feito por meio de bancos credenciados. As informações sobre quais são eles podem ser obtidas pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22 horas (exceto domingos e feriados nacionais).

Como começar a contribuir para a aposentadoria pelo INSS?

Para os trabalhadores com registro em carteira de trabalho, cabe às empresas fazer o pagamento das prestações do INSS.

Já outros contribuintes, que trabalham por conta própria ou são empregados domésticos podem fazer sua inscrição pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22 horas (exceto domingos e feriados nacionais), ou pelo site.

Os postos do INSS funcionam de segunda a sexta, mas os horários de atendimento variam de acordo com a cidade. Alguns abrem das 7h às 17h, outros das 8h às 18h e, também, há locais com horário reduzido, como, por exemplo, das 7h30 até 15h. Para localizar o endereço e em que período funciona o posto de atendimento de sua cidade, clique no link do site da Previdência.

Como saber se o patrão está pagando corretamente a previdência?

Para verificar se o patrão está pagando a Previdência Social em dia, o trabalhador precisa ir até uma agência do INSS com RG, CPF e o número do PIS (Programa de Integração Social) e solicitar o extrato de pagamento do INSS.

Quais são os tipos de previdência?

Aposentadoria especial
Aposentadoria por idade
Aposentadoria por invalidez
Aposentadoria por tempo de contribuição

Aposentadoria especial

Esse tipo de aposentadoria é dado àqueles que tenham trabalhado em condições prejudiciais à saúde, como excesso de barulho ou poeira ou manipulação de produtos tóxicos.

Para ter direito à aposentadoria especial, o trabalhador deverá comprovar, além do tempo de trabalho, efetiva exposição a essas condições prejudiciais pelo período exigido para a concessão do benefício (que varia entre 15, 20 ou 25 anos, dependendo do tipo de trabalho).

A comprovação de que o trabalhador tem direito a aposentadoria especial é feita em formulário do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), preenchido pela empresa com base em Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCA), expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.

Para isso, antes de dar entrada no pedido de aposentadoria, o trabalhador deve ir até o setor de Recursos Humanos da empresa ou até o sindicato de sua categoria para passar por um engenheiro ou médico do trabalho.

Aposentadoria por idade

A idade mínima para obter esse benefício é de 65 anos para homens e de 60 anos para mulheres. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos: aos 60 anos (homens) e aos 55 anos (mulheres). O tempo mínimo de contribuição para obter este tipo de aposentadoria é de 15 anos.

Aposentadoria por invalidez

Essa aposentadoria é concedida às pessoas que, por doença ou acidente, forem consideradas sem condições de trabalhar por um médico da Previdência Social. A consulta pode ser agendada pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados).

Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência Social, já tiver uma doença que daria o benefício.

As pessoas que recebem aposentadoria por invalidez têm que passar por um médico da Previdência a cada dois anos, senão o benefício é suspenso. O INSS informa a pessoa que uma nova perícia deve ser marcada por meio de carta.

Para ter direito a essa aposentadoria, o trabalhador tem que contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12 meses, no caso de doença. Se for acidente, esse prazo de carência não é exigido, mas é preciso estar inscrito na Previdência Social.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional (variando de acordo com o tempo e o valor da contribuição). Para ter direito à aposentadoria integral, os homens devem contribuir por pelo menos durante 35 anos, e as mulheres, por 30 anos.

Para ter direito a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que ter tempo de contribuição e idade mínima. Os homens podem requerer a partir dos 53 anos de idade e 30 anos de contribuição. As mulheres devem ter a idade mínima de 48 anos e 25 anos de contribuição.

Quem tem direito a aposentadoria?

Empregados: trabalhadores com carteira assinada, trabalhadores temporários (como bóias-frias), quem presta serviços a órgãos públicos, como ministros e secretários e pessoas nomeadas para exercerem funções de servidores públicos, mas sem serem concursadas, brasileiros que trabalham em empresas nacionais instaladas no exterior, multinacionais que funcionam no Brasil, organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e embaixadas e consulados instalados no país.

Empregados domésticos: trabalhadores que prestam serviços na casa de outra pessoa ou família, desde que essa atividade não tenha fins lucrativos para o empregador. São empregados domésticos: governanta, enfermeiro, jardineiro, motorista, caseiro, doméstica e outros.

Trabalhadores avulsos: trabalhadores que prestam serviços a empresas, mas são contratados por sindicatos. Nessa categoria estão os trabalhadores de portos: estivador, carregador, amarrador de embarcações, quem faz limpeza e conservação de embarcações e vigia. Na indústria de extração de sal e no ensacamento de cacau e café, também há trabalhadores avulsos.

Contribuintes individuais: nessa categoria, estão as pessoas que trabalham por conta própria e os trabalhadores que prestam serviços a empresas, sem vínculo empregatício. São considerados contribuintes individuais, entre outros, os sacerdotes, os diretores que recebem remuneração decorrente de atividade em empresa urbana ou rural, os síndicos remunerados, os motoristas de táxi, os vendedores ambulantes, as diaristas, os pintores, os eletricistas, os associados de cooperativas de trabalho e outros.

Segurados especiais: são os trabalhadores rurais, pescadores e índios que produzam em regime de economia familiar, sem utilização de mão-de-obra assalariada. Estão incluídos nessa categoria maridos e mulheres, companheiros e filhos maiores de 16 anos que trabalham com a família em atividade rural.

Segurados facultativos: nessa categoria, estão todas as pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria, mas decidem contribuir para a Previdência Social. Por exemplo: donas-de-casa, estudantes, síndicos de condomínio não-remunerados, desempregados e estudantes bolsistas.

Contribuição

Os valores de contribuição variam conforme os salários e o tipo de trabalhador.

Para os trabalhadores com carteira assinada, os valores de contribuição variam conforme os salários, sendo que a aliquota é maior quanto mais elevado for o recebimento mensal.

Sempre que há mudança no salário mínimo, ocorre modificação na tabela. Os valores de salário e suas respectivas alíquotas podem ser encontradas no site da Previdência.

Os trabalhadores autônomos que prestam serviço para outras pessoas ou os que fazem contribuição facultativa têm duas opções. Na primeira, podem contribuir com 11% referente a um salário mínimo (salário de contribuição). Nesse caso, receberão um salário mínimo quando se aposentarem. Além disso, a pessoa não poderá aposentar por tempo de contribuição, só por idade.

A outra opção dos autônomos ou contribuintes facultativos é pagar 20% do salário que recebem (salário de contribuição). Nesse caso para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para quem se inscreveu na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições.

Quando o trabalhador autônomo presta serviços a uma empresa (pessoa jurídica), é papel dela recolher sua contribuição. Nesse caso, serão descontados 11% do salário do trabalhador. A empresa tem a responsabilidade de pagar mais 20%, totalizando 31%. Da mesma forma, para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para os inscritos na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício é a média das 80 maiores contribuições.

Os produtores rurais que comercializam sua produção com outras pessoas devem contribuir com 2,7% referente ao valor de sua renda (salário de contribuição). Quando sua renda for menor que o salário mínimo, este trabalhador deverá contribuir com 2,7% referente a um salário mínimo.

Quando esses trabalhadores comercializam sua produção com empresas, cabe a estas pagar sua contribuição ao INSS. Nesse caso, as empresas descontam 2,3% do que pagam e completam os outros 0,4%. Mais uma vez, essa contribuição será feita referente a pelo menos um salário mínimo.

O cálculo do benefício dos trabalhadores rurais é feito da mesma maneira que se calcula para os autônomos. Para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para os inscritos na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício é a média das 80 maiores contribuições.

Como pedir aposentadoria?

Para dar entrada no benefício, nos quatro casos (aposentadoria especial, por idade, por invalidez ou por tempo de contribuição), o trabalhador deve ir até uma agência do INSS.

Os documentos variam de acordo com o tipo de aposentadoria. Veja aqui quais são eles.

O segurado pode agendar sua ida a uma agência pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados).
Também é possível fazer isso pelo site da Previdência.

Simulação da aposentadoria

No site da Previdência, é possível fazer uma simulação de quanto será o benefício por tempo de contribuição ou por idade.

Pelo tempo de contribuição, podem fazer a simulação os homens que tenham contribuído por pelo menos durante 35 anos, e as mulheres, por 30 anos.

Também é possível calcular a aposentadoria proporcional por tempo de contribuição. Nessa situação, podem fazer a simulação homens com 53 anos de idade e 30 anos de contribuição. As mulheres devem ter a idade mínima de 48 anos e 25 anos de contribuição.

Para aposentadoria por idade, é possível fazer o cálculo de homens com a idade mínima de 65 anos e mulheres com 60. Nesta situação, o mínimo de tempo de contribuição é 15 anos.

O sistema faz o cálculo considerando contribuições feitas a partir de julho de 1994 até o ano atual.

Sites e telefones úteis

A Central de Atendimento da Previdência Social funciona pelo número 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados). O atendimento pelo telefone apresenta um problema: como a demanda pelo serviço é muito grande, o número pode dar sinal de ocupado.

Para acessar o site geral da Previdência, clique aqui

Também é possível localizar as agências da Previdência Social espalhadas pelo país.

 

Moral da história: A pessoa mais interessada nas suas finanças é você mesmo. Tome o controle da sua vida e pense no seu futuro.

Os diversos caminhos para a aposentadoria

agosto 27th, 2012

“Trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho. Aposentadoria.”

Essa foi a definição do caminho para aposentadoria utilizada pela professora da New York Universtiy Sewin Chan num simpósio há alguns anos. Contudo, esse caminho pode estar mudando. A pesquisa da professora Chan indicou que 1/3 dos aposentados entre 1992 e 2004 retornaram ao mercado de trabalho. Hoje o caminho nos Estados Unidos está mais para:

“Trabalho, Trabalho, Trabalho. Aposentadoria (por um tempo). Trabalho. Aposentadoria? ”

Aqui no Brasil eu não encontrei pesquisa semelhante. Segundo o censo de 2010, 11,3% da população brasileira já tem mais de 60 anos o que representa quase 22 milhões de pessoas. Ainda segundo o censo, aproximadamente 72% das pessoas com mais de 60 anos possuem rendimento menor que 2 salários mínimos e 77% são aposentados e/ou pensionistas. Minha leitura do caminho para a aposentadoria brasileiro ainda está mais para o primeiro caso mas contando com a sorte para a aposentadoria: “Trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho. Aposentadoria?.” Só que no caso dos brasileiros, a aposentadoria não me parece muito planejada. Pelos dados de renda acima, a grande maioria das pessoas depende de um benefício de aposentadoria equivalente ao salário mínimo concedido pela previdência social. Se excluirmos os servidores públicos que geralmente possuem um benefício de aposentadoria próprio, me parece seguro dizer que a grande maioria dos brasileiros ainda não toma atitudes pró-ativas  em relação ao planejamento da sua aposentadoria.

Por aposentadoria não quero dizer ócio. Mas sim liberdade de escolha. Ter condições financeiras para poder escolher fazer o que tiver vontade ou fazer nada pela quantidade de horas que quiser.  Já falei muitas vezes sobre a aposentadoria, mas aqui vai um sumário.

  • Quanto preciso para me aposentar? O volume de recursos depende da idade com que pretendemos nos aposentar e do padrão de consumo. Considerando a expectativa de vida média do último censo do IBGE de 73,4 anos se você se aposentar aos  60 anos precisaria ter recursos para sustentar seu padrão de consumo por mais 14 anos pelo menos. Também é preciso considerar que as despesas mudam ao longo do tempo. É de se esperar que as despesas com saúde aumentem ao longo do tempo, e que outros gastos, como por exemplo o financiamento da casa própria seja eliminado.
  • Quanto preciso investir por mês até me aposentar? De novo, vai depender de quanto tempo você tem até a data da aposentadoria, da renda que você quer ter durante a aposentadoria e de indicadores de inflação, rendimento das aplicações e alíquotas de imposto de renda. Existem algumas calculadoras disponíveis na internet para ajudar com esse cálculo, aqui vai um exemplo.
  • Onde investir? Existem diversas opções de investimentos que atendem a aposentadoria. Uma recomendação muito comum é diversificar. Não colocar todas as fichas no mesmo lugar. Há ainda os planos de previdência complementar e fundos de pensão patrocinados pelo empregador que podem gerar diferimento ou benefícios de imposto de renda. Já falamos disso em outro artigo.

O mais importante na minha opinião é começar a separar um dinheiro para o seu projeto de aposentadoria, seja ele qual for.