Archive for the ‘Educação financeira’ category

2013.09 – O que não fazer

março 2nd, 2013

Há bastante tempo tenho escrito sobre o que fazer. Hoje resolvi salientar o que não fazer. A lista vem do livro “Investimentos Inteligentes”, do Gustavo Gerbasi.

  1. Ter uma única fonte de renda. O princípio básico da diversificação para administrar o risco de perda abrupta do rendimento familiar em caso de desemprego repentino do provedor. Esse risco também pode também ser mitigado pela criação de um fundo de emergência que garanta o cumprimento das obrigações da família por um período de 6 a 8 meses.
  2. Esperar sobrar dinheiro. Não adianta esperar que a sua renda se ajuste. A renda é a restrição, o que precisa ser ajustado é o seu padrão de consumo. Também vale lembrar que quanto mais cedo você começar mais o seu dinheiro trabalhará por você, esse é o milagre dos juros compostos, onde o tempo faz o bolo crescer.
  3. Trabalhar com muitas instituições financeiras. Se você espalhar muito o seu dinheiro, duas coisas podem acontecer no mínimo, um maior volume de taxas pagas às instituições financeiras e um custo de oportunidade pela escala nas negociações com os bancos. Um volume maior de recursos provavelmente lhe renderá melhores opções de investimento.
  4. Trabalhar apenas com uma instituição financeira. Você está limitado ao portfolio dessa instituição e sujeito ao seu risco de continuidade. Fique de olho. Aqui em casa trabalhamos com dois bancos, um público e um privado, ambos de grande porte.
  5. Querer começar grande. Quando se trata de dinheiro, o tempo é um fator tanto ou mais relevante que o montante.
  6. Poupar, ao invés de investir. Poupar é o primeiro passo, o segundo é encontrar o melhor uso dos seus recursos para obter o melhor rendimento possível, ou seja, é preciso investir.
  7. Ter um único investimento. É preciso diversificar para administrar o risco e também para buscar o melhor rendimento. Em tempos de juros baixos é preciso buscar alternativas.
  8. Sonegar impostos. A receita está cada vez mais equipada e as multas para os sonegadores são altíssimas. Faça a coisa certa!
  9. Contribuir desnecessariamente para o INSS. Se você é autonômo, provavelmente vale mais a pena investir o valor da contribuição por conta própria, do que dar dinheiro para o governo financiar a aposentadoria de outro.
  10. Manter o FGTS intocável. O FGTS rende menos que a poupança, qualquer alternativa é melhor. Avalie as oportunidades de saque permitidos.
  11. Não aproveitar as vantagens de um PGBL. É uma alternativa para a contribuição ao INSS e uma forma de planejar a sua aposentadoria.
  12. Hiperatividade ou giro excessivo nos investimentos. Cuidado com o impacto das taxas e dos impostos sobre a rentabilidade. Lembrem-se que alguns consultores de investimentos, especialmente em corretoras, ganham uma taxa a cada transação e seu interesse principal é estimular o maior número de operações possíveis.
  13. Paralisia nos investimentos. O mercado está sempre em evolução, o que era uma boa opção no ano passado pode não ser mais.
  14. Alavancagem com possibilidade de perda. Nunca tome dinheiro emprestado para investir com risco alto. A perda pode te pegar de surpresa.

2013.08 – Cartas a um jovem investidor

fevereiro 23rd, 2013

Já que já apresentei o Dave Ramsey e a Suze Orman esse ano, me parece adequado apresentar também o Gustavo Gerbasi. O Gustavo é um dos mais famosos especialistas em finanças pessoais no Brasil.

Em 2009, foi eleito um dos 100 brasileiros mais influentes, segundo a revista Época. Para maiores informações sobre o Gustavo, visite o seu site.

Entre os diversos livros sobre finanças pessoais escritos pelo Gustavo Gerbasi, meu favorito é o “Cartas a um jovem investidor”, da série “Cartas a um jovem…” da Editora Campus.

O livro é estruturado em cartas escritas pelo Gustavo a partir da sua experiência para alguém interessado em investir. É muito mais conceitual do que prático, mas é uma leitura cativante e muito útil.

O “método” proposto pelo Gustavo e consolidado em suas obras posteriores gira ao redor do que ele chama de  “Seu Plano” para conquistar a independência financeira. Seguem algumas dicas de Gustavo Gerbasi para você conquistar sua independência financeira:

1) Dedique tempo à construção de seu plano no papel ou em uma planilha eletrônica.

Principalmente para quem não lida com números no dia-a-dia, visualizar o plano ajuda tanto na motivação para executá-lo quanto na identificação de pontos falhos e “gordurinhas” – aquelas despesas mensais de pequeno valor e aparentemente irrelevantes, mas que são as grandes vilãs do orçamento quando somadas ao longo do mês.

2) Relacione todas as suas fontes de recursos financeiros e todos os seus gastos mensais.

Seja detalhista, pelo menos uma vez na vida, ao longo de um mês. Coloque no papel todos os gastos, sem esquecer as migalhas que são drenadas de seu bolso na forma de gorjetas, arredondamentos na conta da padaria, cafés no meio do dia e aquelas “coisinhas a mais” que acabamos levando na banca de jornal quando compramos a Nova. Não será pelo valor da prestação de seu carro ou de suas últimas compras no shopping que seu orçamento apresentará problemas, porque provavelmente você verificou se havia espaço na sua renda para adquiri-los. Geralmente os orçamentos estouram porque aqueles pequenos valores que são desprezados ao longo do mês acabam se tornando algumas dezenas ou centenas de reais no balanço final – provavelmente um valor que faria toda diferença no futuro se fosse poupado mês a mês.

3) Identifique suas possibilidades de redução de gastos e estabeleça limites para os gastos não programados.

O segredo de um bom planejamento financeiro é impor limites a certos gastos e ter disciplina para seguir estes limites. Se você levar a sério o item anterior, certamente irá se impressionar. Alguns gastos não são controláveis, como aluguel, impostos, escola e plano de saúde. Outros podem ser otimizados, como o gasto com alimentação e produtos de cuidado pessoal, substituindo marcas muito caras por equivalentes mais em conta e levando a sério a prática de fazer pesquisas de preços. Há também aqueles gastos que podem ser perfeitamente planejados, como a renovação do guarda-roupa, o happy hour com os amigos e o lazer de finais de semana. Com estes, estabeleça limites mensais para seus gastos, e seja fiel a estes limites. Por exemplo, estabeleça uma meta de, digamos, R$ 200 mensais para renovação do guarda-roupa. Se não gastar tudo este mês, terá a mais para o mês seguinte – mas não caia na bobagem de gastar a mais por antecedência.

4) Após otimizar seus gastos mensais, identifique de forma precisa o preço de sua sobrevivência, quanto você gasta mensalmente com segurança.

Seu padrão de vida deve ter um custo inferior a sua renda. Sugiro que você gaste para se manter, no máximo, 90% da renda líquida. No total destes gastos devem estar incluídas todas as contas essenciais, incluindo seu lazer, a renovação do guarda-roupa, as prestações do carro, seguros, gastos pequenos do dia-a-dia, etc. O importante é estabelecer um teto para seus gastos totais, seja rigorosa.

5) Calcule quanto sobra de sua remuneração para possíveis investimentos mensais.

Definindo com precisão os limites de seu orçamento, destine parte ou o total do excedente a um investimento que você faça regularmente. Se você optar por um plano de previdência privada, isto estará sendo feito com tranqüilidade. Se seu orçamento for disciplinado e você estiver satisfeita com a renda que seu plano financeiro estará garantindo no futuro, não haverá nenhum problema em fazer alguns luxos quando surgir alguma sobra – como o décimo-terceiro salário, a restituição do Imposto de Renda ou um bônus salarial. O melhor de um bom planejamento financeiro é a oportunidade que ele dá de gastarmos as sobras sem peso na consciência.

2013.04 – As regras da Suze Orman

janeiro 26th, 2013

Na semana passada falei do Dave Ransey, então nessa vou falar da Suze Orman. A Suze Orman tem um programa semanal na TV americana sobre finanças pessoais que eu também tenho assistido como podcast através do itunes. Eu comecei a assistir esses podcasts como uma forma de manter o meu inglês afiado e também aprender um pouco sobre os temas que me interessam: nutrição, espanhol, finanças pessoais e fotografia basicamente.

Voltando ao programa da Suze Orman. Normalmente o programa tem alguns quadros recorrentes. Por exemplo, o  “one on one”, onde ela avalia a situação de uma pessoa (normalmente a beira de um colapso financeiro) e dá conselhos para sair do buraco.  Já no “how am I doing?“, a Suze avalia se a pessoa vai conseguir atingir a meta proposta, normalmente a aposentadoria em alguns anos. E, o meu favorito e mais engraçado, “can I afford it?”, quando ela aprova ou recusa o desejo de consumo das pessoas. O que eu acho mais engraçado nesse quadro é que mesmo quando ela é aprova uma pessoa que claramente tem os recursos para comprar o que deseja, ela normalmente critica aqueles desejos de consumo que considera fúteis.

Além do programa, a Suze Orman tem livros, ferramentas onlines, etc. Você pode saber mais sobre ela no seu site.

O que eu acho mais interessante no discurso dela são as regras.. Ela criou uma série de regras para diversas situações. Por exemplo, 8 regras da Suze Orman para as compras de fim de ano:

  1. Confie nos seus instintos. Sempre que sentir medo de gastar dinheiro, tome como um sinal de que está gastando dinheiro que não tem para impressionar uma pessoa que nem conhece ou gosta.
  2. Lembre-se do que se trata realmente o ato de dar presentes. As festas de Natal são a respeito de dar presentes. Mas um presente verdadeiro é o tempo dedicado, o carinho, a experiência conjunta, a consideração pelo outro.
  3. Não leve 5 anos para pagar 1 presente. Se você está comprando um presente que precisará parcelar por muito tempo, a probabilidade é de que o presenteado nem se lembre do presente quando você terminar de pagá-lo.
  4. Você está disposto a pagar 3x o preço? Com as taxas de juros atuais, um financiamento longo ou rolar o saldo do cartão de crédito pode multiplicar o custo do presente.
  5. Evite a obrigação de dar presentes. Se você não tem dinheiro sobrando, a probabilidade é de que a pessoa que estás presenteando também não o tenha. Seja honesto consigo e com os demais.
  6. Faça uma pergunta simples. Pergunte as pessoas o que elas ganharam de Natal no ano anterior. Repare no olhar delas.É provável que elas nem se lembrem.
  7. Junte os amigos e doe o presente. Porque não reunir com os amigos e ao invés de trocar presentes, propor levantar fundos para uma ONG ou para outra caridade.
  8. Troque para economizar. Dê uma olhada em casa. Você provavelmente tem coisas que nunca usou e podem ser vendidas num brechó ou mesmo presenteadas para alguém.

De novo, não estou endossando a Suze. Mas quanto mais opiniões sobre o tema melhor. Como Suze sempre diz no fim do show: “First people, then money, then things. Now you know.”

2013.03 – O método de Dave Ramsey

janeiro 19th, 2013

Nos útlimos meses eu tenho ouvido o programa de rádio de Dave Ramsey como podcast através do itunes. É um programa de rádio onde as pessoas ligam para fazer perguntas sobre finanças pessoais ou mesmo para gritar a todo volume que se livraram das dívidas (I’m debt free!). O programa é norte-americano então muitos dos temas não são diretamente aplicáveis a nossa realidade, mas os conceitos básicos servem para qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.

Até onde eu pude apurar, Dave Ramsey é um típico americano que se endividou até ter que pedir insolvência civil. Depois de perder tudo, ele e a esposa começaram a estudar finanças pessoais lendo tudo que encontraram, entrevistando pessoas que criaram fortuna e foram capazes de mantê-la. Nesse caminho, Dave dedicou-se primeiramente ao ramo imobiliário mas no meio do caminho pegou um desvio e começou a compartilhar sua experiência e conhecimento com outros e construiu uma organização gigante em torno do ensino de finanças pessoais. Para mais informações sobre Dave, visite o seu site.

O plano de recuperação financeira do Dave é baseado em 7 passos (Baby steps):

  1. Acumular um fundo de emergência de $1.ooo (é doláres porque ele é norte-americano, mas podemos usar a mesma referência para reais) – um fundo de emergência é para aqueles eventos inesperados da vida que não podemos planejar: a perda de um emprego, uma gravidez inesperada, um defeito no carro, e uma lista enorme de outras coisas que a vida pode jogar na gente. $1.000 é apenas o começo de um fundo de emergência, mas vai protegê-lo da Lei de Murphy durante a sua luta contra o endividamento. Se uma emergência acontecer, você vai poder lidar com isso sem assumir mais dívidas. A idéia é quebrar o ciclo.
  2. Eliminar o endividamento usando o método Snow Ball (bola de neve) – Liste todas as suas dívidas, exceto pelo financiamento imobiliário, em ordem crescente pelo saldo. O menor saldo é a sua prioridade. Não se preocupe com as taxas de juros inicialmente. A idéia é que você precisa de vitórias imediatas para ganhar momentum no processo de eliminação de dívidas e manter-se motivados. Finanças pessoais, segundo o Dave, é 20% conhecimento e 80% hábito.
  3. 3 a 6 meses de despesas na poupança – Assim que completar os dois passos iniciais, é hora de acumular um fundo de emergência sólido. Determine qual o valor das suas despesas mensais e dedique o valor que você vinha pagando as dívidas para o seu fundo de emergência. O fundo de emergência não é um investimento. Esses recursos devem ser mantidos em uma aplicação livre de risco e de resgate imediato como a nossa velha conhecida poupança.
  4. Investir 15% da renda para aposentadoria – O próximo passo no plano de Dave é começar a investir para a aposentadoria. Obviamente ele trata das opções disponíveis nos Estados Unidos, mas podemos considerar aqui os planos de previdência, fundos de pensão patrocinados pelos empregadores e a auto-gestão. Ele não recomenda investir mais de 15% para a aposentadoria pois os recursos adicionais serão necessários para os próximos passos do programa.
  5. Fundo para faculdade dos filhos – Se você tem filhos, é bom estimar quanto será necessário para a faculdade e começar a investir considerando a rentabilidade atual dos investimentos disponíveis. Se não tem filhos, pode fazer o mesmo plano para o seu desenvolvimento profissional. Nos Estados Unidos não existem opções gratuitas para a faculdade, há uma grande variedade de bolsas, mas na falta dessas as pessoas precisam custear os estudos o que pode chegar a mais de $100.000 dólares dependendo da reputação da escola e do campo escolhido. Se o seu filho passar numa universidade gratuita, use o dinheiro para outra coisa.
  6. Antecipar o pagamento da dívida da casa – Depois do acumular o fundo de emergência, do 15% para aposentadoria e do fundo para a faculdade dos filhos, destine todo recurso adicional para antecipar o pagamento da dívida da sua casa. Não ter nenhum pagamento para fazer é uma benção e está ao alcance de todos.
  7. Construa riqueza e compartilhe – Se você chegou até aqui, construa riqueza e deixe uma herança para as gerações futuras. Ajude a quem puder pelo caminho.

Obviamente outras conceitos estão incorporados nesse plano de 7 passos como por exemplo: orçamento, frugalidade, etc.

Não estou endossando o plano do Dave. Meu conselho continua o mesmo: faça o que funciona para você. Mas sempre é bom ter alguma direção para seguir.

Algumas dicas para controlar o consumo

setembro 10th, 2012

Como eu já disse várias vezes, não tenho muita dificuldade em ganhar dinheiro e tenho menos ainda em gastá-lo. Infelizmente, a regra de ouro das finanças pessoais ainda é a mesma. É preciso gastar menos do que se ganha para acumular riqueza e atingir os seus objetivos.

Ganhar mais dinheiro é uma opçào, mas é preciso lembrar que para cada real de aumento é na verdade  apenas R$0,72 a mais já que o imposto de renda vai ficar com uma fatia. Por outro lado cada real que se economiza reduzindo os gastos é efetivamente R$1 a mais. Aqui vão algumas dicas que estou empregando para manter o consumo sob controle. Escolha as que melhor se aplicarem a você.

1. Monitore as despesas

Quando os R$50 que você sacou ontem desaparecem e você não sabe onde foram parar, você tem um problema. Monitar o seu consumo identifica onde os vazamentos estão. Documente cada centavo gasto, onde foi gasto e porque. Quanto dessas despesas poderiam ser consideradas “necessidades”?

2. Mudando os pequenos hábitos

A chave para ser bem sucedido eliminando as despesas desnecessárias é dar um passo de cada vez. Se o seu controle de despesas revelar que você gasta 30% da renda com almoços, você provavelmente não será capaz de trocar os restaurantes pela marmita da noite para o dia. Mas talvez seja possível rever as opções de almoço. Se você é como eu que sempre compra o café da manhã no caminho do escritório (por café entenda-se coca cola, já que não bebo nada quente) pode tentar trazer de casa. No caso da coca cola, o preço na frente do escritório é pelo 3 vezes o preço do supermercado.

Identifique um novo alvo por mês, e ataque! Não vai demorar muito para encontrar um equilíbrio no orçamento que você pode aceitar.

3. Use dinheiro em espécie

Foi uma das experiências mais bem sucedidas que empreendi nos últimos tempos. Por algumas semanas, eu deixei os cartões de crédito e débito em casa e paguei em dinheiro. O efeito nos gastos foi imediato, mas trouxe uma certa dificuldade de controle. Usar o cartão facilita o controle das despesas. Alguns bloggers de finanças argumentam que ao usar dinheiro em espécie ou cheques, tomamos mais cuidados com o destino do dinheiro.

4. Dê a si uma mesada

Defina um valor mensal ou semanal para gastar como quiser. Assim você evita a crise de abstinência de consumo e tem mais chance de se manter fiel a sua rotina frugal. Pense numa dieta, sempre tem aquele dia que a sobremesa está liberada, não é verdade?

5. Compras de viagem em dinheiro

Eu viajo bastante a trabalho. Esse ano apenas, já estive 3 vezes nos Estados Unidos e 1 no México. Especialmente nos Estados Unidos, onde os preços são muito melhores do que no Brasil, é difícil controlar o consumo. Na última viagem, levei uma quantidade de dólares e adivinhem, sobrou dinheiro… Estou pensando em começar a comprar uma quantia de dólares por mês para limitar os meus gastos nas futuras viagens.

6. Listas de supermercado realmente funcionam

Faça uma lista, e se atenha a ela. Evite as compras de impulso. Não compre mais comida, especialmente as frescas, do que vai consumir em um dia ou dois. Eu adoro cerejas, mas é bem comum, esquecê-las no refrigerador até que estraguem. Planeje o cardápio da semana.

7. Estabeleça uma meta

Porque você está economizando? Você está tentando constituir um fundo de emergência, eliminar as dívidas ou trocar de carro? Qualquer que seja a sua motivação, estabeleça uma meta clara para perseguir. Se te ajudar, abra uma conta de poupança ou outro tipo de investimento específica para a sua meta. Monitore o progresso e permaneça motivado.

 

Tarefa 28: Mantenha-se educado e motivado

agosto 11th, 2012
Mantenha-se educado e motivado.

Eu sei que é muito otimismo desejar que com essas 27 dicas anteriores todas as preocupações financeiras sejam resolvidas. A boa forma nas finanças é que nem a boa forma física, é um projeto sempre em andamento e que precisa de disciplina e força de vontade. A medida que as circunstâncias mudam e você pode se encontrar numa situação com mais ou menos dinheiro, dívidas, ou responsabilidades e você precisa ser capaz de enfrentar essas mudanças com todo entusiasmo e informação que for possível. Continue a ser curioso sobre o que está a disposição lá fora para que você possa enfrentar em melhores condições quaisquer obstáculos que você pode encontrar. Quando você encontrar algo relacionado com finanças pessoais nas suas buscas diárias na internet, preste atenção.  Faça perguntas. Leia o material do RH sobre o fundo de pensão que a Empresa oferece. Atenda aos seminários gratuitos na região.

Entusiasmo e conhecimento são essenciais para manter a motivação e atingir as suas metas.

 

Cuide das finanças hoje! Cuidado com as projeções enganosas..

agosto 7th, 2012

Todo ano eu começo a fazer uma projeção de reajustes de salário para todas as categorias do escritório mais ou menos nessa época. Logo após que são divulgadas as promoções. Algumas pessoas no escritório já perguntaram pela minha projeção para os aumentos que acontecerão em outubro próximo.

Bem, no ano passado o meu modelo de projeção simplista se mostrou bastante descalibrado com a realidade para 2 das 7 categorias que costumo projetar. E essa experiência chamou a minha atenção para um fenômeno que precisa ser endereçado. As pessoas gastam hoje por conta de uma expectativa de aumento de renda ou de um ganho extraordinário amanhã.

O que é preciso considerar aqui é o princípio da incerteza. No pior cenário, a renda se mantém instável e a pessoa acaba com uma dívida que não pode pagar. Se as coisas vão bem, a pessoa eleva antecipadamente o seu padrão de consumo e quando o tal aumento chegar, tem um impacto bem menor na situação geral das finanças.

Acho que a mensagem que eu quero passar aqui é para não incentivar a inflação de estilo de vida. Procure um equilíbrio, não exagere hoje às custas do seu dia de amanhã. A regra de ouro me parece que precisa ser esclarecida: é preciso gastar hoje menos do que se ganha hoje!