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Pare de ser a pessoa que você pensa que deve ser… Torne-se aquela que você quer ser!

outubro 30th, 2012

Como sua vida tem andado? Tens mais momentos negativos do que positivos na balança? Tem dedicado mais tempo perseguindo coisas que a sociedade espera que você tenha ao invés daquilo que você realmente quer?

Supere isso. Deixe tudo para trás.

Eu sei que não é tão simples, obviamente. Mas para se mover na direção que você deseja, você precisa escapar o local em que se encontra nesse momento. Mais especificamente, você deve parar de ser a pessoa que você pensa que deve ser.

Talvez essa seja a pessoa que você foi aconselhado a ser, mas que nunca lhe pareceu perfeito. Nos fixamos no que nossos pais queriam, nossos companheiros querem, no que a sociedade quer. Nunca levando em consideração se essa é a pessoa que realmente queremos ser.

Não me levem a mal, não estou em depressão e também não pretendo fugir para Bali.

Mas a cada ano que passa, entrevisto uma nova leva de estudantes e recém formados para o processo de recrutamento e fico cada vez mais preocupada com a quantidade enorme de jovens que escolhe uma formação sem convicção e  não consegue explicar exatamente para onde vai. Nenhum vento ajuda quem não sabe para onde vai.

Me parece que estamos numa política de dar títulos para as pessoas, qualquer área serve. No momento em que começamos o ensino médio, todos os adultos em nossas vidas – pais, professores, orientadores – nos recomendam explorar todas as possibilidades para escolher a carreira que pretendemos seguir. E mesmo aqueles que não conseguem de fato escolher uma carreira, acabam seguindo a opção disponível seja em função das bolsas disponíveis atualmente ou por uma carreira genérica que se entende apresentam bons prospectos de crescimento.

Em outras palavras, todos seguimos o script para tentar ter uma vida melhor. Por favor não me entendam mal: não sou anti-faculdade. Acredito que quanto mais estudo maior a renda. Só sou contra fazer algo com o qual não nos identificamos, sou contra seguir algo cegamente.

Medo de ser diferente

Quantos estudantes provavelmente evitariam uma troca de curso se tivessem avaliado suas opções por mais tempo depois do ensino médio? Sei que nem todas as famílias tem a capacidade de enviar seus filhos para “viajar” entre o ensino médio e a faculdade. Mas talvez uma parada para fazer o cursinho no ano seguinte ao colégio ou para trabalhar um pouco ajudasse os jovens a escolher melhor o curso de graduação.

Quantas mulheres gostariam de ficar em casa e investir seu tempo no cuidado da família mas se sentem pressionadas a perseguir uma carreira? Ou vice-versa, quantas mulheres não tem nenhum interesse em ter filhos mas questionam as próprias decisões em função da cobrança da sociedade?

Quantos jovens escolhem a carreira em função do resultado de uma pesquisa de salários, ou pior, pela disponibilidade de vagas do Pro-uni. Trabalhamos a maior parte da vida, será que é pedir demais que as pessoas se identifiquem com o que fazem?

Como encontrar o seu caminho?

Como podemos deixar de andar em círculos ao redor da idéia do que deveríamos ser? Se preparar para essa mudança será diferente para cada pessoa, mas provavelmente vai incluir uma ou mais das seguintes opções:

  • Aconselhamento de carreira
  • Coaching
  • Identificar a sua visão de vida e futuro
  • Educação continuada
  • Avaliar o impacto financeiro com ou sem a ajuda de um consultor

Eu sei que soa piegas, mas se a sua vida não está funcionando, mude-a. 

É difícil lutar contra todo o nosso condicionamento de seguir um caminho. No fim das contas, você precisa decidir quanto da sua vida será definido pela expectativa das outras pessoas.

Mudança é crescimento

Nota: Não estou fazendo uma apologia ao egoísmo. Outras pessoas podem ser afetadas nesse processo, especialmente aquelas diretamente dependentes de você. Mas admitir que a situação atual não é o que você e que gostaria de explorar outrar outras possibilidades não é o mesmo que anunciar para a sua família que abandonou o emprego e comprou um barco.

Você pode até decidir adiar as mudanças maiores. Por exemplo, você pode decidir seguir um plano acelerado de investimentos que lhe permitirá se “aposentar” da sua atividade atual antes do esperado e nesse meio tempo preparar-se em paralelo para perseguir o seu sonho de conhecer o mundo ou abrir o próprio negócio.

O importante é que enquanto você atende as suas obrigações atuaisvocê já dê os passos necessários para realizar o seu sonho.Faça aulas de idioma, ou de gastronomia ou de administração. Identifique pessoas de sucesso que possam ser os seus mentores na nova profissão. Pesquisa as melhores práticas para colocar o seu plano em ação.

Mudança é difícil. A mudança pode até doer. Mas mudança é crescimento, e mudança é necessária.

Se prepare o melhor possível para a resistência inevitável. Mas mantenha essa idéia como referência: as noções das outras pessoas sobre quem você é te mantiveram onde você não quer estar. Apenas você pode decidir quanto da sua vida dedicar às expectativas dos outros.

Finanças pessoais para profissionais autônomos

outubro 21st, 2012

Esse semana tive um tema recorrente em diversas conversas com pessoas diferentes. O tema na verdade era se vale a pena ou não contribuir para o INSS quando você é um trabalhador autônomo. A conta que eu fiz era bem simples, ao invés de contribuir para o INSS colocamos o dinheiro na poupança:

  • Valor mensal – R$124,40 (contribuição sobre 1 salário mínimo)
  • Período – 420 meses (dos 25 aos 60 anos)
  • Rendimento – 0,5% ao mês (Sei que a regra do rendimento da poupança mudou mas poderíamos usar outras opções de investimento)
  • Fundo acumulado aos 60 anos: R$175.951,85
  • Renda mensal a 0,6%: R$1.055,71

Se você se aposentar pelo INSS aos 60 anos com essa contribuição a sua pensão seria uma salário mínimo, ou seja, R$622. Dá para ter uma idéia da discussão. Claro que não é tão simples assim, ao contribuir para o INSS você tem direito a outros benefícios como receber o auxílio-doença ou deixar uma pensão para um dependente menor de idade no caso de morte.

Se você não é um trabalhador assalariado, ninguém te oferece ou faz os recolhimentos necessários para a previdência social por você. Então é preciso que você mesmo tome as decisões e providências para garantir a sua aposentadoria.

Eu não sou profissional liberal, mas a regra do jogo não muda só por que você é o seu próprio patrão, você precisa gastar menos do que ganha. E como, em muitos casos, a renda é variável e pode até ser inconstante é preciso ter um orçamento enxuto e muito controlado e um fundo de reserva maior do que para os assalariados.

Além disso, você precisa cuidar do seu imposto de renda, do seu fundo de garantia assim como seguro saúde e previdência. Se você não tem nenhuma noção sobre finanças talvez seja prudente contratar um contador para ajudá-lo.

Vamos avaliar um aspecto de cada vez.

1. Controle de gastos

Se você atua como profissional autônomo em uma atividade remunerada por hora você tem condições de estimar a sua renda com base na sua ocupação. No entanto, é preciso ter cuidado para não basear a estimativa de renda no máximo possível quando na realidade você não está trabalhando em capacidade plena. Uma boa referência é usar a média do último ano.

Com essa referência de renda, você precisa estabelecer o seu orçamento. Sei que é óbvio mas vou dizer mesmo assim, é precisa ajustar o nosso estilo de vida a capacidade de renda pois não vamos conseguir esticar o dinheiro para cobrir o estilo de vida.

Um método simplista que eu usei por algum tempo é a fórmula do equilíbrio financeiro que aloca a renda na seguinte proporção: 20% para investimentos, 50% para necessidades e 30% para gastos não essenciais.

O que eu gostaria de chamar a atenção no caso do profissional autônomo é que devido a incerteza do fluxo de caixa é essencial que o orçamento seja o mais enxuto possível e que as despesas adicionais sejam pagas à vista sempre que possível. Como conselho eu replicaria o que ouvi num programa de finanças pessoais recentemente: até atingir um fundo de emergência (ver tópico 3) suficiente (pelo menos 8 meses de despesas) limite-se as despesas às essenciais (moradia, transporte e alimentação).

2. Imposto de renda

Como diz o ditado só duas coisas são certas: morte e impostos. Se você é um profissional autônomo e presta serviços para  pessoas físicas não está retendo imposto de renda na fonte quando recebe e precisará recolher o imposto quando da Declaração de Ajuste Anual no ano seguinte. O perigo aqui é esquecer que parte da nossa renda é do governo e precisa ser separada.

A tabela atual para o cálculo anual do imposto renda é a seguinte:

Base de cálculo anual em R$

Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$
Até 19.645,32

De 19.645,33 até 29.442,00

7,5

1.473,40
De 29.442,01 até 39.256,56

15,0

3.681,55
De 39.256,57 até 49.051,80

22,5

6.625,79
Acima de 49.051,80

27,5

9.078,38

Ou seja, se você vai ter uma base de cálculo em 2012 superior a R$19.645,32, você precisará pagar imposto de renda no ano que vem quando fizer a declaração. Lembre-se que base de cálculo não é a mesma coisa que a renda. A base de cálculo é o valor líquido entre a sua renda e as deduções (despesas médicas, contribuição previdênciária, entre outras). Uma forma simplificada de avaliar é usar o método simplificado que desconta 20% da base até um certo limite.

O ponto é que você precisa separar o valor estimado do imposto sempre que receber para não ter dificuldade de pagar lá na frente.

3. Fundo de Emergência (FGTS)

Os trabalhadores assalariados tem o benefício do FGTS que recebem no caso de demissão sem justa causa e também pode ser utilizado para aquisição da casa própria. O benefício é uma contribuição de 8% do salário feita pelo empregador que fica numa conta individual na Caixa Econômica Federal com uma remuneração menor que a poupança.

Os profissionais autônomos estão por conta própria. Se eles não puderem trabalhar por algum motivo não terão renda. A recomendação é manter um fundo de emergência mais robusto do que no caso dos assalariados. A recomendação mínima é sempre de 6 a 8 meses de despesas num investimento livre de risco e de liquidez imediata. No caso do autônomo, eu aumentaria esse valor para entre 8 e 12 meses.

4. Aposentadoria (Contribuições para o INSS)

Se você é um trabalhador assalariado, você já está contribuindo bem como o seu empregador para o INSS. Além disso, é cada vez mais comum as empresas oferecerem fundos de pensão para seus colaboradores.

Mas se você trabalha de forma autônoma precisará optar em contribuir para o INSS e decidir como você vai custear a sua aposentadoria porque ninguém consegue trabalhar para sempre.

Sobre o INSS, como eu comentei no início do artigo, existe uma matemática que indica que você estaria melhor guardando o dinheiro por conta própria mas é preciso efetivamente guardar o dinheiro. De qualquer forma segue um sumário das regras de aposentadoria do INSS segundo o guia da UOL:

O que é a Previdência Social?

A Previdência Social é um seguro que garante uma aposentadoria ao contribuinte quando ele pára de trabalhar.

Para ter direito a esse benefício, o trabalhador deve pagar uma contribuição mensal durante um determinado período ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O tempo de contribuição varia de acordo com o tipo de aposentadoria. O INSS administra o recebimento dessas mensalidades e paga os benefícios aos aposentados que contribuíram e que se aposentaram.

Esse salário substitui a renda do trabalhador que contribuiu quando ele pára de exercer sua função, seja por doença, idade avançada ou condições de trabalho prejudiciais à saúde (como locais com excesso de barulho ou poeira)

Como pagar a Previdência Social para se aposentar?

As empresas são responsáveis por descontar a contribuição dos funcionários contratados. No caso de autônomos e empregados domésticos, são os próprios interessados que devem fazer o pagamento, usando um carnê.

Os carnês ou Guias da Previdência Social (GPSs) para começar a pagar o INSS podem ser impressos no site daPrevidência ou comprados em papelarias e livrarias. O pagamento das mensalidades ao INSS pode ser feito em qualquer agência bancária ou casas lotéricas.

O pagamento das contribuições ao INSS pode ser feito por meio de bancos credenciados. As informações sobre quais são eles podem ser obtidas pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22 horas (exceto domingos e feriados nacionais).

Como começar a contribuir para a aposentadoria pelo INSS?

Para os trabalhadores com registro em carteira de trabalho, cabe às empresas fazer o pagamento das prestações do INSS.

Já outros contribuintes, que trabalham por conta própria ou são empregados domésticos podem fazer sua inscrição pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22 horas (exceto domingos e feriados nacionais), ou pelo site.

Os postos do INSS funcionam de segunda a sexta, mas os horários de atendimento variam de acordo com a cidade. Alguns abrem das 7h às 17h, outros das 8h às 18h e, também, há locais com horário reduzido, como, por exemplo, das 7h30 até 15h. Para localizar o endereço e em que período funciona o posto de atendimento de sua cidade, clique no link do site da Previdência.

Como saber se o patrão está pagando corretamente a previdência?

Para verificar se o patrão está pagando a Previdência Social em dia, o trabalhador precisa ir até uma agência do INSS com RG, CPF e o número do PIS (Programa de Integração Social) e solicitar o extrato de pagamento do INSS.

Quais são os tipos de previdência?

Aposentadoria especial
Aposentadoria por idade
Aposentadoria por invalidez
Aposentadoria por tempo de contribuição

Aposentadoria especial

Esse tipo de aposentadoria é dado àqueles que tenham trabalhado em condições prejudiciais à saúde, como excesso de barulho ou poeira ou manipulação de produtos tóxicos.

Para ter direito à aposentadoria especial, o trabalhador deverá comprovar, além do tempo de trabalho, efetiva exposição a essas condições prejudiciais pelo período exigido para a concessão do benefício (que varia entre 15, 20 ou 25 anos, dependendo do tipo de trabalho).

A comprovação de que o trabalhador tem direito a aposentadoria especial é feita em formulário do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), preenchido pela empresa com base em Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCA), expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.

Para isso, antes de dar entrada no pedido de aposentadoria, o trabalhador deve ir até o setor de Recursos Humanos da empresa ou até o sindicato de sua categoria para passar por um engenheiro ou médico do trabalho.

Aposentadoria por idade

A idade mínima para obter esse benefício é de 65 anos para homens e de 60 anos para mulheres. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos: aos 60 anos (homens) e aos 55 anos (mulheres). O tempo mínimo de contribuição para obter este tipo de aposentadoria é de 15 anos.

Aposentadoria por invalidez

Essa aposentadoria é concedida às pessoas que, por doença ou acidente, forem consideradas sem condições de trabalhar por um médico da Previdência Social. A consulta pode ser agendada pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados).

Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência Social, já tiver uma doença que daria o benefício.

As pessoas que recebem aposentadoria por invalidez têm que passar por um médico da Previdência a cada dois anos, senão o benefício é suspenso. O INSS informa a pessoa que uma nova perícia deve ser marcada por meio de carta.

Para ter direito a essa aposentadoria, o trabalhador tem que contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12 meses, no caso de doença. Se for acidente, esse prazo de carência não é exigido, mas é preciso estar inscrito na Previdência Social.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional (variando de acordo com o tempo e o valor da contribuição). Para ter direito à aposentadoria integral, os homens devem contribuir por pelo menos durante 35 anos, e as mulheres, por 30 anos.

Para ter direito a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que ter tempo de contribuição e idade mínima. Os homens podem requerer a partir dos 53 anos de idade e 30 anos de contribuição. As mulheres devem ter a idade mínima de 48 anos e 25 anos de contribuição.

Quem tem direito a aposentadoria?

Empregados: trabalhadores com carteira assinada, trabalhadores temporários (como bóias-frias), quem presta serviços a órgãos públicos, como ministros e secretários e pessoas nomeadas para exercerem funções de servidores públicos, mas sem serem concursadas, brasileiros que trabalham em empresas nacionais instaladas no exterior, multinacionais que funcionam no Brasil, organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e embaixadas e consulados instalados no país.

Empregados domésticos: trabalhadores que prestam serviços na casa de outra pessoa ou família, desde que essa atividade não tenha fins lucrativos para o empregador. São empregados domésticos: governanta, enfermeiro, jardineiro, motorista, caseiro, doméstica e outros.

Trabalhadores avulsos: trabalhadores que prestam serviços a empresas, mas são contratados por sindicatos. Nessa categoria estão os trabalhadores de portos: estivador, carregador, amarrador de embarcações, quem faz limpeza e conservação de embarcações e vigia. Na indústria de extração de sal e no ensacamento de cacau e café, também há trabalhadores avulsos.

Contribuintes individuais: nessa categoria, estão as pessoas que trabalham por conta própria e os trabalhadores que prestam serviços a empresas, sem vínculo empregatício. São considerados contribuintes individuais, entre outros, os sacerdotes, os diretores que recebem remuneração decorrente de atividade em empresa urbana ou rural, os síndicos remunerados, os motoristas de táxi, os vendedores ambulantes, as diaristas, os pintores, os eletricistas, os associados de cooperativas de trabalho e outros.

Segurados especiais: são os trabalhadores rurais, pescadores e índios que produzam em regime de economia familiar, sem utilização de mão-de-obra assalariada. Estão incluídos nessa categoria maridos e mulheres, companheiros e filhos maiores de 16 anos que trabalham com a família em atividade rural.

Segurados facultativos: nessa categoria, estão todas as pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria, mas decidem contribuir para a Previdência Social. Por exemplo: donas-de-casa, estudantes, síndicos de condomínio não-remunerados, desempregados e estudantes bolsistas.

Contribuição

Os valores de contribuição variam conforme os salários e o tipo de trabalhador.

Para os trabalhadores com carteira assinada, os valores de contribuição variam conforme os salários, sendo que a aliquota é maior quanto mais elevado for o recebimento mensal.

Sempre que há mudança no salário mínimo, ocorre modificação na tabela. Os valores de salário e suas respectivas alíquotas podem ser encontradas no site da Previdência.

Os trabalhadores autônomos que prestam serviço para outras pessoas ou os que fazem contribuição facultativa têm duas opções. Na primeira, podem contribuir com 11% referente a um salário mínimo (salário de contribuição). Nesse caso, receberão um salário mínimo quando se aposentarem. Além disso, a pessoa não poderá aposentar por tempo de contribuição, só por idade.

A outra opção dos autônomos ou contribuintes facultativos é pagar 20% do salário que recebem (salário de contribuição). Nesse caso para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para quem se inscreveu na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições.

Quando o trabalhador autônomo presta serviços a uma empresa (pessoa jurídica), é papel dela recolher sua contribuição. Nesse caso, serão descontados 11% do salário do trabalhador. A empresa tem a responsabilidade de pagar mais 20%, totalizando 31%. Da mesma forma, para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para os inscritos na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício é a média das 80 maiores contribuições.

Os produtores rurais que comercializam sua produção com outras pessoas devem contribuir com 2,7% referente ao valor de sua renda (salário de contribuição). Quando sua renda for menor que o salário mínimo, este trabalhador deverá contribuir com 2,7% referente a um salário mínimo.

Quando esses trabalhadores comercializam sua produção com empresas, cabe a estas pagar sua contribuição ao INSS. Nesse caso, as empresas descontam 2,3% do que pagam e completam os outros 0,4%. Mais uma vez, essa contribuição será feita referente a pelo menos um salário mínimo.

O cálculo do benefício dos trabalhadores rurais é feito da mesma maneira que se calcula para os autônomos. Para quem se inscreveu na Previdência até 28 de novembro de 1999, o valor do benefício será a média das 80 maiores contribuições feitas a partir de julho de 94 até o ano da aposentadoria. Para os inscritos na Previdência a partir de 29 novembro de 1999, o valor do benefício é a média das 80 maiores contribuições.

Como pedir aposentadoria?

Para dar entrada no benefício, nos quatro casos (aposentadoria especial, por idade, por invalidez ou por tempo de contribuição), o trabalhador deve ir até uma agência do INSS.

Os documentos variam de acordo com o tipo de aposentadoria. Veja aqui quais são eles.

O segurado pode agendar sua ida a uma agência pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados).
Também é possível fazer isso pelo site da Previdência.

Simulação da aposentadoria

No site da Previdência, é possível fazer uma simulação de quanto será o benefício por tempo de contribuição ou por idade.

Pelo tempo de contribuição, podem fazer a simulação os homens que tenham contribuído por pelo menos durante 35 anos, e as mulheres, por 30 anos.

Também é possível calcular a aposentadoria proporcional por tempo de contribuição. Nessa situação, podem fazer a simulação homens com 53 anos de idade e 30 anos de contribuição. As mulheres devem ter a idade mínima de 48 anos e 25 anos de contribuição.

Para aposentadoria por idade, é possível fazer o cálculo de homens com a idade mínima de 65 anos e mulheres com 60. Nesta situação, o mínimo de tempo de contribuição é 15 anos.

O sistema faz o cálculo considerando contribuições feitas a partir de julho de 1994 até o ano atual.

Sites e telefones úteis

A Central de Atendimento da Previdência Social funciona pelo número 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h (exceto domingos e feriados). O atendimento pelo telefone apresenta um problema: como a demanda pelo serviço é muito grande, o número pode dar sinal de ocupado.

Para acessar o site geral da Previdência, clique aqui

Também é possível localizar as agências da Previdência Social espalhadas pelo país.

 

Moral da história: A pessoa mais interessada nas suas finanças é você mesmo. Tome o controle da sua vida e pense no seu futuro.

Viver mais leve..

outubro 13th, 2012

Hoje eu discutirei a administração das coisas, ou seja, dos items que vamos acumulando ao longo do tempo e que acabam ocupando todos os espaços ao nosso redor. Posso fazer uma lista de amigos e amigas que volta e meia reclamam que não tem mais lugar no armário mas também que estão precisando de isso ou daquilo. No meu caso, livros, sapatos e bolsas. Meu marido costuma brincar que eu podia trocar as minhas bolsas por um carro novo. Me parece que a maioria das pessoas de classe média e alta, inclusive eu, tem mais “coisas” do que precisa ou usa. O total acumulado de coisas  que ninguém usa é um sintoma de ineficiência econômica. Em outras palavras estamos empregando recursos financeiros escassos e restritos em “coisas” sem utilidade. Essa ineficiência é o que nos atrasa no caminho da independência econômica e talvez até impeça uma aposentadoria antecipada.

Desculpas típicas para acumular coisas:

  1. Eu preciso disso. (Resposta: Porque você não usou nos últimos 12 meses?)
  2. Eu talvez precise disso. (Resposta: Improvável, já que você não precisou nos últimos 12 meses.)
  3. Eu não sabia que ainda tinha isso. (Resposta: ??)
  4. Foi presente de um parente. (Resposta: Que tal repassar o presente?)
  5. É uma antiguidade de valor. (Resposta: Então venda!)

Tenho certeza que você consegue pensar em outras desculpas.

O principal problema aqui é que nos acostumamos a adquirir coisas novas sem pensar em alternativas. Como resultado, quase todo mundo tem pelo menos 1 coisa que não usa com frequencia como por exemplo um liquidificador que só saiu do armário 1 vez no último ano, ou uma coleção de livros ou DVDs parados na prateleira acumulando pó.

Eu costumo fazer uma limpa na casa de tempos em tempos. Mesmo assim ainda sou culpada dos delitos acima, especialmente livros e filmes. Nesses últimos dias fiquei enclausurada em casa tratando uma pneumonia e percebi que o meu closet está pedindo uma limpa. O primeiro passo é separar o itens sem uso daqueles que tem utilidade. Um bom começo é concentrar-se em tudo que não foi utilizado nos últimos 12 meses. Esse período cobre todas as estações e portanto é um bom parâmetro no que diz respeito a roupas e sapatos.

A pergunta é o que fazer com os itens a ser descartados?

Eu normalmente os passo adiante através de familiares. No meu escritório também há um ponto de coleta da campanha manobra solidária. Há ainda a possibilidade de vender itens para brechós ou organizar um chá com as amigas. Tenho que admitir que nunca tentei vender coisas usadas. Meu objetivo principal é desentupir a casa e ajudar alguém no processo se possível.

Os efeitos desse exercício podem incluir

  1. Ajudar outros a economizar.
  2. Economizar você mesmo. As vezes esse processo nos ajuda a reencontrar um item necessário que estava perdido no meio da bagunça.
  3. Pensar mais profundamente sobre as compras futuras.
  4. Diminuir a necessidade de espaço e de armários.
  5. Facilitar uma mudança.

Minha missão para o resto do fim de semana é separar os itens que eu não preciso no armário e doá-los na segunda-feira.

O sonho da casa própria

outubro 3rd, 2012

Adquirir a casa própria é provavelmente um dos sonhos mais comuns para o brasileiro ou para alguém de qualquer nacionalidade acredito. No entanto, esse sonho dever ser muito bem planejado para que o sonho não se torne um entrave no caminho da independência financeira. Arcar com uma prestação alta e custos não planejados pode atrasar ou mesmo inviabilizar o sonho de independência.

É preciso considerar todos os custos envolvidos na aquisição bem como o impacto que essa aquisição terá nos seus custos fixos. Seguem alguns exemplos de itens que precisam ser considerados:

  • Taxa de abertura de crédito. Normalmente os bancos informam a taxa de juros nominal da modalidade de financiamento e somente quando o processo está avançado é que informam a taxa de abertura de crédito que normalmente é paga a vista no dia da assinatura do contrato.
  • Vistoria do imóvel. Normalmente é paga diretamente ao avaliador do banco ou ao banco mesmo.
  • Seguros. A prestação vai incluir além do principal mais os juros também seguros para cobrir o risco de danos materiais ao imóvel bem como também um seguro para o caso de você falecer ou perder o emprego.
  • ITBI. O imposto de transmissão é municipal. Em Porto Alegre, ele é 3% do valor venal (determinado pela Prefeitura) para o imóvel. Normalmente as linhas de crédito imobiliário tem um subsídio que reduz a alíquota para 0,5% sobre a parcela do valor que é financiada. O imposto é pago no momento da compra e é necessário comprovar o pagamento para efetuar o registro do imóvel.
  • Registro do imóvel. Para efetuar o registro do imóvel você precisará pagar as taxas e emolumentos do cartório que ficarão em torno de 1% do valor do imóvel. Note que existe uma tabela para os emolumentos com base no valor declarado para o imóvel na escritura/contrato de compra e venda.

Ao adquirir a casa própria você também passa a ser responsável pela manutenção dela em oposição ao aluguel onde o responsável pela manutenção continua sendo o proprietário do imóvel. Não encontrei dados exatos sobre o custo de manutenção de um imóvel até porque vai depender da idade, das características da construção e também se a manutenção é preventiva ou corretiva, mas a maioria dos artigos que li indica que o ideal é reservar entre 1 e 2% do valor do imóvel para manutenção por ano.

Outro ponto importante é dimensionar adequadamente o tamanho do imóvel que está sendo adquirido. O custo do imóvel é quase sempre proporcional ao seu tamanho, assim como os seus custos de condomínio, se aplicável, e de manutenção também serão. Não há uma regra de tamanho, mas é preciso considerar as suas necessidades e não se deixar influenciar pela inflação do estilo de vida.

E não podemos esquecer do mantra dos agentes imobiliários: localização é tudo! Você precisa considerar não somente o impacto da localização no preço de aquisição do imóvel, mas também o impacto nos seus custos fixos (distância para o trabalho e para o supermercado, por exemplo). Eu particularmente evito dirigir ao máximo em Porto Alegre. Há algumas mudanças atrás decidi que moraria perto do escritório de forma que possa fazer a maior parte do meu deslocamento diário a pé.

Desde que voltei ao Brasil em 2004, já me mudei 4 vezes. Duas vezes moramos em apartamentos alugados e duas vezes compramos o imóvel. No início desse ano, compramos a nossa atual moradia. Nessa última mudança, mudamos apenas 1 quadra. Comparando os custos mensais das duas moradias em termos relativos a minha renda (Anterior – Aluguel, Atual -Financiada), temos o seguinte:

  Casa anterior Casa atual V%
Prestação mensal 7% 30% 328%
Condomínio 2% 5% 150%
       
Área em m2 120 240 100%
       
Custo por pessoa 5% 18% 286%

O imóvel tem 13 anos e desde que mudamos já tivemos que trocar o aquecedor e combater goteiras. O prédio teve a fachada renovada’, manutenção imprevista e o condomínio revisou o modelo de cálculo da fração ideal o que aumentou nossa participação no condomínio de cerca de 20% para quase 30%. Ainda assim, acredito que estamos em uma posição privilegiada em relação a maioria já que não temos outras dívidas e nossa renda é bastante alta.

A Suze Orman tem uma lista de regras básicas para se considerar ao avaliar a aquisição de uma casa que me parecem salutares:

  1. Ter pelo menos 20% para dar de entrada, sem usar o seu fundo de emergência;
  2. Poder pagar a prestação com tranquilidade sem comprometer as demais metas financeiras;
  3. Pretender morar no imóvel por pelo menos 5 anos; e
  4. Financiar por um prazo que não se encerre antes da sua aposentadoria prevista.

 Me parece bastante sábio considerar essas regras antes de fazer a aquisição.