Archive for the ‘Casa própria’ category

2013.29 – Regra geral para comprar a casa própria

outubro 10th, 2013

Já escrevi muitas vezes sobre o dilema comprar x alugar a moradia. Não, esse artigo não vai debater sobre isso. A idéia aqui é resumir alguns indicadores para ajudar na decisão de comprar a casa própria. Essa orientação vem do que tenho lido e ouvido de alguns autores consagrados em finanças pessoais e está relacionada a avaliação de capacidade de pagamento. Em outras palavras, são indicadores para avaliar se a criatura pode pagar pela casa própria.

Existem muitas outras considerações a fazer ao adquirir uma casa como localização ideal, tamanho adequado, etc. Essas considerações não estão cobertas nesse artigo.

Então. De forma geral, uma pessoa estaria em condições de pagar pela casa própria se:

  • Possui um fundo de emergência equivalente a 8 meses de despesa considerando a prestação que terá que pagar pela casa;
  • Tem recursos para pagar 20% do valor do imóvel como entrada;
  • É capaz de absorver o valor da prestação considerando um financiamento imobiliário em no máximo 30 anos (15 seria melhor) com SAC (Sistema de Amortização Constante) e juros pré-fixados.
  • O valor mensal deve incluir seguro do imóvel e uma estimativa de manutenção.
  • Pretende morar nessa mesma casa por um período mínimo de 3 anos.

Essas considerações não se aplicam a imóveis para investimento é claro. Se você pretende comprar um imóvel como investimento, seja para revender ou para alugar, deveria considerar o retorno desse investimento na sua decisão.

2013.20 – Portabilidade dos financiamentos imobiliários

junho 17th, 2013

Em vigor desde o ano passado, a Lei 12.703 dá aos compradores de imóveis o direito de mudar de banco financiador sem a necessidade de cancelar o contrato original. A portabilidade do financiamento imobiliário permite que o consumidor negocie a sua dívida com outras instituições financeiras e que assim possa buscar menores taxas de juros no mercado. A medida proporcionou, por exemplo, a redução dos custos cartoriais para realizar a operação.

No entanto, antes de optar pela mudança de banco, é preciso tomar algumas precauções. Em primeiro lugar é preciso comparar o que está sendo ofertado, se possível, tente antes renegociar a taxa do financiamento com a instituição geradora de crédito.

Com a portabilidade, o consumidor que já tenha feito um empréstimo com uma determinada instituição financeira pode transferir o contrato a outra sem perder o crédito imobiliário. Assim, o novo banco paga o valor integral do imóvel à primeira instituição e passando a ser o credor da dívida. Ao longo de 20 ou 30 anos, a mudança para um banco com taxas de juros menores em dois ou três pontos percentuais, por exemplo, terá um impacto significativo no valor final do imóvel. Mas para fazer a portabilidade, o cliente terá que arcar com custos referentes à avaliação do imóvel. Na comparação que fizemos temos uma taxa de R$800 a pagar com uma redução de R$800 por mês no valor da parcela.

De qualquer modo, o consumidor que quiser portar seu crédito para bancos com taxas mais baixas deve ficar atento, pois a instituição pode incluir algum serviço ou tarifa para levar vantagem na portabilidade. Pensando nisso, o Idec destaca algumas dicas para ajudá-lo na hora da transferência.

  • Primeiramente, negocie e exija todas as informações como o CET (Custo Efetivo Total) detalhado e o contrato do banco para onde vai migrar seu crédito;
  • Se o número de parcelas aumentar no financiamento com o novo banco credor (alongamento do perfil da dívida), fique atento: pode ser que a portabilidade não seja vantajosa;
  • A quitação de sua dívida com o banco do qual pretende transferir sua dívida deve ser feita pelo banco para onde você a está levando, e não por você;
  • Não aceite arcar com qualquer custo relacionado à transferência dos valores para a quitação da dívida com o banco do qual está retirando seu crédito, pois isso é ilegal;
  • Na operação de transferência da dívida, não é permitida cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), a não ser que você solicite mais dinheiro (amplie seu financiamento) do novo banco credor e, mesmo assim, o imposto deve ser apenas proporcional ao valor adicional solicitado;
  • Exija do banco de onde vai migrar sua dívida todas as informações sobre ela e suas informações cadastrais em, no máximo, 15 dias;
  • Conforme o tipo de crédito a ser transferido a outra instituição (financiamento de bens, como veículos, por exemplo), não aceite a imposição de ter de abrir conta corrente no novo banco credor. No entanto, isso pode ser necessário para créditos em que há depósito direto em conta corrente;
  • A imposição de contratação de qualquer outro produto ou serviço pelo novo banco credor é ilegal – essa prática abusiva é chamada de “venda casada”;
  • Se o banco do qual pretende sair lhe impuser sanções, como a retirada de benefícios ou produtos como cheque especial e cartão de crédito, denuncie e não aceite a prática, que é abusiva, pois equivale à uma venda casada “às avessas”, pois condicionam um produto ou serviço em função de outro;
  • Se o banco para onde vai portar seu crédito exigir de você o ingresso em um cadastro positivo qualquer, recuse-se, pois tal cadastro ainda não foi regulamentado;
  • Na portabilidade de crédito imobiliário, fique atento aos custos com a documentação no cartório e a vistoria do imóvel: isso pode tornar a operação desvantajosa.