Archive for the ‘Sem categoria’ category

2014.05 – Dica para a felicidade: Abandone as metas de médio e longo prazo de vez em quando

janeiro 30th, 2014

Todos ouvimos como é importante estabelecer e monitorar metas.

Somos incentivados a registrar as metas, colá-las no espelho e revisá-las diariamente. Algumas pessoas se referem a essas listas como  “bucket lists.” Mas depois de estabelecermos todas essas metas, muitas vezes enfrentamos a dura realidade: não teremos dinheiro suficiente para realizar todas as metas.

Nem hoje. Nem nunca.

Pode ser muito doloroso descobrir que você passou anos esperando para fazer certas coisas mas acabou limitado pela falta de dinheiro.  Podemos definir esse sentimento de desapontamento como a distância entre nossas expectativas e a realidade.

Para alguns, esse desapontamento vem quando descobrimos que a aposentadoria planejada não será mais uma opção. Anos de trabalho e poupança simplesmente não deram o resultado esperado. Então não é surpresa que depois de uma década ou mais esperando um certo resultado, até mesmo adiando a vida em prol desse resultado, ficaríamos muito desapontados quando o resultado não se materializa.

Há algum tempo atrás eu estabeleci 40 metas para perseguir até completar 40 anos de idade. Ainda não cheguei lá, mas já me é evidente que não será possível cumprir todas as metas estabelecidas com o dinheiro e o tempo que me restam. Claro que sei que levo uma vida muito acima da média. A minha vida é muito boa, não importa como eu a medir. Mas não consigo deixar de me frustar com as metas não atingidas.

A questão é o que fazer a respeito? Como evitar o descontentamento e ao mesmo tempo manter-se no caminho certo?

Aqui vai uma sugestão radical, mudar o processo de estabelecer metas baseadas num resultado único no futuro e focar no processo de viver a vida que queremos a cada dia que nos levará a vida queremos no futuro. Podemos começar por:

1. Abandonar as expectativas.

Para o caso da vida não te mostrado isso ainda, o mundo não te deve nada. Metas são ótimas, e podem nos ajudar a focar nossos esforços em direção a ser melhores ou fazer algo melhor. Mas você precisa manter as metas como metas e não como expectativas.

2. Abandonar os resultados.

Focar no processo é um modo bem melhor de estabelecer metas. Por exemplo, minha meta é tomar as melhores decisões financeiras possíveis para garantir a minha independência financeira na aposentadoria.

3. Abandonar as preocupações.

Eu sei que é bem difícil para de se preocupar com dinheiro. Afinal, tem tantas coisas na vida que dependem do dinheiro. E se eu não puder pagar a dívida da casa? E se eu perder o emprego? É um hábito difícil de largar, mas sinceramente, essa preocupação não nos traz nada de bom.

4. Abandonar as comparações.

Somos competitivos. Parece que avaliamos nossa posição na vida em relação a posição das outras pessoas. É como se todos estivéssemos numa corrida invisível uns contra os outros. Mas na verdade, estamos todos a procura de felicidade e até onde eu entendo a felicidade de um não exclui necessariamente a do outro.

5. Abandonar o acompanhamento sem intenção.

Sou a favor de monitorar as suas finanças, mas mais do que produzir uma planilha detalhada com o destino de cada centavo precisamos é usar as informações para tomar melhores decisões. Depois de tantos anos monitorando as minhas finanças, me pergunto que bem me fez saber exatamente quanto eu gasto em cada categoria. A questão é entender os nosso padrões de comportamento e ver como podemos melhorá-los.

Metas pode ser ótimas. Só precisamos fazer um trabalho melhor para que as metas não se tornem expectativas que nos causem descontentamento no futuro.

2014.01 – A incerteza do futuro não é desculpa para a sua falta de planejamento financeiro

janeiro 1st, 2014

Quem você imagina que será em 1 ano? Em 5 anos? Em 20 anos?

Um dos maiores problemas para estabelecer metas, especialmente metas financeiras, é que somos muito ruins em imaginar nossa versão do futuro. Pense no que você imaginava que seria sua vida adulta quando era criança. Aposto que existe uma certa distância entre o sonho e a realidade.

No ano passado, Alina Tugend indicou alguma ciência por trás desse problema no  The Times:

…many of us don’t have the incentive to eat healthy or save money or add to our retirement accounts because we think of ourselves in the future as someone different altogether. In fact, a future self can seem to be this annoying other person who wants to prevent you from having fun in the present.

A realidade é que quando falamos de metas financeiras muitas vezes estamos falando de prazos longos. Quando falamos em aposentadoria, podemos estar falando de 20 a 30 anos adiante. Você não consegue se imaginar claramente naquela idade, que dirá planejar para ela. É a realidade dos seus pais, não a sua.

O mesmo é feito por pais em relação aos seus filhos. Quando a criança nasce, a última preocupação na cabeça dos pais é o custo da faculdade. Especialmente no caso do primeiro filho. Mas 17/18 anos passam bem depressa.

O problema é quando o futuro chega, segundo a Sra. Tugend:

…we’re still the same selves we were last week or last month. We don’t want to drink the icky liquid, and we don’t necessarily feel we can afford the time to do worthwhile, but time-consuming, deeds.

Então qual é a solução?

Comece por ser muito claro com as suas metas. Especifique todos os detalhes envolvidos que podem não se materializar imediatamente. Não finja que a faculdade do seu filho que acabou de começar o Ensino Fundamental é um futuro longínquo e inimaginável. Não é.

Você pode sentir como se ainda tivesse 30 anos, mas se está quase comemorando (ou escondendo) os 40, é hora de cair na real. Sua versão do futuro vai bater na sua porta mais rápido do que imaginas. Lembra de todas as bobagens que fizestes enquanto adolescente? Não se torne um sexagenário que gostaria de matar a sua própria versão de 30 e poucos anos por todas as bobagens que fizestes na vida adulta, como não ser claro em relação as suas metas financeiras.

Posso garantir que a sua versão do futuro será mais feliz se conseguires reconciliar o seu hoje com o seu amanhã.

Let bygones be bygones…

dezembro 31st, 2012

O ano novo é sempre um bom momento para fazer um balanço dos nossos sucessos e fracassos. Uma forma de fazer o tal balanço e avaliar os resultados em relação as metas estabelecidas para o ano que se encerra.

Metas servem vários propósitos, indicam o objetivo a perseguir e podem servir como instrumento de motivação para mantermos a disciplina durante o percurso. Metas não são úteis apenas em finanças, servem também para quem está tentando entrar em forma, progredir na carreira, entre outras coisas.

Metas de curto prazo são importantes mas não me parece razoável concentrar o planejamento todo no curto prazo. Assim, é importante termos um projeto de vida que compreenda um período maior e nos ajude a tomar decisões que tenham um impacto além dos 12 meses do ano que estamos.

Em 2011, estabeleci 40 metas de diversas naturezas que pretendo atingir até os 40 anos. Não vou dizer quanto tempo falta, mas segue um status do projeto:

Metas Pessoais – 2 metas concluídas, 4 metas em progresso e 2 não iniciadas.

1. Atualizar o blog semanalmente por um ano. Durante 2012, foram 23 posts. O que dá mais ou menos uma atualização a cada 2 semanas. 

2. Falar espanhol fluentemente. Por enquanto, estou estudando espanhol através do Itunes -U. Os planos de viagem de 2013 incluem 2 semanas de curso de espanhol em Cuzco no Peru.

3. Fazer um curso de gastronomia fora do país (de curta duração, é claro). Não iniciado.

4. Digitalizar todas as minhas fotos. Em progresso.

5. Catalogar minha coleção de DVDs e Blu-ray.

6. Catalogar minha biblioteca.

7. Concluir o curso de fotografia. Não iniciado.

8. Me livrar das coisas desnecessárias e viver mais leve. Em progresso.

Metas de Aventura/Viagens – 0 metas concluídas. Desde que estabeleci essas metas, minhas viagens internacionais foram basicamente a trabalho, estive 4 vezes nos Estados Unidos, 1 na Colômbia e 1 no México.

1. Obter a minha certificação para mergulhar. Não iniciado.

2. Visitar a Escandinávia. Não iniciado.

3. Visitar a Rússia. Não iniciado.

4. Visitar o Caribe. Não iniciado.

5. Dirigir a Rota 66 num conversível. Não iniciado.

6. Mergulhar na Grande Barreira de Corais (Austrália). Não iniciado.

7. Ver o sol nascer em Machu Pichu. Os planos de estudar espanhol em Cuzco incluem visitar Machu Pichu durante o final de semana.

8.  Assistir aos festivais de Páscoa na Andaluzia. Não iniciado.

Metas Profissionais – 1 meta concluída, 4 em progresso e 3 não iniciadas.

1. Me tornar sócia. Estou fazendo a minha parte.

2. Completar um mestrado. Em 2011, comecei e desisti de um mestrado. O conteúdo me pareceu muito fraco de forma que o investimento de tempo necessário não me agregou muito. Estou reavaliando as alternativas disponíveis.

3. Identificar uma alternativa de renda. Não iniciado.

4. Participar de Conselhos de Administração de empresas de capital aberto. Não iniciado.

5. Atingir 10.000 visitantes no site num período de 3 meses.

6. Lecionar num curso de pós-graduação. Não iniciado.

7. Participar ativamente de instituições de classe e de mercado (Ibracon, CRC, FIERGS, IBGC). Durante 2012, me afiliei ao Ibracon. 

8. Formar sucessores. Em progresso.

Metas de Saúde/Bem-estar – 0 metas concluídas, 1 não iniciada e 6 em andamento.

1. Pesar 54kgs. No momento estou em dieta e ainda tenho um longo caminho. Segundo o endocrinologista que me acompanha o meu ideal seria 57,5kgs. 

2. Correr 10 km em menos de 1 hora. Não estou correndo. Retomei a caminhada há cerca de 1 mês.

3. Fazer check up anualmente. Em 2011 e 2012, fiz check up anualmente.

4. Participar da meia maratona da Disney. Estou retomando os treinos, quem sabe em 2015.

5. Incluir vegetais em todas as refeições principais em 5 dos 7 dias da semana. Até o momento parece estar funcionando.

6. Ficar sem tomar coca-cola (ou qualquer outro refrigerante) por 3 meses. Já estou sem coca-cola há 4 semanas. Vamos ver se consigo manter o ritmo dessa vez.

7. Ficar sem comidas insdustrializadas por pelo menos 1 mês. Não iniciada.

8. Monitorar minha pressão sanguinea semanalmente. Desde junho de 2012, estou monitorando através do aplicativo Withings para Ipad.

Metas financeiras – 1 meta concluída, 4 em andamento e 3 não iniciadas.

1. Obter rendimentos melhores do meu portfolio e reavaliar a distribuição dos meus ativos anualmente. A rentabilidade tem diminuído em função das quedas nas taxas de juros da economia, mas estou reavaliando o portfolio no final de março de cada ano.

2. Acumular 1 milhão de reais. Em andamento.

3. Evitar déficit de consumo. Em andamento.

4. Trocar meu carro urbano  (no momento, o Volvo C30 está no topo da minha lista). Não iniciado. No momento o Mini Cooper S está no topo da lista.

5. Desenvolver uma política de investimento. Em andamento, vou escrever um artigo específico sobre isso.

6. Comprar um moradia definitiva

7. Construir/comprar uma casa fora da cidade. Não iniciado.

8. Comprar um carro off-road. Não iniciado, mas estamos mais inclinados a comprar uma SUV compacta que possa ser um carro de cidade mas que também encare o barro.

Apenas 4 metas concluídas desde maio de 2011. É até um pouco desanimador. Mas as metas são ambiciosas e ainda tenho um prazo razoável. Como disse Churchill, “never, never quit”!

Feliz 2013!

 

Pare de ser a pessoa que você pensa que deve ser… Torne-se aquela que você quer ser!

outubro 30th, 2012

Como sua vida tem andado? Tens mais momentos negativos do que positivos na balança? Tem dedicado mais tempo perseguindo coisas que a sociedade espera que você tenha ao invés daquilo que você realmente quer?

Supere isso. Deixe tudo para trás.

Eu sei que não é tão simples, obviamente. Mas para se mover na direção que você deseja, você precisa escapar o local em que se encontra nesse momento. Mais especificamente, você deve parar de ser a pessoa que você pensa que deve ser.

Talvez essa seja a pessoa que você foi aconselhado a ser, mas que nunca lhe pareceu perfeito. Nos fixamos no que nossos pais queriam, nossos companheiros querem, no que a sociedade quer. Nunca levando em consideração se essa é a pessoa que realmente queremos ser.

Não me levem a mal, não estou em depressão e também não pretendo fugir para Bali.

Mas a cada ano que passa, entrevisto uma nova leva de estudantes e recém formados para o processo de recrutamento e fico cada vez mais preocupada com a quantidade enorme de jovens que escolhe uma formação sem convicção e  não consegue explicar exatamente para onde vai. Nenhum vento ajuda quem não sabe para onde vai.

Me parece que estamos numa política de dar títulos para as pessoas, qualquer área serve. No momento em que começamos o ensino médio, todos os adultos em nossas vidas – pais, professores, orientadores – nos recomendam explorar todas as possibilidades para escolher a carreira que pretendemos seguir. E mesmo aqueles que não conseguem de fato escolher uma carreira, acabam seguindo a opção disponível seja em função das bolsas disponíveis atualmente ou por uma carreira genérica que se entende apresentam bons prospectos de crescimento.

Em outras palavras, todos seguimos o script para tentar ter uma vida melhor. Por favor não me entendam mal: não sou anti-faculdade. Acredito que quanto mais estudo maior a renda. Só sou contra fazer algo com o qual não nos identificamos, sou contra seguir algo cegamente.

Medo de ser diferente

Quantos estudantes provavelmente evitariam uma troca de curso se tivessem avaliado suas opções por mais tempo depois do ensino médio? Sei que nem todas as famílias tem a capacidade de enviar seus filhos para “viajar” entre o ensino médio e a faculdade. Mas talvez uma parada para fazer o cursinho no ano seguinte ao colégio ou para trabalhar um pouco ajudasse os jovens a escolher melhor o curso de graduação.

Quantas mulheres gostariam de ficar em casa e investir seu tempo no cuidado da família mas se sentem pressionadas a perseguir uma carreira? Ou vice-versa, quantas mulheres não tem nenhum interesse em ter filhos mas questionam as próprias decisões em função da cobrança da sociedade?

Quantos jovens escolhem a carreira em função do resultado de uma pesquisa de salários, ou pior, pela disponibilidade de vagas do Pro-uni. Trabalhamos a maior parte da vida, será que é pedir demais que as pessoas se identifiquem com o que fazem?

Como encontrar o seu caminho?

Como podemos deixar de andar em círculos ao redor da idéia do que deveríamos ser? Se preparar para essa mudança será diferente para cada pessoa, mas provavelmente vai incluir uma ou mais das seguintes opções:

  • Aconselhamento de carreira
  • Coaching
  • Identificar a sua visão de vida e futuro
  • Educação continuada
  • Avaliar o impacto financeiro com ou sem a ajuda de um consultor

Eu sei que soa piegas, mas se a sua vida não está funcionando, mude-a. 

É difícil lutar contra todo o nosso condicionamento de seguir um caminho. No fim das contas, você precisa decidir quanto da sua vida será definido pela expectativa das outras pessoas.

Mudança é crescimento

Nota: Não estou fazendo uma apologia ao egoísmo. Outras pessoas podem ser afetadas nesse processo, especialmente aquelas diretamente dependentes de você. Mas admitir que a situação atual não é o que você e que gostaria de explorar outrar outras possibilidades não é o mesmo que anunciar para a sua família que abandonou o emprego e comprou um barco.

Você pode até decidir adiar as mudanças maiores. Por exemplo, você pode decidir seguir um plano acelerado de investimentos que lhe permitirá se “aposentar” da sua atividade atual antes do esperado e nesse meio tempo preparar-se em paralelo para perseguir o seu sonho de conhecer o mundo ou abrir o próprio negócio.

O importante é que enquanto você atende as suas obrigações atuaisvocê já dê os passos necessários para realizar o seu sonho.Faça aulas de idioma, ou de gastronomia ou de administração. Identifique pessoas de sucesso que possam ser os seus mentores na nova profissão. Pesquisa as melhores práticas para colocar o seu plano em ação.

Mudança é difícil. A mudança pode até doer. Mas mudança é crescimento, e mudança é necessária.

Se prepare o melhor possível para a resistência inevitável. Mas mantenha essa idéia como referência: as noções das outras pessoas sobre quem você é te mantiveram onde você não quer estar. Apenas você pode decidir quanto da sua vida dedicar às expectativas dos outros.

Tarefa número 9: Reavalie a sua cobertura de seguro

março 16th, 2012

Ninguém fica para a semente, é um fato!

A pergunta é, se você morrer, adoecer, ou ainda se roubarem o seu carro ou a casa pegar fogo, você e a sua família estão preparados para lidar com a situação do ponto de vista financeiro?

Basicamente, esses são os seguros que você deveria considerar:

  • Vida
  • Carro
  • Residência
  • Saúde

Qual a cobertura adequada? Depende muito da sua condição financeira atual e da sua idade. É preciso avaliar qual a capacidade de recuperação que você e sua família teriam em caso de sinistro.

Tarefa número 8: Calcule o custo do seu deslocamento

março 15th, 2012

Se você tem uma rotina de dirigir para o trabalho torque é mais fácil do que utilizer o transporte público, pode ser que exista um incentivo financeiro para reavaliar o seu método de transporte. Bom, como calcular isso? O modo mais fácil é usar uma tabela disponível. Eu usei a tabela da Carros na Web que me indicou um custo por quilometro rodado com o meu carro até agora de R$1,46. Caro não? Essa métrica considera é claro o investimento no carro em si e o custo financeiro do dinheiro investido. Se considerarmos só a manutenção do veículo (Impostos, revisões e combustível) o valor certamente seria menor. Segundo a planilha, algo como R$0,75 para o meu carro.

Claro que o valor vai depender do tipo de carro que você dirige. Considerando que eu moro há menos de  1km do escritório, o meu custo diário, caso eu vá de carro, seria algo próximo a R$3 por dia. Mas, na maioria dos dias, eu caminho. Isso também me fez perceber como já não vale a pena usar o meu carro a trabalho. A empresa para a qual trabalho reembolsa R$0,95 por Km, o que considerando a métrica acima não cobre o meu custo.

Qual a distância que você percorre diariamente? Quanto você poderia economizar se usasse o transporte público ou se morasse perto e pudesse ir caminhando, como eu? Claro que não estou fazendo uma apologia contra o carro, eu particularmente adoro carros, mas detesto dirigir no trânsito. Vai entender..

 

Como lidar com fracassos financeiros

setembro 5th, 2011

Ninguém é perfeito. Isso deveria ser óbvio, mas tendemos a esquecer esse fato – frequentemente.  Julgamos as outras pessoas mais pelos seus erros dos que pelos seus acertos, e somos ainda mais críticos em relação aos próprios erros. Faço isso o tempo todo. Quando faço alguma coisa que sei que está errada (ou é apenas fútil), me arrependo e critico as minhas ações o que as vezes me leva a cometer mais erros.

Ultimamente, por exemplo, tenho me debatido com a reeducação alimentar e o programa de exercícios. Claro que sempre há um fator externo para culpar, como a fratura do pulso que me impediu de continuar com os exercícios por um tempo ou a correria de um prazo que me fez pular as refeições e comer qualquer coisa. A verdade é que fiz escolhas ruins. Felizmente não há danos permanentes. Na última semana, já retomei a caminhada e estou revendo a alimentação mais uma vez.

Nos anos que passaram, muitas vezes eu me debati com erros financeiros. De fato, eu ainda cometo alguns erros de tempos em tempos. Tenho certeza que não sou a única.

Ninguém atravessa a vida sem alguns erros. Ninguém enriquece sem tropeçar de vez em quando pelo caminho. Quando você faz algo idiota (ou quando algo estúpido acontece com você), é fácil sentir-se desencorajado.  Você pode desperdiçar muito tempo reagindo aos problemas  – reparos de emergência no carro ou na casa, gastos inesperados com a saúde ou outras coisas. A melhor forma de lidar com os imprevistos financeiros é se preparar para eles.

Na minha experiência, existem duas formas essenciais de se proteger de forma pró-ativa dos perigos financeiros:

    • Educação. Quanto mais você sabe, melhor pode lidar com os problemas. Leia livros de finanças pessoais, revistas, e blogs. Conheça pessoas que controlam suas finanças e busque conselhos. Aprenda como os outros lidam com experiências comuns. Um efeito colateral da educação é que reduz o stress; quando algo der errado, e acredite algo vai dar errado, você saberá que outros já encontraram uma forma de lidar com isso e que você também conseguirá.
    • Preparação. Educação sozinha não é suficiente. você também precisa dar os passos necessários para se preparar para erros e imprevistos financeiros. Uma das melhores formas de fazê-lo é criar um fundo de emergência, uma reserva de dinheiro para ser usada somente quando algo de errado ou imprevisto acontecer. Separar R$500, R$1000 ou R$10.000 numa conta de poupança ou outro investimento livre de risco é um seguro barato; com esse colchão, seus planos financeiros não podem ser derrubados por uma crise isolada (a menos que seja um tsunami, é claro). Outra forma, é ter certeza que a sua coberta de seguro (vida, saúde, carro e casa, por exemplo) é adequada para enfrentar eventuais problemas.

Mesmo que você esteja preparado e educado, você ainda vai cometer erros de vez em quando. A despeito da minha constante vigilância, eu ainda saio da livraria com meia dúzia de livros de vez em quando. Ou volta para casa com um carro novo uma vez por ano.

É importante saber como se recuperar quando as coisas ruírem. Algumas das minhas estratégias para minimizar os danos:

    • Não entre em pânico. Relaxe e não surte. Depois de cometer um erro, dê um tempo a si mesmo (sem gastar mais dinheiro ainda, é claro) para avaliar a extensão dos danos. Como o ditado, não adianta chorar o leite derramado. Algumas vezes, apenas deixando passar alguns dias, é possível encontrar a perspectiva necessária para solucionar o problema.
    • Se possível, desfaça o erro. Alguns erros são reversíveis. Se for possível devolver o que comprou, devolva. Se não for, avalie se é possível vender algo para cobrir o rombo..
    • Não se enterre mais ainda. Dinheiro gasto é dinheiro gasto. Mas só porque você gastou R$600 no plano da academia que você não vai frequentar não precisa se iludir e gastar mais ainda com roupas para exercício ou um tênis novo. Não use o seu erro para justificar outros gastos desnecessários só para esconder a sua culpa.
    • Mantenha as suas metas em foco. Um erro é só um atraso no processo: um bloqueio no caminho para algo mais importante. Aceite o passado e foque no futuro.

Erros podem ser desencorajadores – eu sei – mas lembrem-se que erros podem ser um aprendizado disfarçado.

Existe um ditado japonês sobre perseverânça que traduz como “caí 7 vezes, me levantei 8”. Eu gosto da idéia, profissionalmente, costumo dizer que as pessoas bem sucedidas na carreira que escolhi foram aquelas que não desistiram nos momentos de dificuldade.  Acho que se pode dizer que os bem sucedidos caíram tantas vezes quanto os mal sucedidos, a única diferença é que os bem sucedidos aprenderam com os seus erros, levantaram e continuaram marchando na direção de suas metas.