Como chego lá?

Como chego lá?

No que diz respeito a dinheiro, o que não sabemos pode nos ferir. Ignorância não é uma benção.

Eu já vi isso acontecer várias vezes quando as pessoas comentam comigo que querem levar as finanças pessoais mais a sério. Que pretendem investir melhor e planejar o futuro.

“Excelente,” normalmente eu digo. “Qual a situação atual das tuas finanças?”

A resposta mais comum? Silêncio total e um olhar perdido.

Não me surpreende mais. Sei por experiência própria. As vezes queremos ignorar a realidade. Assim que começamos a listar nossos ativos e passivos, precisamos enfrentar tanto as nossas decisões financeiras positivas como também as negativas.

Talvez façamos um ótimo trabalho guardando dinheiro todo mês e mesmo assim mantemos um saldo de compras parceladas significativo no cartão de crédito. Precisamos saber o bom e o ruim. Caso contrário, não podemos planejar o futuro. Para entender sua situação financeira atual o começo é bem simples: você precisa de um balanço patrimonial pessoal.

Para começar, pegue uma folha em branco (ou uma planilha eletrônica). Divida ao meio e escreva “Ativos” do lado esquerdo e “Passivos” do lado direito. Então comece a fazer uma lista.

Ativos são tudo que possuímos. Passivos são tudo que devemos. No lado dos Ativos inclua coisas como saldo de poupança, fundo de pensão, valor da casa, do carro, etc. Nos Passivos, considere dívidas com crédito pessoal, cartão de crédito e financiamento imobiliário por exemplo.

Para esse processo funcionar, precisamos dos números exatos. Esteja preparado para ligar para o banco ou para o cartão de crédito se não tiver os extratos a disposição. Mais uma vez, não saber pode nos prejudicar.

Por exemplo, o juro médio nos cartões de crédito para quem paga o mínimo da fatura, segundo o Banco Central em janeiro de 2018, era 233,8% ao ano. Acredite se quiser, isso representa uma queda em relação a dezembro de 2016 quando o juro era de 465,6% ao ano. Isso significa que rolar um saldo de R$1.000,00 por um ano atualmente vai resultar numa dívida de R$3.338,00 no final de 12 meses e de mais de R$400 mil depois de 5 anos.

Claro que o balanço patrimonial pode ser uma boa surpresa. Pode revelar que estamos numa situação melhor do que imaginávamos. Isso é ótimo.

Assim que tiver todos os números, some-os. E então diminua os Passivos dos Ativos. O resultado é o seu patrimônio líquido ou a sua realidade atual.

O processo parece bem simples. Contudo, se continuarmos a evitá-lo, continuaremos a ter dificuldade para determinar de forma realista onde queremos chegar e como chegaremos lá.

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